O movimento revolucionário francês

A Revolução Francesa foi o mais importante movimento revolucionário do mundo ocidental e o marco inaugural dos tempos contemporâneos. Depois desta série de acontecimentos houve um desmonte, lento e gradual, de todo o universo absolutista.

Foi um conjunto de eventos que modificaram o estado político da França, sobretudo a relação entre a monarquia absolutista com os burgueses, que não deixava espaço nas decisões políticas para os camponeses da época.

A economia da França estava em mau estado por uma série de motivos, dentre eles o elevado custo da Corte de Luís XVI, que ao longo de todo o processo da revolução se tornara um déspota esclarecido para agradar os pobres e até mesmo a burguesia. Além da crise financeira, um dos motivos do despontamento da Revolução Francesa foi que o mundo estava cada vez mais voltado aos interesses burgueses. O que enfraquecia a monarquia que sempre continuava com o mesmo sistema político.

Percebendo que estava perdendo o controle da situação no governo Frances, Luís XVI convocou os estados-gerais, uma espécie de parlamento feudal, o que foi um sinal de fraqueza porque deixou evidente que a França passava por graves problemas.

A revolução estava prestes a acontecer. O que faltava era que os camponeses tomassem conhecimento do movimento, período que ficou conhecido como “Grande Medo”. A Revolução passa a ter caráter nacional, desencadeando uma série de ataques a castelos, casas, igrejas e saques a aldeias. Pode-se dizer que o Grande Medo foi uma reação antecipada dos camponeses a possíveis consequências do fim dos privilégios de seus senhores. A burguesia não se preocupava com os pobres até a Revolução Francesa, quando os camponeses se tornaram importantes.

As primeiras ações dos revolucionários deram-se no período da chamada Assembléia Constituinte. O lema desses rebeldes era “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Eles criaram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que define os direitos individuais e coletivos dos homens como universais.

A partir de 1789, houve uma divisão entre os revolucionários. Aliada aos setores da nobreza formou-se o Clube dos Girondinos. Os jacobinos queriam aprofundar a Revolução, aumentando os direitos do povo. Eram apoiados pelas massas populares de Paris. A República Jacobina assumiu o poder no momento crítico da Revolução.

Em 1793, Luís XVI foi executado na guilhotina na praça da Revolução. O Poder Executivo foi entregue a uma junto de cinco membros, denominada Diretório. O novo governo perseguiu todos os movimentos revolucionários radicais. Em 1797, a França enfrentou também a reação monárquica. Os membros do Diretório recorreram a um jovem general, Napoleão Bonaparte, que esmagou o movimento. Dois anos depois, após uma série de outros levantes, e com a crise econômica ainda debilitando o país, Napoleão assumiu o poder. Para alguns historiadores, este fato representou o fim da Revolução Francesa.

Outros assuntos em: http://revolucaocontemporanea.wordpress.com/

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