Do Viajando Pelo Tempo: “New Deal” foi inspirado em Vargas.

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Em um pronunciamento público em 27 de janeiro de 1936, no de Rio de Janeiro, o Presidente Franklin Roosvelt atribuiu a criação do “New Deal” a Getúlio Vargas:“Despeço-me esta noite com grande tristeza. Há algo, no entanto, que devo sempre lembrar. Duas pessoas inventaram o New Deal: o Presidente do Brasil e o Presidente dos Estados Unidos.” – Franklin Delano Roosevelt, 27 de novembro de 1936.

 

Como revela o jornalista José Augusto Ribeiro em sua biografia sobre Getúlio:

Roosevelt era admirador de Hamilton desde a juventude, tendo lhe dedicado a sua dissertação de graduação em Harvard. Além disto, também tinha uma admiração confessa por Vargas, tendo lhe atribuído publicamente parte da inspiração para o New Deal

Alexander Hamilton fora um estadista estadunidense introdutor do protecionismo econômico nos EUA. Em uma única frase, poder-sei-ia dizer que Hamilton foi o principal mentor das diretrizes de política econômica e financeira e, em grande medida, institucionais, que possibilitariam a extraordinária ascensão dos Estados Unidos da América, da condição de ex-colônia recém-liberta, mas afogada em dívidas e incertezas, para, já nas décadas finais do século XIX, despontar como a maior potência industrial e econômica do planeta. Acima de tudo, ele foi um campeão da idéia revolucionária de estabelecer um Governo poderoso para colocá-lo a serviço do bem-estar geral (general welfare) ou bem comum.

 

Getúlio em sua juventude havia sido leitor do economista Friedrich List que tinha em Hamilton uma de suas referências.

Quando do advento do “New Deal” por Roosevelt, os Estado Unidos da América(EUA), se encontravam quase uma década em depressão econômica e outras tantas em recessão. O liberalismo se mostrou um sistema falído levando os EUA a bancarrota. Enquanto ao sul, no Brasil, a Revolução de 30 instaurara um novo modelo de Estado com uma nova proposta econômica e de ordem social levada a cabo por Getúlio.

É esse modelo brasileiro, que será copiado por Roosevelt para retirar os EUA da grande depressão. Roosevelt a exemplo de Vargas, faz do Estado um intermediador nas relações entre o capital e o trabalho. Cria em 1935 agência Nacional de Relações de Trabalho que terá poder de criar normas e julgar litígios trabalhistas envolvendo as organizações de trabalhadores, a exemplo da Justiça do Trabalho no Brasil com seu poder normativo.
O Estado passou diretamente a intervir na economia como já pregava o economista brasileiro Aarão Reis desde 1896, que innfluiu na política economica de Getúlio desde sua asceção ao poder em 1930 e mesmo antes no Rio Grande do Sul.
Roosevelt buscou o fortalecimento do executivo, uma avocação incomum no Estado ianque, lançando mão de um sem número de decretos para se sobrepor ao Congresso buscando a Centralização do poder político, ao mesmo tempo que já contava com a reeleição ilimitada, princípio castilhista da continuidade administrativa.
Como ocorreu com Vargas, Roosevelt foi ferozmente combatido pela direita oligárca estadunidense, acusado de “comunista”, que vêem no Estado um mero instrumento de interesses corporativos e, na economia, um campo de caça para a ação dos “setores mais dinâmicos do capitalismo”.
De modo que foi o advento desse novo modelo brasileiro que mudou o curso da história mundial e ironicamente salvou os EUA da ruína.
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