Bertha Lutz e Pagu: O Feminismo brasileiro na Era Vargas

Bertha Lutz foi uma cientista, política e líder feminista brasileira de atuação marcante na luta pelos direitos femininos entre os anos 1919-1936. Em 1922, criou a Fundação Brasileira do Progresso Feminino, cujo intuito era promover a inserção social feminina através da educação e profissionalização voltada para as mulheres. Também, foi líder do movimento na luta pelo direito ao voto e exerceu o direito de ser votada assumindo o cargo de deputada federal no ano de 1936. Bertha participou ativamente na formulação de leis e projetos voltados para a ciência e para o público feminino, discursava divulgando os resultados das pesquisas científicas de seu pai, Adopho Lutz, como por exemplo, questões quanto ao combate da malária no Distrito Federal.

Contudo, ativistas do movimento feminista da época levantavam críticas ao feminismo de Bertha Lutz, afirmando que o mesmo possuía caráter conservador e burguês. Ilustrando tal crítica, podemos utilizar como exemplo o essencialismo de Bertha ao justificar seu projeto de lei para garantir que a enfermagem contasse com mão de obra exclusivamente feminina, apresentado no seguinte excerto:

“Ora, desde os tempos mais remotos, desde os primórdios do cristianismo, até o surgimento de Florence Nightingale na guerra da Criméia, e de Ana Nery no Brasil, a enfermagem foi sempre vocação feminina reconhecida como tal. Não é orientação da Ciência Médica moderna que insiste na conservação da profissão da enfermagem em mãos femininas, habilitando-as para o exercício dessa maternidade espiritual, por preparo técnico rigoroso.”

Ainda assim, outros textos de Bertha mostram-se contrários aos argumentos utilizados na justificativa, trazendo então a hipótese de que este tipo de afirmação era comumente utilizada como estratégia para alcançar os objetivos da FBPF. Rachel Soihet adentra o “feminismo tático” de Lutz na detalhada pesquisa “Táticas para a conquista de direitos para as mulheres (1919-1937)”.

Nesse contexto, vale citar também Patrícia Galvão, mais conhecida como Pagu, que foi um grande nome da luta feminista brasileira, muito embora pertencente à vertente oposta à Bertha Lutz. Pagu foi militante do Partido Comunista Brasileiro e não concordava com as posturas de Lutz para com a luta feminista. Pagu foi a primeira mulher brasileira à ser presa por motivos políticos. Pagu atuava no campo das artes, foi uma dramaturga de grande importância para o antropofagismo, movimento de oposição ao modernismo. Casou-se com Oswald de Andrade e perante à crise econômica de 1929 e a revolução de 30, adotou ideais de esquerda.

Quanto ao movimento feminista, Pagu é pioneira do movimento voltado para o materialismo histórico. Sua luta tinha como base o ideal de que a situação social feminina só teria real transformação caso houvesse também a transformação das estruturas sociais, ou seja, o papel da mulher na sociedade só teria alteração notável caso o sistema político e econômico do país também fosse transformado. Pagu aparece na história feminista como símbolo de luta e resistência, ainda que tenha sofrido machismo dos próprios partidos comunistas para os quais militou. Também, suas produções artísticas (tais como peças e poemas) mostram-se de um engajamento essencial para a luta da época.

FÓSFOROS DE SEGURANÇA

Fósforos de segurança

Indústrias tais

Fatais.

Isso veio hoje numa pequena caixa

Que achei demasiado cretina

Porque além de toda essa história

De São Paulo – Brasil

Dava indicações do nome da fábrica.

Que eu não vou dizer

Porque afinal o meu mister não é dizer

Nome de indústria

Que não gosto nem um pouquinho

De publicidade

A não ser que

Isso tudo venha com um nome de família

Instituição abalizada

Que atrapalha a vida de quem nada quer saber

Com ela.

Ela, ela, ela.

Hoje me falaram em virtude

Tudo muito rito, muito rígido

Com coisinhas assim mais ou menos

Sentimentais.

Tranças faziam balanças

Nas grandes trepadeiras

Estávamos todos por conta de.

Nascinaturos espalhavam moedinhas

Evidentemente estavam brincando

Pois evidentemente, nos tempos atuais

Quem espalha moedas

Ou é louco, ou é porque

Está brincando mesmo.

O que irritou foi o porque

PAGU, 1960.

 

Enfim, se tratando das duas figuras apresentadas, é de suma importância ressaltar a relevância social que ambas obtiveram num contexto histórico de participação feminina quase nula, não apenas como líderes do movimento feminista, mas também como mulheres que ultrapassaram as convenções sociais e foram em busca de igualdade, de voz e participação política. Sendo assim, é inevitável inferir que o protagonismo feminino nesta época ecoa até os dias atuais, inspirando e fortalecendo as, ainda muitas, lutas femininas.

Eternamente Pagu – Norma Bengell (1987). Disponível em:

<http://youtu.be/MFylqrCYB_U&gt; Acesso em: 06/03/2017

HISTÓRIA DO CARNAVAL E SUAS ORIGENS

O carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.

A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.

Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. As Saceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.

O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.

O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.

As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.

Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.

Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.

Ilustração medieval simbolizando um carnaval do período
Ilustração medieval simbolizando um carnaval do período

A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.

Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.

Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell’arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.

A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

 

PINTO, Tales dos Santos. “História do carnaval e suas origens”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/carnaval/historia-do-carnaval.htm&gt;. Acesso em 23 de fevereiro de 2017

SEGREDOS E CURIOSIDADES SOBRE BRASÍLIA

  1. Brasília, que faz em Abril 57 anos, demorou mais de 100 anos para ser construída. A ideia começou com Marquês de Pombal antes mesmo da chegada da Família Real em 1808. A ideia de interiorizar o país se dava por conta de proteger a família real de ataques marítimos.
  2. Vencedor do concurso, o arquiteto Lúcio Costa não tinha registro de arquiteto, de acordo com Milton Teixeira: “Ele só foi ganhar um Crea honorário em 1985 pela obra que teve”.
  3. O planejamento original de Brasília previa que em 2000 haveria lá uma população de 500 mil pessoas. Naquele ano, o número já havia chegado a mais de quatro vezes essa quantidade.
  4. Apesar de a planta da cidade ser quase sempre comparada ao desenho de um avião, para o seu planejador, Lúcio Costa, ela teria um significado diferente: “Ela nasceu do gesto de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o sinal da cruz.” Brasilia_-_Plan.JPG
  5. Brasília abriga hoje mais de 2,6 milhões de habitantes e carrega o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Além de seu valor cultural inestimável, a cidade também custou caro para os cofres públicos brasileiros. Estima-se que custou  Cr$ 125 bilhões (cruzeiro), o que equivalia a aproximadamente 1,62% do Produto Interno Bruto (PIB) da época.
    Se Brasília saísse do papel ao concreto hoje, este valor seria em torno de R$ 52,7 bilhões, o que corresponde a 1,59% do PIB brasileiro. Provavelmente não teria o apoio da população se construída atualmente.
  6. O plano da cidade de Brasília, juntamente com Ouro Preto, Olinda e Rio de Janeiro, foi considerado pela UNESCO um patrimônio cultural da humanidade. Grande parte dos seus monumentos são assinados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Catedral Metropolitana

Confira abaixo um curto vídeo que resume quem foi Oscar Niemeyer e sua relação com Brasília:

Nação e Nacionalismo

Existem diferentes abordagens nos estudos realizados no que concerne à questão da nação e do nacionalismo. Alguns autores abordaram a nação e o nacionalismo como um fenômeno natural, a-histórico. É o caso da análise de Lord Acton que escreveu na segunda metade do século XIX. Suas idéias foram profundamente influenciadas pelo cristianismo. Acton defendeu a não equivalência entre a nação e o Estado, pois entendia que a referida equivalência reduziria a uma condição subalterna a maioria das nacionalidades presentes nas fronteiras do Estado. Assim, haveria uma nacionalidade dominante e as demais seriam dependentes ou extintas. A partir dos anos 1960 e 1970 surgiram vários e importantes estudos sobre nação e nacionalismo. Dentre os autores que se destacam nos temas referidos estão Ernest Gellner, Miroslav Hroch, Elie Kedourie, Anthony Smith, John Breuilly, Eric Hobsbawm. Mais recentemente, pode-se destacar os nomes de Michael Mann e Katherine Verdery, dentre outros, que tem contribuído para o tema. O que se observa é que os referidos termos são analisados sob diferentes perspectivas e que não há consenso entre os estudiosos a respeito da conceituação e da melhor forma de abordá-los. Mesmo os estudiosos que procuram classificar as diferentes abordagens, não o fazem de forma consensual. Pretende-se a seguir apontar os principais argumentos elaborados por alguns dos estudiosos assinalados acima. Inicialmente serão apontadas as idéias de um estudioso da questão nacional, Anthony Smith, que pode ser classificado como um dos principais representantes da abordagem denominada de etno-simbolista. Essa perspectiva considera que a questão étnica tem um papel importante na formação da nação e dos nacionalismos. Busca identificar o legado simbólico presente nas etnias, integrantes de determinados países. Em seguida serão feitas referências aos argumentos dos teóricos geralmente considerados representantes da abordagem denominada de modernista: Ernest Gellner, Benedict Anderson, Eric Hobsbawm eJohn Breuilly. Embora possam ser considerados pensadores da abordagem modernista, nãosignifica afirmar que tenham a mesma perspectiva analítica e que suas teses sobre nação e nacionalismo sejam consensuais. São considerados modernistas na medida em que compartilham algumas idéias: entendem que a nação e o nacionalismo surgiram no mundo moderno, particularmente no final do século XVIII, a partir da Revolução Francesa e da Revolução Americana. Surgiram num contexto histórico de modernização econômica com o fortalecimento da sociedade capitalista (ou industrial como prefere Gellner); modernização sócio-cultural com a padronização e expansão da educação e das línguas; assim como uma modernização e centralização político-administrativo. Anthony Smith trabalha com a noção de ethnies (comunidades étnicas). De acordo com Guibernau, Smith procura compreender a natureza e o conteúdo dos mitos e símbolos das comunidades étnicas; compreender os valores mais relevantes, assim como as lembranças históricas das referidas ethnies. Para Smith, a visão modernista do nacionalismo incorre numa espécie de superficialismo histórico, pois trata a nação e o nacionalismo como produtos da modernidade e desconsideram possíveis continuidades étnicas na formação das nações modernas. Entende ser relevante o estudo de “modelos culturais da comunidade pré-moderna”, pois a compreensão de tais modelos “podem ajudar a explicar por que tantas pessoas sentem-se atraídas pela nação como seu foco primário de lealdade e solidariedade no mundo moderno”. Smith concorda que o nacionalismo, como ideologia e movimento, seja moderno, nascido em fins do século XVIII. Considera que foi nesse período que surgiu uma “doutrina especificamente nacionalista, afirmando que o mundo se divide em nações distintas, cada qual com seu caráter peculiar; que as nações são a fonte de todo o poder político; que os seres humanos só são livres na medida em que pertencem a uma nação autônoma…”. Apesar disso, não se deve, segundo o autor, deixar de investigar as continuidades entre o passado étnico e as nações modernas.”O fato de muitas partes do mundo terem sido social e culturalmente estruturadas em termos de diferentes tipos de comunidades étnicas (ou ethnie), na Antiguidade e na Idade Média, como continuam a ser até hoje, e de as ethnies terem alguns elementos em comum com as nações modernas (mitos sobre os ancestrais, lembranças, alguns elementos culturais, e às vezes um território e um nome) pode proporcionar um ponto de partida melhor para o estudo das transformações e dos ressurgimentos envolvidos na formação das nações modernas e do papel desempenhado pelo nacionalismo nesses processos.” Isso deve ser considerado mesmo sabendo-se que elementos das etnias possam ter sido construídos, reconstruídos e até mesmo inventados. Mesmo que mudanças e acontecimentos traumáticos possam ter afetado as ethnies, elas manteriam o sentido de uma história e cultura comum. Para Smith, as nações modernas (com exceção de nações recentes) não são apenas constituídas pelos traços da modernidade apontadas pelos autores da abordagem modernista, mas também pelos legados étnicos pré-modernos.

A história contada em filmes

Há diversos filmes, muitos deles brasileiros, que se passam durante os governos de Getúlio e que podem nos auxiliar bastante a visualizar como era o cenário da época. Alguns sobre Vargas, outros sobre figuras da época, todos estes 20 filmes citados abaixo se passam entre os anos de 1930 e 1954.

01 – Revolução de 30
Resultado de imagem para revoluçao de 1930 filmeDocumentário que reúne mais de trinta documentários e filmes de ficção, fotografias e registros sonoros mostrando os momentos que antecederam o conflito, seu desenrolar e consequências. Seu fio condutor é o documentário “Pátria Redimida”, realizado na época por João Batista Groff com cenas filmadas em zonas de combate: Itararé, Ribeira e Catinguá. Inclui comentários críticos de Boris Fausto, Edgar Carone e Paulo Sérgio Pinheiro. A trilha sonora traz antigas gravações de discursos e músicas do período, algumas compostas especialmente para celebrar a revolução: hinos a João Pessoa, a Miguel Costa e Juarez Távora.

 

02 – O velho, a história de Luiz Carlos Prestes
Resultado de imagem para O velho, a história de Luiz Carlos PrestesDocumentário sobre a vida e a militância do líder comunista brasileiro desde a sua educação militar, passando pelo tenentismo, formação da Coluna, governo Vargas, ditadura militar, exílio, abertura política e seu retorno com a anistia chegando à participação, já idoso, nas manifestações operárias dos anos 1980. Dois vídeos históricos abrem o documentário: um de 1989 sobre a queda do Muro de Berlim e outro de 1917 sobre a Revolução Russa. A trajetória de Prestes é feita por meio de fotos e filmes de época, depoimentos dos filhos, descendentes de líderes tenentistas, políticos e do próprio Prestes (tomado em novembro de 1985).  A narração de Paulo José faz a conexão do rico acervo documental apresentado pelo documentário. Direção de Toni Venturi. Brasil, 1997

 

03 – Adágio ao Sol
Resultado de imagem para adágio ao solNo início dos anos 1930, numa fazenda de café no interior de São Paulo, Júlio (Cláudio Marzo), Angélica (Rossana Ghessa) e Álvaro (Marcelo Moraes) vivem um intenso triângulo amoroso, tendo como pano de fundo a crise do café, a tomada do poder por Getúlio Vargas e a revolução constitucionalista de 1932 na qual Álvaro se alista. Uma curiosidade: para as cenas de multidão, nos momentos pré-revolucionários, o diretor teve o apoio da população da cidade de Casa Branca, SP que foi devidamente caracterizada conforme a moda da época. Direção de Xavier de Oliveira. Brasil, 2000.

 

04 – Soldado de Deus.
Resultado de imagem para soldado de deus filmeDocumentário sobre o Integralismo e seu principal mentor, Plínio Salgado que mobilizou cerca de 1 milhão de pessoas e teve 500 mil filiados, constituindo o primeiro partido de massas do Brasil. Traz o testemunho daqueles que ajudaram a sua formação e, ocasionalmente, deixaram de defender seus princípios e práticas bem como daqueles que sempre o criticaram, além de pesquisadores entre eles Anita Prestes, Gerardo Melo Mourão, Antônio Carlos Vilaça, Leandro Konder, Muniz Sodré entre outros pensadores e pesquisadores. Narração de Nelson Xavier. Direção de Sérgio Sanz. Brasil, 2004.

 

05 – Memórias do Cárcere
Resultado de imagem para memórias do carcere nelson pereiraReconstitui os dez meses, entre 1936 e 1937, em que o escritor Graciliano Ramos (Carlos Vereza) ficou preso na Ilha Grande, RJ, acusado de participação na Intentona Comunista. Inicialmente, a prisão lhe parece um intervalo para se libertar da vida enfadonha com a mulher, o emprego público e o provincianismo de sua cidade, Maceió, onde era diretor da Instrução Pública de Alagoas. A crueldade do que vê na prisão é suportada pela dedicação à literatura, enquanto sua esposa (Glória Pires) e um advogado procuram meios para libertá-lo. Os prisioneiros o tratam com carinho pois querem “sair no livro” que, no entanto, só será publicado em 1953, após sua morte, com o nome “Memórias do Cárcere”. Consagrado no Festival de Cannes de 1984, o filme foi realizado com um elenco de 120 atores e 2.000 figurantes Direção de Nelson Pereira dos Santos. Brasil, 1984.

 

06 – Aleluia, Gretchen
Resultado de imagem para aleluia, gretchenFicção que conta a história de uma família de imigrantes alemães que, em 1937, por perseguição ao pai, o professor Ross (Sérgio Hingst) foge do nazismo e vem radicar-se numa cidade no interior do Paraná onde compram um hotel. Quando começa a guerra, a mãe, Frau Kranz (Míriam Pires), que continua admiradora do nazismo, permite que o filho volte à Alemanha para lutar na guerra.  Membros da família envolvem-se com o integralismo e com os espiões da 5ª coluna. Na década de 1950 são visitados por ex-oficiais da SS nazista em trânsito para a Argentina e a intromissão faz reviver episódios aparentemente sepultados com o fim da guerra.

 

07 – Olga
Resultado de imagem para olga filmeA trajetória de Olga Benário (Camila Morgado) e Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) na época da ditadura de Getúlio Vargas (Osmar Prado) até a prisão de ambos ordenada por Filinto Müller (Floriano Peixoto), acusados de organizar a Intentona Comunista de 1935. Por sua origem alemã e judia, Olga é deportada para a Alemanha onde morre na câmara de gás no campo de concentração de Ravensbrück, deixando sua filha recém-nascida Anita Leocádia. Direção de Jaime Monjardim. Brasil, 2004.

 

08 – O mundo em que Getúlio viveu
Resultado de imagem para o mundo em que getulio viveu filmeDocumentário sobre a vida e a época de Getúlio Vargas com narração de Armando Bogus. Rememora o início do século XX, a belle époque, os voos experimentais de Santos Dumont, a I Guerra Mundial, a ascensão do fascismo e nazismo, a II Guerra Mundial, a revolução espanhola, o peronismo na Argentina em paralelo à trajetória e carreira de Vargas até o suicídio. Direção de Jorge Ileli. Brasil, 1963.

 

 

09 – Getúlio Vargas
Documentário que mostra os fatos que marcaram a vida e carreira de Vargas, o cotidiano da época e o suicídio que gerou controvérsias e uma gigantesca comoção social. Com narração de Paulo César Pereio, o documentário utiliza cinejornais produzidos pelo DIP e pela Agência Nacional, fotos de época, discos, discursos de Vargas e textos de literatura de cordel. Direção de Ana Carolina Teixeira Soares. Brasil, 1974.

 

10 – Getúlio
Resultado de imagem para o mundo em que getulio viveu filmeDrama biográfico que percorre a intimidade de Getúlio Vargas (Tony Ramos), então presidente do Brasil, em seus 19 últimos dias de vida, em agosto de 1954. Isolado no Palácio do Catete com a mulher Darcy Vargas (Clarice Abujamra) e a filha Alzira Vargas (Drica Moraes), ele sofre as pressões políticas decorrentes da acusação de que teria ordenado Gregório Fortunato (Thiago Justino) assassinar o jornalista Carlos Lacerda (Alexandre Borges).  O filme foi inteiramente rodado no interior do Palácio do Catete, RJ, sede da Presidência na época, atual Museu da República. Direção de João Jardim. Brasil, 2014.

 

11 – Lost Zweig
Resultado de imagem para lost zweigRevive a vida, em Petrópolis, RJ, do escritor austríaco Stefan Zweig (Rüdiger Vogler) autor do célebre livro “Brasil, país do futuro”, e de sua jovem esposa Lotte (Ruth Rieser) que, num pacto até hoje cercado de mistério, decidem suicidar-se na semana seguinte ao carnaval de 1942. O filme, inteiramente falado em inglês, é baseado na obra “Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig”, de Alberto Dines. Direção de Sylvio Back. Brasil, 2003.

 

 

12 – Villa Lobos, uma vida de paixão
Resultado de imagem para o mundo em que getulio viveu filmeRelata a vida de Heitor Villa-Lobos (Marcos Palmeira e Antônio Fagundes), o mais importante compositor do Brasil e reconhecido internacionalmente.  A história inicia com Villa-Lobos já velho com sua esposa Arminda (Mindinha, interpretada por Letícia Spiller), saindo para um concerto no Teatro Municipal onde seria homenageado. Durante o concerto são evocadas lembranças de sua vida desde a infância, passando por sua participação na Semana de Arte Moderna até a criação de um amplo projeto educacional, chamado “música e criança”, aprovado pelo presidente Getúlio Vargas (Carlos Ferreira) que lhe concede a regência de um concerto para grande público. Direção de Zelito Viana. Brasil, 2000.

 

13 – Rádio Auriverde, a FEB na Itália
 Resultado de imagem para radio auriverde filmeDocumentário sobre a participação da FEB na II Guerra Mundial que causou enorme crítica entre dezenas de ex-combatentes da FEB que manifestaram seu repúdio à película pelo tom debochado e irônico, considerado uma afronta à memória daqueles que tombaram no campo de batalha. Fazendo uma colagem de cinejornais da Us Army e Us Signal Corps, ambos dos EUA, e do Cine Jornal Brasileiro, produzido pelo DIP, durante o Estado Novo, o filme destaca que a FEB não passou de moeda de troca nas negociações do Brasil com os EUA para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Direção de Sylvio Back. Brasil, 1991.

 

14 – Senta a Pua
Resultado de imagem para senta a pua filmeDocumentário que reúne entrevistas, fotos e ilustrações para contar a história do Primeiro Grupo de Aviação de Caça do Brasil, que no dia 6 de outubro de 1944 desembarcou no porto de Livorno, na Itália para participar da Segunda Guerra Mundial. Fazia parte do grupo 466 pessoas sendo 49 pilotos e 417 homens de apoio. A saga é relatada pelos próprios pilotos reunindo 23 depoimentos, imagens de arquivo e ilustrações digitais. Direção Erik de Castro. Brasil, 1999.

 

 

 15 – For All, o trampolim da vitória
Resultado de imagem para for all o trampolim da vitóriaRomance cômico, ambientado na cidade de Natal, RN, em 1943, onde os Estados Unidos construíram a base militar de Parnamirim Field. A presença de soldados americanos altera a estabilidade das famílias locais trazendo não somente dólares e eletrodomésticos, mas também o glamour de uma cultura de Hollywood, a música das grandes bandas. Neste contexto, a história se desenrola em torno de uma família de classe média, os Sandrini, que são abalados pelas novas circunstâncias: amores inesperados, reflexos de intrigas políticas, desafios aos preconceitos e testes para a coragem. Foi feita uma reconstituição primorosa da cidade de Natal e usaram-se resquícios da base de Parnamirim Field para a locação de diversas cenas, como a sessão de cinema que abre o filme e as aulas do professor João Marreco.   Direção de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz. Brasil 1997.

 16 – Estrada 47
Resultado de imagem para o mundo em que getulio viveu filmeBaseado em fatos reais e com uma produção primorosa, o filme mostra o drama dos soldados brasileiros, em sua maioria despreparados para o combate tendo que aprender na prática a lutar pela sobrevivência na guerra. Depois de sofrerem um ataque de pânico coletivo, no sopé do Monte Castelo, os soldados Guimarães (Daniel de Oliveira), Tenente (Júlio Andrade), Piauí (Francisco Gaspar) e Laurindo (Thogum) tentam descer a montanha, mas acabam se perdendo uns do outros. Direção de Vicente Ferraz, 2013

 

 

17 – Vidas secas
Resultado de imagem para vidas secas filmeBaseado no livro homônimo de Graciliano Ramos, conta a história de uma família de retirantes composta por Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), os dois filhos e a cachorra Baleia. Em 1941, pressionados pela seca, eles atravessam o sertão nordestino em busca de meios para sobreviver. Chegam a um casebre abandonado nas terras do fazendeiro Miguel (Jofre Soares). A chuva volta a cair e recupera os pastos. Fabiano trabalha de vaqueiro para o fazendeiro e a família sonha em melhorar de vida. Mas, ao final do primeiro ano de muito trabalho e dificuldades, a miséria da família persista e nova seca se aproxima para assolar o sertão. Com locações feitas em Minador do Negrão e Palmeira dos Índios, no sertão de Alagoas, Vidas Secas é um filme representativo do movimento chamado de Cinema Novo, que abordava problemas sociais do Brasil. Direção de Nelson Pereira dos Santos. Brasil, 1963.

 

18 – Assim era a Atlântida
Resultado de imagem para assim era a atlantidaDocumentário sobre os filmes produzidos pela Atlântida Cinematográfica com cenas de chanchadas, paródias e policiais. As imagens são intercaladas por depoimentos de atrizes e atores que rememoram suas trajetórias na companhia. Fundada em 1941, no Rio de Janeiro, a Atlântida foi a mais bem-sucedida empresa cinematográfica do Brasil chegando a produzir um total de 66 filmes, até o término de suas atividades, em 1962.  A chanchada, o gênero mais popular que misturava musical com humor ingênuo e burlesco, lançou artistas como Grande Otelo, Oscarito, Zé Trindade, Cyl Farney, Eliana Macedo, Julie Bardot e Fada Santoro. Direção de Carlos Manga. Brasil, 1974.

 

19 – Alô amigos (Saludos amigos)
Resultado de imagem para alô amigos disneyDesenho animado criado para promover a Política de Boa Vizinhança e que reúne quatro animações representando um país sul-americano: “Lago Titicaca” (Peru), “Pedro” (Chile), “O Gaúcho Pateta” (Argentina) e “Aquarela do Brasil” (Brasil). Foi o primeiro filme a ter atores reais e personagens de animação contracenando juntos. Lançou o personagem Zé Carioca, um papagaio malandro e simpático que representava, na visão norte-americana, o Brasil e sua gente. Com músicas de Ari Barroso (Aquarela do Brasil) e de Zequinha de Abreu (Tico-tico no fubá) mostra a beleza exótica do Brasil com fauna e flora nem sempre corretas pois inclui flamingos e uma bananeira em que o cacho de bananas nasce de ponta-cabeça. Estúdios Disney. Estados Unidos, 1942.

 

20 – Você já foi à Bahia? (The three caballeros).
Resultado de imagem para você ja foi a bahiaO Pato Donald recebe uma grande caixa no dia de seu aniversário, trazendo três presentes. O primeiro traz um projetor de cinema, contendo um filme sobre aves da América do Sul. O segundo contém um livro sobre o Brasil, que o leva à Bahia ao lado de Zé Carioca. O terceiro tem uma piñata, acompanhada de Panchito, um galo vermelho mexicano. Os personagens fazem uma jornada musical da Antártica ao Brasil e depois até o México. A trilha sonora inclui músicas de Ari Barroso (Na baixa do sapateiro e Os quindins de Iaiá), Dorival Caymmi (Você já foi à Bahia?) e João de Barro (Pregões carioca) e Benedito Lacerda (Pandeiro e flauta). Estúdios Disney. Estados Unidos, 1944.

 

Fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/22-filmes-sobre-o-brasil-dos-anos-1930-a-1954/ – Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues

Germinal

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GERMINAL. Direção de Claude Berri, 1993, 160 MIN.

O filme retrata o processo de produção e o trabalho no modelo capitalista, mostrando os opostos entre as necessidades humanas e materiais. Se passa na França no século XIX, e é baseado no romance de Émile  Édouard e Charles Antoine Zola.  Ele aborda os movimentos grevistas de um grupo de mineiros no Norte da França, e mostra a vida dos trabalhadores em uma mina. Todos os membros das famílias trabalham desde de crianças até os mais idosos, pois precisam dos míseros salários para conseguirem a subsistência de todos.Explorados pela aristocracia burguesa, que dava condições miseráveis para seus empregados, eles decidem  realizar uma greve e se rebelam contra seus chefes.

Disponível em: http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/sociologia/resenha-filme-germinal-1.htm. Acesso em 06/10/2016

Conheça 10 fatos sobre a vida de Napoleão Bonaparte

Pode ser que você já tenha aprendido bastante sobre as conquistas de Napoleão Bonaparte na Europa durante o século XIX. Mas, como não dá tempo de ver tudo na sala de aula, alguns itens dessa lista podem surpreender você. Separamos 10 fatos sobre a vida do imperador que talvez você ainda não conheça.

1 – Napoleão nasceu em 15 de agosto de 1769 e virou tenente já aos 16 anos. Tal precocidade se deve a sua exímia dedicação. Aos 15 anos, foi admitido como cadete na Escola Militar de Paris, onde se formaria artilheiro em tempo recorde – dez meses, quando o normal seriam três anos. Ele mergulhou com afinco nos estudos do Tratado de Matemática, do professor Bezout, um grande livro de quatro volumes, cujo conteúdo era a base do exame final para os aspirantes a oficial da artilharia. Resultado: em um ano Napoleão já vestia o uniforme de tenente do exército francês. Entenda a sua rápida ascensão.

2 – Até os 17 anos, Napoleão não tinha muito jeito com as mulheres. Magricela, de cabelos engordurados e de uniforme sempre amassado, não atraia muitos olhares femininos. As moças de Paris o consideravam desengonçado – foi apelidado de “Gato de Botas” por uma jovem amiga, porque suas botas eram negras e sujas e pareciam grandes demais para aquele par de pernas finas e curtas.

3 – Sua vida amorosa deslanchou aos 18 anos, em 1787, quando abordou uma prostituta nas ruas de Paris. Antes de transarem, ele fez um verdadeiro interrogatório com ela: perguntou onde tinha nascido, de onde tinha vindo, como tinha perdido a virgindade… “Eu a aborreci depois, com minha insistência para que não fosse embora”, confessou o próprio Napoleão, em tom de timidez, nas páginas de seu diário. Casou-se aos 26 anos com Josefina de Beauharnais, uma nobre viúva de um visconde, que adorava esbanjar a fortuna de Bonaparte e trair o marido. O imperador deu o troco e virou um tremendo “pegador” depois. Saiba mais sobre a sua vida amorosa. 

4 – O ato de Napoleão de coroar a si mesmo perante o papa causou a fúria de um dos maiores compositores de todos os tempos. Contemporâneos, Ludwig van Beethoven nutria uma grande admiração por Napoleão e chegou a dedicar a ele, em 1802, a Terceira Sinfonia, conhecida hoje como “Eroica” (“heroica”, em italiano). O alemão se arrependeu disso depois da coroação do imperador, em 1804. Para o músico, esse ato foi extremamente tirânico.

5 – O imperador da França era bem guloso. Gostava de comer com as mãos e adorava pratos banhados em gordura. No café da manhã, comia ovos fritos com azeitonas e pimenta. No almoço, devorava muita linguiça. O pior, no entanto, vinha à noite. De acordo com uma revelação do cozinheiro do palácio, Denis Dunant, o patrão tomava uma sopinha de feijão com legumes antes de dormir. O caldo era tão espesso que a colher ficava em pé no meio do prato.

6 – Napoleão era extremamente racista e é considerado por Claude Ribbe, autor do livro “Os Crimes de Napoleão (Ed. Record), como um dos precursores de Hitler. Segundo o escritor, o imperador proibiu militares negros de morar em Paris, barrou os casamentos entre raças e revogou a abolição da escravatura nas colônias. Ainda de acordo com Ribbe, ele estimulou na colônia francesa do Haiti que os subordinados matassem o maior número possível de negros. Na Córsega e na ilha de Elba, criou campos de concentração. Leia mais sobre essa visão de Napoleão. 

7 – Napoleão Bonaparte era conhecido como o “anticristo” pela rainha Maria I de Portugal (que também não tinha um apelido muito legal: “Maria Louca”). As terras lusitanas estavam no alvo do general para ampliar seu território conquistado. Ele estava tão certo da vitória que chegou a apontar governadores para o Rio de Janeiro, a Bahia e o Maranhão. Não foi o que rolou. Saiba mais sobre a fuga da família real para o Brasil. 

8 – Apenas 25 mil homens – os sobreviventes da fome, do frio e dos ataques inimigos – conseguiram voltar da batalha de Napoleão na invasão de 1812 ao maior país do mundo. Para evitar o avanço de Bonaparte, os próprios russos botaram fogo em Moscou. Após cinco semanas acampando sobre as cinzas da cidade, decidiu dar meia volta e iniciar o retorno à França. Na volta para casa, o frio de -32° C penetrava nas roupas esfarrapadas dos soldados e se somava à exaustão. Saiba mais sobre a mais famosa das derrotas do francês. 

9 – Suas batalhas para conquistar a Europa causaram um número assustador de mortes. Calcula-se que o total de falecidos nos conflitos napoleônicos, entre civis e militares, fique entre 3,5 milhões e 6,5 milhões. Esses números têm relação direta com os exércitos gigantescos do francês. Só para invadir a Rússia, ele reuniu 650 mil homens – um terço dessa força lutou em Borodino. Na maior vitória e na maior derrota, respectivamente em Austerlitz e em Waterloo, eram cerca de 70 mil homens reunidos. Conheça as principais batalhas de Napoleão.

10 – Napoleão morreu em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena. De acordo com historiadores, seu corpo passou por uma autópsia. Uma das versões é a de que o procedimento teria revelado que ele morrera de câncer no estômago. Mas ainda não foi dito ao certo qual teria sido a causa da morte.

FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/conheca-10-fatos-sobre-a-vida-de-napoleao-bonaparte/

As conquistas Femininas nos séculos XVIII e XIX

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Século XVIII

 1792- Inglaterra

Mary Wollstonecraft escreve um dos grandes clássicos da literatura feminista – A Vindication of the Rights of Woman (A Reivindicação dos Direitos da Mulher) – onde defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano.

Século XIX

1827 – Brasil

Surge a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que freqüentassem as escolas elementares; as instituições de ensino mais adiantado eram proibidas a elas.

1832 – Brasil

A brasileira Níssia Floresta, do Rio Grande do Norte, defendia mais educação e uma posição social mais alta para as mulheres. Lança uma tradução livre da obra pioneira da feminista inglesa Mary Wollstonecraft. Inspirada nesta obra, Nísia escreve Direitos das mulheres e injustiça dos homens. Mas Nísia não fez uma simples tradução, ela se utiliza do texto da inglesa e introduz suas próprias reflexões sobre a realidade brasileira. É por isso considerada a primeria feminista brasileira e latino-americana.

1857 – Estados Unidos 

No dia 8 de março, em uma fábrica têxtil, emNova Iorque, 129 operárias morrem queimadas numa ação policial porque reivindicaram a redução da jornada de trabalho de 14 para 10 horas diárias e o direito à licença maternidade. Mais tarde foi instituído o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, em homenagem a essas mulheres.

1879 – Brasil

As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.

1893 – Nova Zelândia 

Pela primeira vez no mundo, as mulheres têm direito ao voto.

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As mulheres do século XIX Lutavam pelos seus direito no mercado de trabalho procurando conquistas e rupturas para ter uma condição de vida melhor. Durante o século XIX a mulher era submissa e vivia confinada à esfera doméstica podendo sair somente se fosse acompanhada por um homem não tendo ao menos a liberdade de escolher seu marido. Este era selecionado pelo pai tendo como critério de escolha seus interesses financeiros. Na atualidade observa-se uma ruptura feminina com os padrões do passado demonstrando as várias faces da mulher como mãe, esposa, dona-de-casa, ativa no mercado de trabalho, etc.seu papel não se resume mais a procr iação e nem aos afazeres domésticos, passando a ser um sujeito ativo na sociedade em defesa de sua nova postura.

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Vargas deporta a mulher judia de Luiz Carlos Prestes para Alemanha nazista

Após ser presa com marido, Olga, grávida de 7 meses, embarca para Hamburgo com a chancela do STF. Há 80 anos, Anita, sua filha, nascia numa prisão do governo Hitler
No dia 23 de setembro de 1936, a judia alemã Olga Benário deu adeus ao Brasil. Presa com o marido Luiz Carlos Prestes em 5 de março do mesmo ano, ela foi deportada, embarcou no navio La Coruña rumo à cidade de Hamburgo. Nem o fato de estar grávida impedira o presidente Getúlio Vargas, que assinara decreto de expulsão no dia 28 de agosto, de entregá-la à Alemanha Nazista de Adolf Hitler. Olga ainda apelou para ter a filha no Brasil. Sem sucesso. Acabou morrendo num campo de concentração, aos 34 anos, em abril de 1942.
A história da mulher do líder comunista virou livro e filme. Não é para menos. Olga chegara ao Brasil em abril de 1935, acompanhando Prestes, que planejava organizar uma revolução armada por aqui. Fingiram ser um casal de portugueses e permaneceram na clandestinidade. Em novembro daquele ano, explode a Intentona Comunista, prontamente reprimida pelo governo Vargas, que inicia uma repressão feroz aos opositores.
Após a prisão do casal, começa então o processo para deportá-la. Da Europa, a mãe e a irmã do líder comunista articulam uma campanha para manter Olga no Brasil — temiam por seu destino na Alemanha nazista. Olga recorre então à Corte Suprema dos Estados Unidos do Brasil — antigo nome do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, em 17 de junho, os ministros confirmam a ordem de expulsão dada por Vargas.
No recurso, o advogado chegou a dizer que Olga errou ao participar do levante comunista e que, por isso, deveria cumprir pena no Brasil. “O decreto de expulsão será a sentença de morte proferida ao mesmo tempo contra a mãe e o filho”. No texto, ela alega ainda estar disposta a “curar Prestes da psicose bolchevista”.
O apelo foi em vão. Ao chegar à Alemanha, Olga, então com sete meses de gestação, foi levada para uma prisão feminina da Gestapo, onde nasceu sua filha, Anita Leocádia, em 27 de novembro de 1936. De lá, passou pelos campos de concentração de Lichtenburg, Ravensbrück e Bernburg, onde foi assassinada na câmara de gás em 23 de abril de 1942.
Anita Leocádia Prestes nasceu em 27 de novembro de 1936 na prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim, na Alemanha nazista. Afastada da mãe aos 14 meses de idade, antes de vir para o Brasil, em outubro de 1945, viveu exilada na França e no México, com a avó paterna, Leocadia Prestes, e a tia Lygia.
Assim como seus pais na Era Vargas, a filha de Olga Benário e Luiz Carlos Prestes foi perseguida pela ditadura militar instalada no país a partir de 1964. Com isso, no início de 1973, ela se exilou na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Julgada em julho de 1973, foi condenada à pena de quatro anos e seis meses pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército brasileiro. Em dezembro de 1975, Anita Prestes recebeu o título de doutora em Economia e Filosofia pelo Instituto de Ciências Sociais de Moscou.
Em setembro de 1979, com base na primeira Lei de Anistia no Brasil, a Justiça brasileira finalmente extinguiu a sentença que a condenou à prisão. Logo após, ela voltou ao Brasil.Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Anita Prestes também foi professora de pós-graduação em História da UFRJ.

http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/getulio-deporta-mulher-judia-de-luiz-carlos-prestes-para-alemanha-nazista-10129046#ixzz4TuLghoSR

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Carta Testamento de Vargas

Antes de se suicidar com um tiro no peito, Getúlio Vargas (1882-1954) escreveu uma carta-testamento ainda hoje polêmica, pois existem dela duas versões: uma manuscrita, bastante concisa, e outra mais longa, datilografada, que foi distribuída para a imprensa como a mensagem oficial do político ao povo brasileiro. Em ambas, porém, Getúlio informa que deu cabo à própria vida em virtude de pressões de grupos internacionais e nacionais contrários ao trabalhismo – ou seja, criou sua versão das “forças ocultas” que algumas vezes leva a rupturas no poder.

Os dois documentos são ainda um libelo pró-nacionalismo e recendem personalismo, uma das marcas registradas do político. Getúlio se colocou, até na hora da morte, como defensor do povo e líder martirizado justamente para libertar os brasileiros. “Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco”, registra a versão datilografada. No manuscrito, há um trecho com recado semelhante. “Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.”

Há quem atribua o estilo do texto “oficial” ao redator dos discursos de Vargas, o jornalista José Soares Maciel Filho. De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado. De todo modo, por causa da carta-testamento, Maciel Filho é conhecido como o ghost-writer que saiu da sombra habitual do redator de aluguel para entrar para a história.

TEXTO MANUSCRITO

A Carta Testamento de Getúlio Vargas é um documento endereçado ao povo brasileiro escrito por Getúlio Vargas horas antes de seu suicídio, em 24 de Agosto de 1954.
Existe uma nota manuscrita do suicídio, e um documento datilografado “Carta Testamento”, da qual se conhecem três cópias, que foi lido em seu enterro por João Goulart, porém, existe uma grande polêmica quanto à autenticidade do texto datilografado.

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Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa. Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país, contra a minha pessoa. Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria ensejo para com fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao senhor, não de crimes que contrariei ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus. Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade. A resposta do povo virá mais tarde….” 

TEXTO DATILOGRAFADO

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fi z-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da 
vida para entrar na história´´

 

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