Do Agora Já: CNV publica lista de 17 desaparecidos durante Ditadura no Brasil

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Comissão investiga ligação da Operação Condor com as mortes e busca destino dos restos mortais
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) publicou uma lista de nomes de brasileiros desaparecidos em ações repressivas da Ditadura Militar, possivelmente no âmbito da Operação Condor. Durante audiência pública realizada pela CNV, em parceria com a Comissão Estadual da Verdade de Porto Alegre, a família do presidente deposto João Goulart fez um pedido formal à CNV para esclarecer a morte do político. A audiência ouviu relatos de 13 militantes de diversos grupos de resistência ao regime ditatorial sobre violências sofridas durante o período (1964 a 1985).
Conforme nota publicada pela CNV, as mortes são investigadas no âmbito do Grupo de Trabalho da Operação Condor, devido aos fortes indícios de coordenação repressiva clandestina entre os serviços de informação do regime militar do Brasil e seus congêneres na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. São 17 casos em exame, nem todos ainda comprovadamente vítimas da ditadura, juntamente com regimes militares do Cone Sul na década de 1970.
As investigações realizadas pelo GT Condor visam, justamente, a apuração das responsabilidades nestes desaparecimentos de brasileiros em solo argentino.
Conforme o documento, “o esclarecimento sobre o destino final dos brasileiros, incluindo os nomes e órgãos responsáveis por suas mortes, e a busca de informações sobre o paradeiro de seus restos mortais, é um compromisso para com o país e os familiares dos desaparecidos”.
Morte de Jango
Em 6 de dezembro de 1976, Jango morreu na cidade argentina de Mercedes, onde também viveu durante o exílio. A certidão de óbito diz que o presidente foi vítima de um ataque cardíaco. Para a família, Jango foi vítima de envenenamento, como parte da Operação Condor, ação coordenada entre os regimes militares de países sul-americanos contra seus opositores. Os parentes defendem que seja feita uma autópsia, o que não foi permitido na ocasião da morte. Deposto pelo golpe militar em 1964, Jango exilou-se com a família no Uruguai e, depois, na Argentina. Mesmo depois de retirado da Presidência da República, continuou sendo alvo do regime militar.
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