Um pouco mais sobre a Revolução Industrial

Publicação feita por: Bruna Soares

Ainda falando sobre Revolução industrial, é sempre relatado em textos de livros e na internet os problemas que a disseminação das industrias trouxeram para a sociedade durante o século XVIII e XIX. Sabe-se que principalmente mulheres e crianças sofreram com o trabalho escravo nas industrias sob ordem dos patrões, que em troca da força de trabalho lhes davam um mísero salário que mal dava para se alimentarem. Foi uma época difícil para o chamado “proletariado” que ajudou na sustentação da era industrial que se iniciava, mas que não teve direto de usufruir dos inúmeros avanços trazidos por ela.

A vida de Elizabeth Bryher, é uma biografia que ajudará no maior entendimento sobre a vida que os trabalhadores dos séculos XVIII e XIX levavam. Ela conta da vida de uma menina que saiu do campo involuntariamente e foi trabalhar com sua família na cidade em busca de melhores condições de vida.

A vida de Elizabeth Bryher

Elizabeth Bryher era uma camponesa que nascera em 10 de dezembro de 1795. Filha de Lucy Bryher Evans e Thomas Bryher Evans era primogênita de uma família de dois irmãos: Charles e Alfred de 5 e 6 anos respectivamente.

Aos oito anos de idade Elizabeth mudara com seus pais para o centro urbano de Manchester em busca de um emprego, já que o cercamento dos campos impossibilitou a vida rural  que levavam ,onde se sustentavam com plantio de batatas.

O momento da viagem para Manchester foi doloroso para a família, principalmente para Elisabeth que gostava da vida no campo apesar das dificuldades enfrentadas, pois não sabiam como seria a nova vida na cidade, mas tentavam alimentar uma esperança de que a vida fosse melhor lá.

Logo que chegara foi empregada em uma fabrica de fiação juntamente com os pais e os irmãos, e cada um foi destinado a uma tarefa diferente. Elisabeth e os irmãos foram tomados por medo, já que não tinham seus pais por perto como no trabalho no campo.

A vida Manchester não era fácil. Morava em um bairro pobre onde o esgoto e lixo tomava conta das ruas, a miséria, a tristeza e o cansaço eram evidentes nos rostos das pessoas que lá viviam.

Aos doze anos, Elizabeth perdera o pai, que foi afetado pela cólera e não resistiu e sua mãe dois meses depois pelo mesmo motivo. Com isso, ela e seus irmãos passaram a ser cuidados pelos tios, também operários.

Elisabeth era consumida pelo cansaço do trabalho na fabrica, não suportava ser mandada e castigada pelos donos das fabricas que exploravam a ela e as demais pessoas que lá trabalhavam. Estava sendo consumida por um enorme desejo de se livrar daquilo tudo, mas não sabia o que fazer e nem tinha forças para fazer algo sozinha, já que percebia que a classe a qual pertencia não tinha voz, o desprezo era o único sentimento recebido da elite por aquela classe. Além de tudo a solidão em que vivia a deixava imensamente deprimida.

Em 1815, Elisabeth participou do movimento Ludista em que entregava cartas aos donos das fabricas, pois era mais difícil que desconfiassem dela já que era uma menina magricela e pálida que não chamava atenção, mas que tinha uma alma corajosa que a agigantava.

Elisabeth não agradava nem um pouco do trabalho que era encarregada, mas sem ele a miséria em que vivia seria ainda maior e o peso que estava sobre ela de sustentar a ela e seus irmãos a fazia persistir.

A falta de empregos naquela época a fez participar do quebra-quebra das maquinas das fabricas, pois para os manifestantes somente aquela ação faria com que os industriais parassem de utilizar as tecnologias que roubavam seus empregos.

Em uma dessas destruições Elisabeth foi pega pelos militares, tentou de toda forma lutar, mas nada adiantou para que salvasse sua vida.

Antes de ser levada para a masmorra um flashback de sua vida passou em sua cabeça. Todo o sofrimento vivido em tão pouco tempo de vida vieram a tona. A perda de seus pais por uma fatalidade, a dor de ter de deixar seus irmãos sozinhos naquela vida, a insensibilidade da elite que ignorava a realidade da classe a qual pertencia a deixava mais angustiada, revoltada, sufocada, tentou por vezes reagir, mas nada adiantou.

A morte a levou naquela tortura que ocorreu em segundos, mas não levou a tortura que as crianças e mulheres trabalhadoras das fabricas sofriam fisicamente e moralmente todos os dias.

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