Por que nunca mais voltamos à Lua?

Desde o começo da corrida espacial, em plena Guerra Fria, o interesse da humanidade parecia residir em uma expedição humana iminente para a Lua. Porém, depois de várias missões bem-sucedidas, a prioridade dos governos passou a se concentrar em outros assuntos.

Em 1972, Eugene Cernan, da missão norte-americana Apolo 17, foi o último homem a pisar na Lua. Após a vitória de Richard Nixon, a disputa com a União Soviética pela conquista do Universo deixou de ser prioridade nacional. O então presidente dos Estados Unidos cancelou o financiamento de três missões para a Lua, por considerá-las excessivamente caras para o orçamento do país.

“O governo dos Estados Unidos não tem mais razões estratégicas de peso para pisar na Lua. Lamentavelmente, o motivo é mais uma vez político e não científico nem econômico”, explica o pesquisador da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, Gustavo Romero. “A verdade é que a capacidade tecnológica para isso se perdeu”, conclui o professor.

 

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A experiência constitucional norte-americana

Muito se discute a respeito da Constituição norte-americana, não
propriamente a respeito de sua efetividade, já que, por se tratar de uma
constituição sintética, permite generosa elasticidade em sua interpretação,
embora sem ameaçar o alicerce ideológico do liberalismo econômico sob
o qual passou a viger, mas especula-se sobre o porquê de ter durado tanto,
não obstante as profundas transformações sofridas pela sociedade americana
nos últimos duzentos anos.

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A resistência italiana na 2ª guerra mundial e seu hino Bella Ciao

 

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Os movimentos de resistência nos países europeus durante a segunda guerra mundial constituem-se em um episódio marcante de afirmação de patriotismo e defesa nacional contra a ocupação nazista de suas nações.

Esses movimentos se organizaram em todas as nações conquistadas pelo nazismo. Na Itália, governada por Mussolini com seu regime fascista, houve também uma heroica resistência contra as autoridades políticas e policiais fascistas e contra o nazismo que, em razão do fracasso militar fascista ocupou parcialmente a Itália para evitar o avanço dos aliados.

Como movimento armado, baseado em uma estratégia de guerrilhas, a resistência surge quando a Itália é invadida pela Alemanha, em 1943. Os membros do movimento eram chamados de partigiani isto é um combatente armado que não pertence a um exército regular, mas sim a um movimento de resistência ao invasor. Seu campo de ação é a retaguarda do inimigo e sua ação militar é tanto o combate, como ações de sabotagem dos recursos usados pelos ocupantes: linhas férreas, rede elétrica, comunicações, atentados, roubar cargas, libertar prisioneiros.

Como regra esses movimentos compunham-se de combatentes de qualquer corrente de ideia, religião ou ideologia. Havia, pois combatentes católicos, comunistas, liberais, socialistas, monarquistas, anarquistas. O que importava era a disposição para lutar contra o inimigo. Os principais movimentos de resistência ao nazismo durante a segunda guerra mundial foram: Resistência Francesa, Italiana, Soviética, Iugoslava, Polonesa, Tcheca, Austríaca, Dinamarca, Noruega, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Grécia, Hungria, Alemã, Judaica.

O oposto da resistência era a colaboração com o invasor, o colaboracionismo; situação em que o país derrotado, entrega-se ao vencedor e com ele colabora tornando-se inimigo e perseguidor de seus compatriotas. Colaboracionistas depois da derrota do nazismo eram usualmente executados, enquanto que colaboracionistas mulheres, sobretudo aquelas que tinham relações afetivas e familiares com alemães, tinham seus cabelos raspados e eram expostas à uma raivosa execração social.

Nos países do leste europeu onde o nazismo foi derrotado pelo exército soviético e que, após a guerra deram origem ao bloco comunista comandado pela União Soviética e unificados em torno do Pacto de Varsóvia, os líderes dos movimentos de resistência na sua maioria foram perseguidos pelo governo stalinista que preferia colocar no poder os que haviam permanecido na URSS durante a guerra, já devidamente treinados para jamais contestar o poder soviético.

Nenhum caso foi mais típico da hostilidade que se desenvolveu contra o movimento de resistência da Iugoslávia, comandado por Josip Broz Tito que tornou-se, ao fim da guerra, herói nacional, por ter liderado o único movimento de resistência que não recorreu à ajuda externa para derrotar o nazismo. O conflito com a URSS foi tão intenso que Stalin patrocinou diversas tentativas de assassinar Tito e, não conseguindo expulsou a Iugoslávia do bloco comunista, não a reconhecendo como país socialista.

Curioso também é o fato de que a Itália, de tantos fracassos militares do seu exército fascista, teve nos seus movimentos de resistência exemplos heroicos maiúsculos como os dos outros movimentos de resistência.

Uma expressão da força simbólica da resistência italiana é a música que veio a ser o hino da resistência, não apenas italiana mas de todos os países: a canção Bella Ciao.

A partitura e o autor da letra são desconhecidos. A canção foi gravada por vários artistas italianos, russos, bósnios, croatas, sérvios, húngaros, ingleses, espanhóis, alemães, turcos, japoneses, chineses e curdos.

Casa_Papel

Bella Ciao ganhou nova popularidade através da série “La Casa de Papel (Money Heist)” produzida pela Netflix. A trama se passa na Espanha, e conta como o Professor reúne um grupo de criminosos altamente habilidosos para executar o seu plano de assaltar a Casa da Moeda.

A personagem principal da trama, Tóquio, explica a importância da música para o personagem Professor e, consequentemente como ela acabou se tornando um hino para todos os integrantes.

“A vida do Professor girava em torno de uma única ideia: Resistência. Seu avô, que havia lutado contra os fascistas na Itália o ensinou a canção e ele ensinou para nós” – Toquio

BELLA CIAO

Stamattina mi sono alzato (Esta manhã eu me levantei)

o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao! (oh bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!)*

Stamattina mi sono alzato (Esta manhã eu me levantei)

e ho trovato l’invasor (e descobri o invasor)

O partigiano, portami via (Oh! partisan, me leve com você)

o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao! (o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!)*

O partigiano, portami via (Oh! partisan, me leve com você)

ché mi sento di morir (porque me sinto morrendo)

E se io muoio da partigiano (e se eu morro, como partisan)

o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao! (o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!)*

E se io muoio da partigiano (e se eu morro, como partisan)

tu mi devi seppellir (você deverá me sepultar)

E seppellire lassù in montagna (sepultar lá, encima da montanha)

o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao! (o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!)

E seppellire lassù in montagna (sepultar lá, encima da montanha)

sotto l’ombra di un bel fior (debaixo da sombra de uma bela flor)

Tutte le genti che passeranno (todos aqueles que passarão)

o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao! (o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!)

e le genti che passeranno, (e as pessoas que passarão)

Mi diranno “Che bel fior!” (me dirão: que bela flor!)

“E questo è il fiore del partigiano”, (“e esta é a flor do partisan”)

o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao! (o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!)*

“E questo è il fiore del partigiano (“e esta é a flor do partisan”)

morto per la libertà!” (morto pela liberdade)

“E questo è il fiore del partigiano” (…é a flor, do partisan)

E questo è il fiore del partigiano (…é a flor, do partisan)

morto per la libertà!” (morto pela liberdade!)

FONTE: https://mundodapolitica.com/resistencia-italiana-na-2a-guerra-mundial-e-seu-hino-bella-ciao/

 

 

Livro: Antiguidade e medievalidade nos textos

5

Este livro é resultado do I Encontro Internacional de Estudos Multidisciplinares – Antiguidade e Medievalidade nos textos, com o desejo de reunir profissionais que atuam em diferentes áreas como a História, a Literatura, a Educação e a Filosofia foi estímulo inicial, em especial, como uma oportunidade para o encontro de pessoas cujas pesquisas estão voltadas para os estudos da cultura clássica e medieval.

Baixe o pdf do livro

Dica de Filme:Guerra do Vietnã

Nascido para Matar (1987)
1

Diretor: Stanley Kubrick

Com: Matthew Modine, Lee Ermey e Vincent
D’Onofrio

Em dois momentos distintos, o clássico aborda
a rotina de treinamento de aspirantes para o
conflito, no qual um dos recrutas sofre uma
estranha transformação e depois, já no Vietnã,
um grupo de militares depara com uma
surpresa no combate.

 

Pecados de Guerra (1989)

2

Diretor: Brian De Palma

Com: Michael J. Fox, Sean Penn e
Don Harvey

Um soldado americano é isolado
dentro do seu pelotão quando
protesta contra o sequestro e
violação de mulheres vietnamitas
pelos colegas

3.jpg

Diretor: Oliver Stone

Com: Charlie Sheen, Tom Berenger e Willem Dafoe

Um comovente retrato da participação americana no conflito a partir da perspectiva de um soldado de boa família que entra como voluntário na guerra

4)Nascido em 4 de julho (1989)

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Diretor: Oliver Stone

Com: Tom Cruise, Raymond J. Barry, Kyra Sedgwick e Williem Dafoe

O filme narra as experiências de Ron Kovic (Tom Cruise). Um rapaz patriota que se alista para lutar no Vietnã e acaba paralisado. Amargurado pela deficiência, ele passa a lutar contra a Guerra do Vietnã

Religião e patriotismo: o anticomunismo católico nos Estados Unidos e no Brasil nos anos da Guerra Fria

Fonte:http://www.scielo.br/pdf/rbh/v22n44/14008.pdf

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 No Brasil, o anticomunismo parece ter tido sua fase inicial entre 1917 e 1930. Seus alvos eram movimentos operários de inspiração anarquista, socialista e, mais tarde, comunista. Nesse quadro, as preocupações da Igreja se dirigiam tanto ao perigo representado pela subversão e “materialização” do operariado quanto para a disseminação do laicismo entre as elites letradas e ao empenho de convencer os governantes que o Brasil era, acima de tudo, um país católico.

Nos anos 20, a formação religiosa das elites governantes foi uma das preocupações da Igreja, levada adiante com o desenvolvimento de uma literatura especializada e com a criação de centros de estudo e grupos de leigos engajados. Merece destaque a criação da revista A Ordem, em 1921, e do Centro D. Vital, dirigido este por leigos que se destacariam como intelectuais católicos, como Jackson de Figueiredo e Alceu Amoroso Lima. Num estudo sobre a revista A Ordem, Mônica Veloso mostrou que vários dos elementos enfocados nela eram integrantes da oposição mais geral entre os ideais cristãos e o liberalismo. Aí estaria clara uma das características do anticomunismo católico: a filiação do comunismo ao liberalismo. Segundo a autora, “é a partir da denúncia do Estado liberal que se articula o combate ao comunismo (…). O Estado liberal, enquanto expressão do poder político burguês, contém em si os elementos que fatalmente conduzirão ao comunismo”.

Apesar das constantes queixas católicas relacionadas à perda do status de religião oficial no Brasil, estudos mais específicos sobre a atuação do episcopado têm demonstrado a proximidade das lideranças católicas com os grupos no poder em diversos Estados brasileiros, durante a República Velha. A década de 1930, por sua vez, iniciou trazendo boas perspectivas para a hierarquia católica, no que se refere ao reconhecimento da Igreja pelos governantes e pela população em geral. Um exemplo disso foi o resultado da ampla campanha realizada pela Liga Eleitoral Católica (LEC). Ela visava congregar o eleitorado católico, selecionar candidatos que se comprometessem com os princípios sociais católicos, candidatos estes que teriam o aval da entidade. Tais princípios eram basicamente o ensino religioso facultativo, a indissolubilidade do casamento, a assistência religiosa às Forças Armadas, a liberdade sindical, a defesa da propriedade, o combate a atividades subversivas. O trabalho da liga se dava através do alistamento de eleitores, chamando também a atenção para a importância do voto feminino; da apresentação das propostas aos candidatos; e da publicação na imprensa da lista daqueles que haviam se comprometido com tais propostas. Praticamente todas as propostas da LEC foram contempladas na Constituição de 1934. Candidatos que não assumissem a oposição ao comunismo não poderiam ser indicados pela liga. Em eleições seguintes, a LEC continuou assumindo a função de orientar o voto do eleitorado católico e de preveni-lo contra o perigo comunista.

O anticomunismo católico também esteve relacionado com a “descoberta”, pela Igreja, da questão operária no Brasil, que também se deu nos anos 30 e se corporificou nos Círculos Operários. Com base na encíclica Rerum Novarum de Leão XIII (1891) e da retomada da mesma em 1931 com a Quadragessimo Anno, setores da Igreja passaram a se preocupar com o peso crescente da classe operária no País. A “questão operária” passou a ser interpretada pela Igreja dentro da óptica da necessidade de colaboração e harmonia entre as classes, combatendo assim as “ideologias exóticas” e contribuindo com o governo na regulamentação das relações entre patrões e operários, dentro de um espírito corporativo. Os círculos desenvolviam atividades de educação, lazer, saúde entre os operários e seus familiares. Visavam, entre outras coisas, criar líderes sindicais imbuídos da doutrina social da Igreja que pudessem concorrer com os comunistas e esquerdistas em geral.

Mas a década de 1930 também foi marcada pela repercussão do levante de 1935, que ficou conhecido como Intentona Comunista. Assim como outras instituições brasileiras, a Igreja dirigiu seus ataques aos “traidores” da Pátria e ao perigo que eles representavam para o Brasil. Além disso, repercutiram no mundo católico brasileiro as denúncias a respeito de perseguições religiosas na Espanha, durante a Guerra Civil. Ao mesmo tempo deu-se a recepção e divulgação da encíclica de Pio XI, que versava exclusivamente sobre o comunismo, a Divini Redemptoris, escrita em 1937.

No período posterior ao Estado Novo, o anticomunismo católico se manifestava em discursos sobre os perigos que poderiam acompanhar a liberdade política então instaurada. Mesmo que algumas críticas começassem a ser dirigidas ao capitalismo, aquelas voltadas ao comunismo eram muito mais insistentes, pois “tratava-se agora para os bispos, de tatear nas novas sendas, inseguras, da redemocratização que soltava as massas, sobretudo as urbanas, ao jogo livre das disputas partidárias e à livre circulação de idéias”.

Do início dos anos 50 até o golpe de 1964, alguns setores da Igreja Católica no Brasil — ligados à direção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a grupos de Ação Católica — passaram a assumir posições de apoio a lutas populares, o que fez com que as críticas ao comunismo ou a determinados aspectos do capitalismo (como o laicismo e a secularização) dessem lugar ao questionamento das injustiças sociais. Estava surgindo, nesse momento, uma espécie de esquerda católica que, todavia, ocupava posições não-majoritárias dentro da instituição, a qual se mantinha como atuante batalhadora contra o comunismo.

No início da década de 1960, o propósito de uns de combater o comunismo e de outros de romper com as estruturas injustas se manifestou na atuação da Igreja no processo de sindicalização dos trabalhadores rurais. Já na década anterior, uma série de iniciativas visava contribuir para a melhoria da situação dos trabalhadores do campo, retirando assim os motivos para a difusão de idéias subversivas. Movidos pelas possibilidades abertas pelo Estatuto do Trabalhador Rural e pelo temor do comunismo, localizado especialmente nas Ligas Camponesas, católicos de diversos Estados do Brasil criaram Frentes Agrárias. No Rio Grande do Sul, por exemplo, foi criada em 1961 a Frente Agrária Gaúcha (FAG), através da qual foram organizados muitos sindicatos de trabalhadores rurais.

Vê-se, então, que ao longo do século XX, o combate ao comunismo foi um dos ingredientes do discurso e da prática da Igreja Católica no Brasil. Visava combater uma série de manifestações identificadas ao comunismo, da mesma forma que permitia à Igreja reservar um espaço importante de participação na discussão dos rumos políticos do País. O trabalho de comparação com o anticomunismo católico norte-americano permitirá levantar novos elementos sobre o brasileiro. A comparação será feita em torno de cinco temas: o lugar da religião católica em cada um dos países e a relação disso com o anticomunismo; a exploração do tema da perseguição à Igreja no México, na Espanha e nos países sob a “cortina de ferro”; as clivagens dentro da Igreja em ambos os países no que se refere ao anticomunismo; a recepção do anticomunismo católico; e finalmente, uma breve menção às sociedades nas quais, no período pós-guerra, esses católicos brasileiros e os norte-americanos viviam.

No que diz respeito ao lugar ocupado pela religião católica em cada um dos países, deve-se lembrar que até a Proclamação da República o catolicismo era a religião oficial do País. Pode-se também afirmar que no Brasil os católicos sempre foram a maioria da população. Mesmo depois da separação entre Estado e Igreja, essa manteve uma posição social e um peso político muito grandes. Ela não tinha competidores à sua altura e mesmo as críticas inspiradas no positivismo não tiveram força para marginalizá-la. Desde o final do século XIX, a Igreja Católica no Brasil conseguiu se adaptar aos novos tempos, se reorganizar, promover importantes reformas internas, e manter-se como interlocutora importante nas esferas decisórias do País.

Se, no Brasil, ser católico fazia parte da “normalidade”, nos Estados Unidos isso era uma marca do ser “diferente”. O número relativamente pequeno de católicos comparado com o conjunto da população, a opção por certas posturas de isolamento e as desconfianças provenientes das igrejas protestantes contribuíram para que os católicos norte-americanos se sentissem obrigados a buscar formas de reconhecimento e aceitação, especialmente de aceitação como cidadãos zelosos pela sua pátria. Como foi visto acima, o combate ao comunismo acabou assumindo tal função. Assim, para ser ao mesmo tempo bom católico e bom cidadão norte-americano era preciso ser anticomunista.

No caso do Brasil, o discurso católico — mas não apenas ele — também apelava para as ligações entre catolicismo, patriotismo e anticomunismo. Mas a combinação era diferente daquela que ocorria nos Estados Unidos. Aqui ela visava mostrar que sendo o Brasil um país com uma forte tradição católica (ou em termos mais amplos, um país cristão), isso tornava infrutíferas as propostas comunistas que tentassem ser colocadas em prática aqui. Ter nascido num país com tão fortes tradições católicas era uma espécie de salvaguarda contra o “vírus” comunista. Dessa forma, o “bom brasileiro” — que é católico — teria grandes chances de ser anticomunista. Os que professassem a doutrina dos “vermelhos” seriam considerados traidores da pátria, defensores de ideologias exóticas e, conseqüentemente, maus brasileiros. Mas é importante lembrar que a necessidade de, especialmente nos anos 50, se mostrar um bom cidadão ou um bom patriota, foi muito mais intensa nos Estados Unidos do que no Brasil.

O tema da perseguição à Igreja no México, na Espanha e nos países comunistas fazia parte das campanhas anticomunistas desenvolvidas pelos católicos tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Nos Estados Unidos, esse era um tema que havia feito com que, ainda nos anos 20 e depois nos 30, grupos ativistas de católicos se colocassem contra o governo norte-americano e contra parte significativa da opinião pública, como se viu anteriormente. Entrevistas realizadas por mim com membros do clero católico no Rio Grande do Sul mostraram que entre as memórias sobre o medo do comunismo que estas pessoas trazem até hoje havia um lugar importante para as lembranças relacionadas à perseguição que a Igreja sofrera no México e na Espanha. Mesmo que tal perseguição não tivesse sido efetuada por governos comunistas, é assim que ela aparece nos relatos dessas pessoas.

As razões dessa associação podem ser buscadas no processo educacional conduzido por padres jesuítas que estiveram à frente de vários seminários católicos no Rio Grande do Sul e que incentivavam, nos jovens aspirantes ao sacerdócio, a leitura de obras a respeito de perseguições e martírios sofridos por membros da Igreja, entre eles, pelos próprios jesuítas. Entre essas histórias havia um lugar de destaque para o caso do padre Miguel Pró, fuzilado no México em 1927 e que se tornou uma espécie de mártir católico35. Esse jesuíta permanece na memória de alguns padres entrevistados como um mártir da luta contra o comunismo.

Para entender essa relação feita pelos católicos entre a perseguição à Igreja no México e o comunismo, é preciso também lembrar que esta foi uma estratégia adotada pelo Vaticano ao longo da década de 1930, no contexto da Guerra Civil Espanhola. Aos poucos, a tríade Rússia, México e Espanha passou a figurar nas encíclicas papais que combatiam o comunismo, especialmente na Divini Redemptoris, de 1937. Esta encíclica trata dos casos de perseguição à Igreja, entendendo-os como uma das conseqüências da aplicação da doutrina comunista, a qual seria difundida por meio de propaganda bem organizada e sedutora e teria seu caminho preparado pelo liberalismo. Como se vê no trecho abaixo, o nome do México aparece ao lado daquele da Rússia:

(…) Onde quer que os comunistas conseguiram radicar-se e dominar — e aqui pensamos com particular afeto paterno nos povos da Rússia e do México — aí, como eles próprios abertamente o proclamam, por todos os meios se esforçaram por destruir radicalmente os fundamentos da religião e da civilização cristãs, e extinguir completamente a sua memória no coração dos homens, especialmente da juventude. Bispos e sacerdotes foram desterrados, condenados a trabalhos forçados, fuzilados ou trucidados de modo desumano; simples leigos tornados suspeitos por terem defendido a religião, foram vexados, tratados como inimigos, e arrastados aos tribunais e às prisões.

Pio XI também se refere à Espanha, na seqüência do acima exposto. “Não é esta ou aquela igreja destruída, este ou aquele convento arruinado; mas, onde quer que lhes foi possível, todos os templos, todos os claustros religiosos, e ainda quaisquer vestígios da religião cristã […]. E não se limitou o furor comunista a trucidar bispos e muitos milhares de sacerdotes, religiosos e religiosas […] mas fez um número muito maior de vítimas em leigos de todas as classes.” Assim, um tema que foi objeto de atenção do papa teve amplas repercussões entre católicos dos Estados Unidos e do Brasil. No último caso, o tema comparece mais na memória de membros do clero do que na dos leigos e mesmo na literatura produzida pela Igreja.

Outro elemento de comparação são as clivagens que se manifestaram dentro da Igreja em ambos os países, no que se refere ao anticomunismo. Os textos aqui utilizados defendem que as divergências entre os católicos “conservadores” e os “progressistas” foram intensas nos Estados Unidos. Em alguns artigos, escritos por autores ligados à Igreja e/ou publicados em revistas que de alguma forma revelam o mesmo perfil, percebe-se uma ênfase na questão da divisão havida entre os católicos em relação ao macartismo. Essa parece ser uma estratégia para responder às acusações da Igreja ter apoiado o senador e sua caça às bruxas, acusação que sobreviveu à queda de McCarthy.

Parece que a necessidade de se libertar do rótulo de macartista fez com que alguns historiadores católicos passassem a enfatizar as divergências entre católicos progressistas e conservadores, apesar de admitirem que os segundos eram em maior número e suas posições tinham maior publicidade que a dos progressistas. É o caso do texto já citado de Robert Frank, que faz um esforço grande para defender a hipótese de que não havia uma posição oficial da Igreja a favor de McCarthy. Contudo, o conjunto dos dados empíricos que o autor apresenta dificilmente permite que o leitor acredite na hipótese. De qualquer forma, e levando em conta as evidências trazidas pelos textos citados, parece que nos Estados Unidos a divisão entre “direita” e “esquerda” na Igreja se manifestou num período anterior ao que aconteceu no Brasil. Ela teria se manifestado já na primeira metade dos anos 50, sendo contemporânea do macartismo.

No caso brasileiro, a historiografia mostra que foi no final dessa década de 1950, e especialmente no início da seguinte que surgiram, dentro da Igreja, experiências que diferiam significativamente das tradicionais. Eram ações levadas adiante pela Ação Católica, especialmente através da JUC, JEC e JOC, em atividades voltadas à sindicalização rural, à luta contra o analfabetismo, à participação no movimento estudantil, à preocupação com os problemas causados pela estrutura agrária brasileira e pela necessidade da reforma agrária; ou ainda aquelas patrocinadas pela CNBB, criada em 1952, e que teve papel decisivo na abertura de espaço para que grupos com idéias progressistas pudessem ter atuação e espaço dentro da Igreja.

Outro elemento de comparação diz respeito à recepção do anticomunismo católico. A historiografia sobre o catolicismo nos Estados Unidos que foi aqui analisada tende a situar as disputas anticomunistas ao nível das lideranças católicas. Outros historiadores trazem indícios de que a população imersa na cultura da Guerra Fria podia não se sentir tão afetada ou mobilizada pelo anticomunismo, podia ter dúvidas ao explicar o que era o comunismo, poderia trazer marcas do temor em relação a ele, mas também poderia ter passado por aquela época preocupando-se com outras coisas.

Um exemplo disso é trazido por Peter Filene, num artigo que descreve uma experiência feita com noventa estudantes de graduação em História. Os jovens foram desafiados a questionar seus avós sobre os problemas causados pelo clima de caça às bruxas do final dos anos 1940 e da década seguinte. Os resultados foram surpreendentes, pois os avós revelaram que não chegaram a se sentir profundamente perturbados com a agressão comunista na Europa Oriental e Coréia, nem sentiram a paranoia do anticomunismo e do macartismo. As preocupações maiores destes indivíduos — quando estavam em seus 20 e poucos anos — eram as de manter o emprego, pagar o aluguel e criar os filhos.

Algo semelhante é descrito por Joel Kovel. Ele se refere a uma pesquisa feita em 1955, no auge do “medo vermelho”, por Samuel Stouffer, que concluiu que menos de um por cento dos norte-americanos estava realmente preocupado com uma tomada do poder pelos comunistas. Outro exemplo citado pelo mesmo autor é aquele de um repórter do Capitol Times, de Madison, Wisconsin, que em 1953 recebeu as seguintes respostas para a pergunta: O que, na sua opinião, é um comunista?

“Eu não sei, eu sou um cidadão americano.”
“Bem, eles estão sempre se despistando… Eu não sei muito sobre eles.”
“Eu não tenho certeza — a definição parece estar mudando.”
“Um criminoso, eu acho.”
“Uma pessoa que quer guerra.”
“Eu tenho tentado descobrir, mas não consegui chegar a uma definição”.

Esses exemplos, juntamente com a constatação de Crosby de que os católicos não atentavam muito para os ensinamentos da Igreja, como foi comentado acima, abrem espaço para que se questione a recepção e a eficácia do anticomunismo fora do grupo formado pelo alto clero e pelos intelectuais católicos.

Pude constatar algo semelhante em entrevistas realizadas com católicos no Rio Grande do Sul, ao longo da pesquisa de doutorado. Na memória desses indivíduos ficaram registrados o caráter maléfico do comunismo e também seus principais alvos: a família, a religião, a propriedade. Parte deles lembrou ter sentido medo do comunismo, outros lembraram do que se falava a respeito, mas afirmaram não terem sentido medo. A maior parte deles e delas revelou dificuldades em se expressar sobre o tema, não conseguindo explicar o que era o comunismo ou lembrando de não ter clareza sobre isso no passado. Em muitos casos, a estratégia para resolver tais dificuldades foi a de relacionar o medo do comunismo ao medo sentido em outras situações como no período da Segunda Guerra, na campanha de nacionalização do Estado Novo, em lembranças ou vivências a respeito de movimentos armados locais ou nacionais.

O comunismo se apresentou como algo distante. Ele poderia estar situado na Rússia ou em países onde a Igreja era perseguida, como no México e na Espanha. Configurava-se especialmente na figura de Luiz Carlos Prestes. Parecia não ter outros representantes no País, no Estado ou nas localidades onde as pessoas moravam. O rótulo de comunista poderia, às vezes, ser utilizado para designar inimigos políticos ou pessoais ou ainda para se referir a pessoas com posicionamentos anticlericais.

É claro que as sociedades nas quais, no período pós-guerra, esses católicos brasileiros que foram entrevistados e os norte-americanos (sobre os quais se sabe através da historiografia) viviam eram muito diferentes uma da outra. A sociedade norte-americana da Guerra Fria estava marcada por um enorme surto de prosperidade, por uma forte e organizada presença do anticomunismo, pela multiplicidade de veículos pelos quais o combate ao comunismo era divulgado, pelo revivecimento da crença na religião e por uma pressão muito grande para se posicionar a respeito deste tema. Os católicos brasileiros entrevistados nasceram, em sua maioria, na zona rural, tinham dificuldade de acesso a meios de comunicação como rádio e jornal, tinham poucos anos de escolaridade. Mas, mesmo se se pensar em católicos brasileiros que na década de 1950 viviam em centros urbanos, com possibilidades de maior acesso a informações sobre comunismo e anticomunismo, ainda assim é preciso lembrar que a “máquina” anticomunista brasileira era menos organizada e possivelmente menos “eficaz” que a norte-americana. Eram diferentes as configurações do anticomunismo em cada um desses países, com especificidades no tipo de organização, leis, sistemas de repressão e propaganda, grupos de ativistas, etc.

Mesmo que houvesse orientações comuns emanadas de Roma — através das encíclicas, por exemplo — o anticomunismo católico precisava se adaptar ao lugar que os católicos ocupavam em cada sociedade, ao lugar que a instituição ocupava ante os poderes constituídos, à relação dela com outros grupos ou instituições que também combatiam o comunismo, à intensidade de tal combate e à forma como ele funcionava. Precisava especialmente se adaptar às diferentes combinações entre as posturas e práticas a respeito do capitalismo, do liberalismo e do comunismo.

Fonte:http://www.scielo.br/pdf/rbh/v22n44/14008.pdf

Os Alemães: A luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX

Ao analisar o desenvolvimento social da Alemanha desde o século XVII até os dias de hoje, Elias investiga a personalidade, a estrutura social e o comportamento do povo alemão, lançando nova luz sobre a subida dos nazistas ao poder e sobre o Holocausto. O livro é enriquecido por comparações entre a Alemanha e os países onde o autor passou exilado grande parte de sua vida: França, Grã-Bretanha e Holanda. O autor estuda inicialmente episódios da história alemã como a devastação causada no século XVII pela Guerra dos Trinta Anos e a tardia unificação da Alemanha. Em seguida, Elias passa a analisar o enfraquecimento do controle do Estado na Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial e o surgimento das brigadas militares de voluntários dos Freikorps, desestabilizando a incipiente República de Weimar e contribuindo para a formação de um movimento terrorista que lutava pelo restabelecimento do autoritarismo. Elias sustenta que esses eventos, internacionalmente estigmatizantes, ocorreram como resultado de decisões tomadas num contexto de crise nacional por grupos dirigentes que desfrutavam de enorme apoio popular, especialmente entre as classes médias. Verdadeira” biografia” de uma sociedade,” Os alemães” reafirma todo o brilhantismo e originalidade dos outros trabalhos de Norbert Elias.

Link para baixar o PDF do livro: http://www.ets.ufpb.br/pdf/2013/2%20Metodos%20quantitat%20e%20qualitat%20-%20IFES/Bauman,%20Bourdieu,%20Elias/ELIAS,%20Norbert.%20Os%20alemães.pdf

BRUXAS, MITO OU REALIDADE: A EDUCAÇÃO FEMININA NO PERÍODO MEDIEVAL

Fonte: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/download/635/931

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A idade média foi um período conturbado de grandes domínios, de integração de diversos povos e culturas, destruição de outras, mas se destaca principalmente por ter sido um período de solidificação do cristianismo e da Igreja Católica. Com a forte influência da Igreja sobre as famílias dessa época, muitas viviam no sistema patriarcal de educação, onde os homens detinham o poder absoluto sobre as mulheres (pais sobre filhas, maridos sobre esposas).

Dessa forma a educação feminina ficava limitada aos saberes domésticos como bordados, pinturas e a criação dos filhos. Hábito comum na aristocracia, esse modelo não revelava-se entre as camponesas que eram tidas como mulheres trabalhadoras, companheira de seus maridos e em alguns casos líderes de comunidades.

Contudo as camponesas nem sempre eram bem vistas. Por serem parteiras, curandeiras, conhecedoras de vários elementos da natureza, muitas vezes vitais a certas comunidades, elas eram consideradas bruxas por deterem o conhecimento de ervas, plantas, animais e a utilização da terra para curar.

Com o crescimento demográfico e o surgimento de novas cidades, as relações servis também mudaram. A colheita ruim, a escassez de alimentos, as cobranças de altos impostos provocaram inúmeras revoltas camponesas em diferentes regiões da Europa, denunciando a exploração que dominava os campos. Inanição, doença, pobreza era comum as sociedades europeias. A assistência médica aos pobres, mulheres e crianças era praticamente inexistente.Assim muitos homens e mulheres retiravam de suas próprias experiências com a terra meios de sobrevivência e a cura para doenças.

Nesse contexto, como se não bastasse, as mulheres eram vistas como disseminadoras do mal, pois eram a personificação do pecado devido as tentações que provocavam. Para a Igreja eram pecadoras em potencial, pois descendiam de Eva, aquela que levou Adão ao erro e em consequência a queda da humanidade, ou seja, a mulher era má por natureza e havia sido criada com a única função de procriar. Só não eram pecadoras se fossem virgens, mães, esposas ou vivessem em conventos.

Pouco se sabe a respeito da mulher medieval, visto que toda documentação da época era escrita em partes, por pessoas que constituíam a Igreja, pois elas eram o próprio mal. O próprio Santo Tomás, que valorizava o valor absoluto da pessoa, retrata a mulher como algo sem valor, sem força “para ele a mulher não passaria de um macho falido, que quando a natureza não tem força para produzir um homem forma uma mulher.” (NOGARE, 1985, p.53)

As mulheres camponesas ou de classes inferiores acompanhavam seus maridos no trabalho feudal. Mesmo viúvas ou sozinhas elas trabalhavam com os filhos para provê o próprio sustento. Além disso, trabalhavam muito, fiando, tecendo, cuidando das crianças e cultivando a terra. Muitas não seguiam os rituais da Igreja Católica. Elas cultuavam a terra e as divindades pagãs da religião Antiga. Em algumas doutrinas essa mulheres eram consideradas iguais aos homens podendo ter os mesmos direitos que eles.

O conceito de criança ou infância era inexistente. Considerados adultos em miniatura, eram tirados desde cedo do colo das mães para seguir os pais nos campos e a mães nos afazeres domésticos. Ainda meninas aprendiam a fiar, tecer, cuidar e utilizar a terra para a cura de doenças, ou seja, aprendiam os rituais utilizando a própria natureza como poder de cura, em uma época de total abandono do Estado aos mais pobres. Muitas eram parteiras, curandeiras, enfermeiras e assistentes, era como se fossem as médicas de uma sociedade que se encontrava a margem, como nos mostra Michelete:

Nunca, nesse tempo, uma mulher admitiria consultar-se com um homem, entregar-se a ele, confiar-lhe todos os seus segredos. As feiticeiras examinavam-se sozinhas e foram, para as mulheres principalmente, o único médico. O que melhor sabemos da medicina aplicada pelas feiticeiras é que empregavam – para os mais variados fins,para acalmar, estimular – uma grande família de ervas, misteriosa, perigosas, mas de grande utilidade.( MICHELE apud ARRUDA E PILETTI, 2005, p. 144)

As curandeiras eram uma alternativa para aqueles que necessitavam, pois estudavam a natureza, aprendiam com as anciãs da comunidade. As bruxas praticavam cura e exerciam uma grande liderança espiritual. Essas bruxas nada mais eram que as médicas do período medieval, como afirma Angelin (2005):

Ao analisarmos o contexto histórico da Idade Média, vemos que bruxas eram as parteiras, as enfermeiras e as assistentes. Conheciam e entendiam sobre o emprego de plantas medicinais para curar enfermidades e epidemias nas comunidades em que viviam e, conseqüentemente, eram portadoras de um elevado poder social. Estas mulheres eram, muitas vezes, a única possibilidade de atendimento médico para mulheres e pessoas pobres. Elas foram por um longo período médicas sem título. Aprendiam o ofício umas com as outras e passavam esse conhecimento para suas filhas, vizinhas e amigas.

Além disso, com a medicina ascendendo entre os jovens nobres, não era interessante para eles terem as bruxas como suas concorrentes, como observa Cabot: “… a profissão médica também se interessou na perseguição das bruxas e das curandeiras que ofereciam uma alternativa às práticas médicas ensinadas nas universidades da época.” (Cabot, 1992, p.83)

Com todo esse conhecimento e poder, sabendo exatamente a diferença entre a dose e o veneno, elas arriscavam-se muito, pois se encontrada determinadas ervas em seu poder elas corriam os risco das mortes mais cruéis pela Inquisição.

A Inquisição era uma espécie de tribunal religioso para condenar aqueles que não praticavam os dogmas da Igreja Católica, sendo considerados hereges, praticantes de bruxaria ou de outras religiões. Instituído no ano de 1233, pelo Papa Gregório IX, ela era “uma massiva campanha judicial realizada pela Igreja e pela classe dominante contra as mulheres da população rural”. (Ehrenreich&English,1984 apud Angelin 2005). Seu objetivo era eliminar os hereges e os que não praticavam o catolicismo, pois tornavam-se uma ameaça a doutrina cristã.Calcula-se que 9 milhões de pessoas foram acusadas, julgadas e mortas, destes 80% eram mulheres, moças e meninas.

Fonte: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/download/635/931

Curiosidades sobre a Alemanha

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  1. A Fanta foi inventada na Alemanha como resultado da Segunda guerra mundial devido à proibição da importação do xarope usado na receita da coca-cola no país. A filial alemã resolveu então criar um produto próprio para o mercado nacional e assim surgiu a Fanta
  2. A educação superior na Alemanha é gratuita até mesmo para estudantes estrangeiros
  3. Mais de 800 milhões de currywurst amidos na Alemanha todos os anos.  Trata-se de um prato de fast-food alemão que é basicamente uma salsicha de porco temperada com ketchup e Curry e normalmente servida com fritas.
  4. O alemão quando chega em uma mesa com vários amigos,  costuma bater 3 vezes na mesa como cumprimento, e todos respondem batendo 3 vezes na mesa.
  5. O silêncio é sagrado para os alemães,  principalmente aos domingos. Se você passar do limite ou do horário 99% de  Certeza que alguém vai bater na sua porta para reclamar, e pasmem, até mesmo a polícia. Na  Alemanha é comum avisar os vizinhos que vai fazer uma festa e receber os amigos, já pedindo desculpas pela eventual barulho.
  6. muitos alemães adoram tirar a roupa nos parques,   praias saunas públicas. a cultura do Corpo Livre é bastante praticada aqui. É  natural e como você encontrar pessoas tomando sol e se banhando nas águas do rio Isar(em Munique) como vieram ao mundo sem nenhum tipo de constrangimento para os demais.
  7. a Alemanha é o segundo maior consumidor de cerveja da Europa atrás apenas da República Tcheca
  8. A Oktoberfest de Munique é o maior festival folk do mundo.
  9.  Qualquer forma de discriminação contra homossexuais é crime e casais gays São permitidos por lei adotar crianças.