Thomas Paine: um dos inspiradores da Independência dos EUA

“Senso comum, Os direitos do homem e Dissertação sobre os primeiros princípios do governo” 

Revelam a força das palavras de Thomas Paine – um dos mais eloquentes defensores e signatários da declaração de Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa.

Esses escritos desempenharam um papel central na luta pela independência americana e na revolução democrática que varreu o mundo ocidental no final do século XVIII. Paine deu novos e modernos significados a palavras como “república”, “democracia” e “revolução” enquanto estabeleceu uma visão da América como o abrigo da liberdade democrática. Um profundo crente na capacidade de influência política do povo, Paine foi o primeiro grande panfleteiro a se dirigir para uma audiência maciça. Dois séculos depois, suas palavras ainda são notáveis pelo vigor, clareza e capacidade de inspirar.

Nos primeiros três meses da sua publicação, em 1776, Senso comum tornou-se um fenômeno editorial com mais de 120 mil exemplares vendidos. Inicialmente concebida como uma série de artigos, esta obra é um dos mais famosos tratados políticos da Revolução Americana. Publicado de forma anônima, causou um estardalhaço junto ao público, pois conclamava a população das colônias americanas a se unirem contra a dominação britânica e assim dar início à Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783).

                                                      
Panfleto de Senso comum

Com Os direitos do homem, Paine se tornou um dos maiores intérpretes da Revolução Francesa. Neste texto, ele apresenta uma apaixonada defesa do Iluminismo e dos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade que acreditava que varreriam o mundo em breve. As detalhadas propostas – expostas na obra – sobre como o governo poderia assistir os pobres inspiraram as gerações futuras.

Assim argumenta o panfleto:

    • A independência é garantida de paz, pois uma América livre não terá mais de participar das guerras decididas pela Inglaterra;
    • A independência é garantida de prosperidade, pois o comércio da nova nação não mais dependerá de um monopólio e “os mercados nunca lhe faltarão enquanto a Europa tiver o costume de comer;
    • A independência é também garantia de liberdade, pois não pesarão mais sobre a América nem a intolerância religiosa, nem as cargas feudais, nem a herança de séculos de tirania e corrupção. Assim sendo, por interesse e por ideal, a América devia tornar-se a terra da liberdade: “Oh, vós, amigos da Liberdade! Vós que ousais opor-vos não apenas à tirania mas também ao tirano, avançai! A opressão assola todos os recantos do Velho Mundo. A Liberdade foi perseguida em toda a superfície do globo. A Ásia e a África a baniram há muito tempo. A Europa a vê como uma estrangeira e a Inglaterra lhe notificou sua expulsão. Ah! acolhei a fugitiva e preparai a tempo um asilo para o gênero humano“.

                                                            

Concluía o panfleto com uma frase de efeito:

“Um único homem honesto tem mais valor para a sociedade, e aos olhos de Deus, que todos os bandidos coroados da história”

Afirmava-se assim sua fé republicana, opondo-se aos “bandidos coroados”, ou seja, aos monarcas.

Fontes :

Via Blog: Histori em Foco

 

 

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