Curiosidade Sobre a Bastilha

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“Grande parte do que se escreveu sobre os horrores da Bastilha foi uma invenção dos revolucionários. A crítica era tão poderosa que quando a fortaleza foi tomada, os invasores ficaram decepcionados com o que encontraram: apenas sete prisioneiros, nenhum condenado enterrado vivo, nenhum cadáver insepulto preso a correntes, como se dizia. As celas da Bastilha não eram claustrofóbicas, ao contrário, as celas octogonais tinham cerca de 5 m de diâmetro com janelas acessíveis ao prisioneiro. Dispunham de cama com cortinado, uma ou duas mesas, várias cadeiras, fogão ou estufa. Os prisioneiros podiam levar seus pertences e também cães e gatos para acabar com ratos e insetos. A comida variava de acordo com a condição social do prisioneiro, os mais pobres recebiam sopas guarnecidas com uma fatia de toucinho ou presunto, pão, vinho e queijo. Permitiam-se álcool e tabaco, jogos de cartas para detentos que partilhassem a cela e uma mesa…

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A questão da Venezuela Sobre um Ponto de Vista Pró Maduro

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Em defesa da Venezuela

“Estou chocado com a parcialidade da comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, sobre a crise da Venezuela.”

“A Venezuela vive um dos momentos mais críticos da sua história. Acompanho crítica e solidariamente a revolução bolivariana desde o início. As conquistas sociais das últimas duas décadas são indiscutíveis. Para o provar basta consultar o relatório da ONU de 2016 sobre a evolução do índice de desenvolvimento humano. Diz o relatório: “O índice de desenvolvimento humano (IDH) da Venezuela em 2015 foi de 0.767 — o que colocou o país na categoria de elevado desenvolvimento humano —, posicionando-o em 71.º de entre 188 países e territórios. Tal classificação é partilhada com a Turquia.” De 1990 a 2015, o IDH da Venezuela aumentou de 0.634 para 0.767, um aumento de 20.9%. Entre 1990 e 2015, a esperança de vida ao nascer subiu 4,6 anos, o período médio de escolaridade aumentou 4,8 anos e os anos de escolaridade média geral aumentaram 3,8 anos. O rendimento nacional bruto (RNB) per capita aumentou cerca de 5,4% entre 1990 e 2015. De notar que estes progressos foram obtidos em democracia, apenas momentaneamente interrompida pela tentativa de golpe de Estado em 2002 protagonizada pela oposição com o apoio ativo dos EUA.

A morte prematura de Hugo Chávez em 2013 e a queda do preço do petróleo em 2014 causou um abalo profundo nos processos de transformação social então em curso. A liderança carismática de Chávez não tinha sucessor, a vitória de Nicolás Maduro nas eleições que se seguiram foi por escassa margem, o novo Presidente não estava preparado para tão complexas tarefas de governo e a oposição (internamente muito dividida) sentiu que o seu momento tinha chegado, no que foi, mais uma vez, apoiada pelos EUA, sobretudo quando em 2015 e de novo em 2017 o Presidente Obama considerou a Venezuela como uma “ameaça à segurança nacional dos EUA”, uma declaração que muita gente considerou exagerada, se não mesmo ridícula, mas que, como explico adiante, tinha toda a lógica (do ponto de vista dos EUA, claro). A situação foi-se deteriorando até que, em dezembro de 2015, a oposição conquistou a maioria na Assembleia Nacional. O Tribunal Supremo suspendeu quatro deputados por alegada fraude eleitoral, a Assembleia Nacional desobedeceu, e a partir daí a confrontação institucional agravou-se e foi progressivamente alastrando para a rua, alimentada também pela grave crise econômica e de abastecimentos que entretanto explodiu. Mais de cem mortos, uma situação caótica. Entretanto, o Presidente Maduro tomou a iniciativa de convocar uma Assembleia Constituinte (AC) para o dia 30 de Julho e os EUA ameaçam com mais sanções se as eleições ocorrerem. É sabido que esta iniciativa visa ultrapassar a obstrução da Assembleia Nacional dominada pela oposição.

Em 26 de maio passado assinei um manifesto elaborado por intelectuais e políticos venezuelanos de várias tendências políticas, apelando aos partidos e grupos sociais em confronto para parar a violência nas ruas e iniciar um debate que permitisse uma saída não violenta, democrática e sem ingerência dos EUA. Decidi então não voltar a pronunciar-me sobre a crise venezuelana. Por que o faço hoje? Porque estou chocado com a parcialidade da comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, sobre a crise da Venezuela, um enviesamento que recorre a todos os meios para demonizar um governo legitimamente eleito, atiçar o incêndio social e político e legitimar uma intervenção estrangeira de consequências incalculáveis. A imprensa espanhola vai ao ponto de embarcar na pós-verdade, difundindo notícias falsas a respeito da posição do Governo português. Pronuncio-me animado pelo bom senso e equilíbrio que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, tem revelado sobre este tema. A história recente diz-nos que as sanções econômicas afetam mais os cidadãos inocentes que os governos. Basta recordar as mais de 500.000 crianças que, segundo o relatório da ONU de 1995, morreram no Iraque em resultado das sanções impostas depois da guerra do Golfo Pérsico. Lembremos também que vive na Venezuela meio milhão de portugueses ou lusodescendentes. A história recente também nos diz que nenhuma democracia sai fortalecida de uma intervenção estrangeira.

Os desacertos de um governo democrático resolvem-se por via democrática, e ela será tanto mais consistente quanto menos interferência externa sofrer. O governo da revolução bolivariana é democraticamente legítimo e ao longo de muitas eleições nos últimos 20 anos nunca deu sinais de não respeitar os resultados destas. Perdeu várias e pode perder a próxima, e só será de criticar se não respeitar os resultados. Mas não se pode negar que o Presidente Maduro tem legitimidade constitucional para convocar a Assembleia Constituinte. Claro que os venezuelanos (incluindo muitos chavistas críticos) podem legitimamente questionar a sua oportunidade, sobretudo tendo em mente que dispõem da Constituição de 1999, promovida pelo Presidente Chávez, e têm meios democráticos para manifestar esse questionamento no próximo domingo. Mas nada disso justifica o clima insurrecional que a oposição radicalizou nas últimas semanas e que tem por objetivo, não corrigir os erros da revolução bolivariana, mas sim pôr-lhe fim e impor as receitas neoliberais (como está a acontecer no Brasil e na Argentina), com tudo o que isso significará para as maiorias pobres da Venezuela. O que deve preocupar os democratas, embora tal não preocupe os media globais que já tomaram partido pela oposição, é o modo como estão a ser selecionados os candidatos. Se, como se suspeita, os aparelhos burocráticos do partido do governo sequestrarem o impulso participativo das classes populares, o objetivo da AC de ampliar democraticamente a força política da base social de apoio à revolução terá sido frustrado.

Para compreendermos por que provavelmente não haverá saída não violenta para a crise da Venezuela temos de saber o que está em causa no plano geoestratégico global. O que está em causa são as maiores reservas de petróleo do mundo existentes na Venezuela. Para os EUA, é crucial para o seu domínio global manter o controlo das reservas de petróleo do mundo. Qualquer país, por mais democrático, que tenha este recurso estratégico e não o torne acessível às multinacionais petrolíferas, na maioria, norte-americanas, põe-se na mira de uma intervenção imperial. A ameaça à segurança nacional, de que fala o Presidente dos EUA, não está sequer apenas no acesso ao petróleo, está sobretudo no facto de o comércio mundial do petróleo ser denominado em dólares, o verdadeiro núcleo do poder dos EUA, já que nenhum outro país tem o privilégio de imprimir as notas que bem entender sem isso afetar significativamente o seu valor monetário. Foi por esta razão que o Iraque foi invadido e o Médio Oriente e a Líbia arrasados (neste último caso, com a cumplicidade ativa da França de Sarkozy). Pela mesma razão, houve ingerência, hoje documentada, na crise brasileira, pois a exploração do petróleo do pré-sal estava nas mãos dos brasileiros. Pela mesma razão, o Irão voltou a estar em perigo. Pela mesma razão, a revolução bolivariana tem de cair sem ter tido a oportunidade de corrigir democraticamente os graves erros que os seus dirigentes cometeram nos últimos anos. Sem ingerência externa, estou seguro de que a Venezuela saberia encontrar uma solução não violenta e democrática. Infelizmente, o que está no terreno é usar todos os meios para virar os pobres contra o chavismo, a base social da revolução bolivariana e os que mais beneficiaram com ela. E, concomitantemente com isso, provocar uma ruptura nas Forças Armadas e um consequente golpe militar que deponha Maduro. A política externa da Europa (se de tal se pode falar) podia ser uma força moderadora se, entretanto, não tivesse perdido a alma.”

Texto redigido por: Boaventura Sousa Santos.

Publicado em: 29/07/2017; 6:34.

Disponível no seguinte endereço: https://www.publico.pt/2017/07/29/mundo/noticia/em-defesa-da-venezuela-1780518

 

A Venezuela Em Crise: Entenda o que está acontecendo.

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Em meio a uma grave crise política que já se estende por um longo período, o país sul-americano passa por um dos momentos mais difíceis da sua história. A tentativa de instaurar um governo ilegítimo na Venezuela afronta a soberania do povo e a democracia, de acordo com a embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikky Haley, a Venezuela está dando “um passo em direção à ditadura” com a realização da eleição dos membros da Assembléia Constituinte, convocada pelo atual presidente do país Nicolás Maduro.

O cenário caótico na Venezuela faz com que milhares de venezuelanos fujam do país  em busca da paz ameaçada pela crise política e aumento assustador da violência.

Se informar sobre os acontecimentos na nação vizinha é de imprescindível importância para todos nós, por isso leiam este artigo de opinião redigido por Boaventura Sousa Santos para uma melhor compreensão do cenário atual venezuelano.

 

Atropelados pelo Progresso

História em foco

A estrada da Modernidade está repleta de cadáveres atropelados pelo Progresso. A modernização exige o confinamento e extermínio daqueles que estão no lugar errado e na hora errada – judeus, drogados, alcoólatras, pobres, homo afetivos, desempregados etc. Estes serão sempre os inimigos ou o bode expiatório da vez para que ocorra guerra e destruição.

Limpeza, higienização social, urbanização e arquiteturas monumentais, são etapas desse embelezamento do mundo baseado na destruição, desintegração e aniquilamento de tudo aquilo que é “velho”, “passado” e, por isso mesmo, suspeitos de doenças e vícios.

A barbaridade de Estado da atual operação na Cracolândia e o programa Cidade Linda é mais uma evidência da força do legado místico da arquitetura da destruição e o “princípio das ruínas” de Hitler e Speer que continuam inspirando gerações – um velho princípio agora mascarado por modernos eufemismos do jargão administrativo como “gestão”, “programa de metas”, “parcerias”, “índice de eficiência” etc…

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A herança da Belle Èpoque

historiapracontarblog

Exposições Universais

Uma Exposição Universal é um evento mundial que engloba  temas que afetam uma vasta parcela da humanidade. Nelas, diversos países expõem suas inovações tecnológicas que proporcionam verdadeiras revoluções em diversos campos da atuação humana. O Bureau International des Expositions, órgão responsável pela organização de tais eventos, definiu, a partir do século XXI, que as exposições seriam realizadas de cinco em cinco anos, visto que exigem enormes investimento para a construção de estruturas enormes e notáveis. As principais atrações na Feira Mundial são os pavilhões nacionais, criado pelos países participantes. Na Expo 2000, em Hanôver, onde os países criaram sua própria arquitetura, o investimento médio foi de cerca de € 13 milhões.

As Exposições são um legado da Belle Èpoque, período otimista de grande desenvolvimento econômico e tecnológico europeu que precedeu a Primeira Guerra Mundial. O príncipe Alfred, marido da Rainha Victoria do Reino Unido, foi quem teve…

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Crises do entreguerras

Hora de História

O PÓS-PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL E O PERÍODO ENTRE GUERRAS

– A ascensão dos Estados Unidos

Desde o final do século XIX, a produção industrial vinha se ampliando nos Estados Unidos, expandindo o campo de atuação econômica de seus empresários em diferentes partes do mundo.
Quando a Primeira Guerra Mundial começou, a agricultura e a indústria estadunidenses cresceram ainda mais. Em princípio, os estadunidenses conservaram-se em uma posição de neutralidade, limitando-se a abastecer os países aliados envolvidos no conflito. Além disso, enquanto os europeus estavam concentrados em seu esforço de guerra, os industriais estadunidenses aproveitavam para vender seus produtos a outros mercados mundiais, principalmente Ásia e América Latina.
Assim, concentrando cerca da metade de todo o ouro que circulava no mundo, os banqueiros e o governo dos Estados Unidos saíram da Primeira Guerra como credores dos governos da arrasada Europa.

– A crise de 29

  Durante a Primeira Guerra Mundial…

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Agricultores desaparecidos no período entre guerras são encontrados congelados após 75 anos.

História em foco

Naquela época, era muito comum a agricultura entre os povos em terrenos remotos devido à devastação econômica ocorrida anteriormente. Trazida pela guerra, essa instabilidade “obrigava” os camponeses a trabalharem em suas próprias terras para evitar grandes deslocamentos (para as grandes cidades) e garantir o auto sustento. Um casal que saía para retirar o leite de suas vacas como de costume naquela região durante o período entre guerras, não teve tanta sorte naquele dia, pois caiu dentro de uma vala entre as geleiras e acabou não sobrevivendo.

Segue o link da matéria completa no site SWI – swissinfo.ch: https://www.swissinfo.ch/por/economia/descoberta-glacial_corpos-mumificados-encontrados-em-geleira-su%C3%AD%C3%A7a/43342488

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Chanceler de Ferro

Historicamente Atualizados

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Otto Eduard Leopold von Bismarck-Schönhausen, nasceu no dia 1 de abril de 1815, em Schönhausen, Alemanha e faleceu no dia 30 de julho de 1898 em Friedrichsruh, Alemanha. Filho de um Junker (ricos proprietários de terra) e uma burguesa. Estudou direito na Universidade de Göttigen e na Universidade de Humbolt na cidade de Berlim.

Foi conhecido como Chanceler de Ferro por causa da implacabilidade de sua política contra seus adversários e também de uma política intervencionista do
Estado na resolução de problemas.

Foi o responsável pela modernização Alemã e pela criação do segundo Império, segundo Reich. Autor da frase “A liberdade é um luxo que nem todos se podem permitir”, pois era contra o liberalismo político, sendo a favor na política da força. Seguia os dogmas da religião Luterana, tendo atitudes radicais contra o clérigo cristão.

Depois de ser declarado primeiro ministro, promoveu a unificação Alemã. Sempre foi um conservador…

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MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO ANTES DA EXECUÇÃO (ROBESPIERRE)

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Robespierre e seu executor 

Maximilien Marie Isidore de Robespierre foi um dos líderes da Revolução Francesa. Chamado de “O Incorruptível”, foi o principal teórico e porta-voz dos jacobinos, a facção mais radical dos revolucionários, em oposição aos girondistas, mais moderados. Exigiu o guilhotinamento do rei e da rainha e instalou o “Terror”, que liquidou opositores da Revolução, ou apenas suspeitos de se oporem à Revolução, numa orgia de sangue que não poupou nem seu ex-companheiro Danton (o Trotski para o seu Stalin, numa analogia um pouco forçada). Pouco depois da execução de Danton, o próprio Robespierre foi preso por seus inimigos girondistas e condenado à morte. Na mesma guilhotina.

[DIALOGO FICTÍCIO]Imaginemos que na véspera da sua execução, Robespierre recebe na cela a visita de um verdugo oficial. Que se apresenta:

– Louis-Phillipe Affilè

– Enchantê.

– Seu admirador.

– Muito obrigado.

– Foi por sua causa que entrei…

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Coletânea de texto e documentos da Revolução Francesa

Mundo da História

A UFMG, juntamente com o departamento de História, Filosifia e Ciências Humanas, disponibilizaram textos e documentos referentes a Revolução Industrial e Francesa para fins educativos!

Documento relativo ao Direito do Homem e do cidadão que foi feito em 1789.

Documento da Constituição Civil do Clero, L’Ami du Peuple (12 agosto 1790).

Além desses documentos existem vários outros no site da UFMG, http://www.fafich.ufmg.br/~luarnaut/cont1.html

Uma coleção impressionante de textos e documentos referentes a história muito interessantes para fins educativos e não lucrativos, uma ótima dica pra quem gosta de história e quer ter esse conhecimento extra. 🙂

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