Israel estuda castigar palestinos após adesão à Unesco

Do Operamundi

Os oito principais ministros do governo israelense se reúnem nesta terça-feira (01/11) para estudar possíveis respostas ao ingresso da Palestina na Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Os dirigentes analisarão várias propostas de reação ao fato, mas não é certo que o encontro termine com resoluções concretas. Segundo a imprensa local, uma das medidas adotadas poderia ser a construção de colônias judias nos territórios ocupados de Jerusalém Oriental e Cisjordânia.

A entrada da Palestina na Unesco foi aprovada após votação realizada nesta segunda-feira (31/10). Outra reação ventilada pelos meios de comunicação foi a retenção de impostos e das tarifas de importação e exportação que Israel arrecada e que repassa à ANP (Autoridade Nacional Palestina), como estipulam os Acordos de Oslo. E ainda a retirada do passe livre de dirigentes palestinos, que agilizam a circulação nas fronteiras e postos militares da região.

“O que se passou na Unesco não é algo sem importância e deve ser visto com seriedade. Israel pode escolher efetuar uma resposta unilateral a esta iniciativa”, assinalou uma fonte diplomática ao jornal Yedioth Ahronoth.

Fontes ligadas ao Executivo apontavam para a construção de casas em assentamentos situados em “lugares que Israel não vê como problemáticos”.

O ministro de Exteriores, o ultranacionalista Avigdor Lieberman, propôs ontem no Parlamento a possibilidade de Israel cortar todos os vínculos com a ANP. “Minhas recomendações serão muito claras. Temos que pensar na possibilidade de cortar todos os vínculos com a ANP. Não podemos seguir aceitando medidas unilaterais uma atrás de outra”, disse o ministro, que participará da reunião desta tarde.

Esta manhã, o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, declarou à rádio militar israelense que o governo de Benjamin Netanyahu deveria ser o primeiro a aplaudir a votação da Unesco, já que israelenses e palestinos compartilham uma “terra com história e cultura comum”. Agora, os palestinos se prepararam para apresentar um pedido de ingresso na OMS (Organização Mundial da Saúde).

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