BRUXAS, MITO OU REALIDADE: A EDUCAÇÃO FEMININA NO PERÍODO MEDIEVAL

Fonte: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/download/635/931

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A idade média foi um período conturbado de grandes domínios, de integração de diversos povos e culturas, destruição de outras, mas se destaca principalmente por ter sido um período de solidificação do cristianismo e da Igreja Católica. Com a forte influência da Igreja sobre as famílias dessa época, muitas viviam no sistema patriarcal de educação, onde os homens detinham o poder absoluto sobre as mulheres (pais sobre filhas, maridos sobre esposas).

Dessa forma a educação feminina ficava limitada aos saberes domésticos como bordados, pinturas e a criação dos filhos. Hábito comum na aristocracia, esse modelo não revelava-se entre as camponesas que eram tidas como mulheres trabalhadoras, companheira de seus maridos e em alguns casos líderes de comunidades.

Contudo as camponesas nem sempre eram bem vistas. Por serem parteiras, curandeiras, conhecedoras de vários elementos da natureza, muitas vezes vitais a certas comunidades, elas eram consideradas bruxas por deterem o conhecimento de ervas, plantas, animais e a utilização da terra para curar.

Com o crescimento demográfico e o surgimento de novas cidades, as relações servis também mudaram. A colheita ruim, a escassez de alimentos, as cobranças de altos impostos provocaram inúmeras revoltas camponesas em diferentes regiões da Europa, denunciando a exploração que dominava os campos. Inanição, doença, pobreza era comum as sociedades europeias. A assistência médica aos pobres, mulheres e crianças era praticamente inexistente.Assim muitos homens e mulheres retiravam de suas próprias experiências com a terra meios de sobrevivência e a cura para doenças.

Nesse contexto, como se não bastasse, as mulheres eram vistas como disseminadoras do mal, pois eram a personificação do pecado devido as tentações que provocavam. Para a Igreja eram pecadoras em potencial, pois descendiam de Eva, aquela que levou Adão ao erro e em consequência a queda da humanidade, ou seja, a mulher era má por natureza e havia sido criada com a única função de procriar. Só não eram pecadoras se fossem virgens, mães, esposas ou vivessem em conventos.

Pouco se sabe a respeito da mulher medieval, visto que toda documentação da época era escrita em partes, por pessoas que constituíam a Igreja, pois elas eram o próprio mal. O próprio Santo Tomás, que valorizava o valor absoluto da pessoa, retrata a mulher como algo sem valor, sem força “para ele a mulher não passaria de um macho falido, que quando a natureza não tem força para produzir um homem forma uma mulher.” (NOGARE, 1985, p.53)

As mulheres camponesas ou de classes inferiores acompanhavam seus maridos no trabalho feudal. Mesmo viúvas ou sozinhas elas trabalhavam com os filhos para provê o próprio sustento. Além disso, trabalhavam muito, fiando, tecendo, cuidando das crianças e cultivando a terra. Muitas não seguiam os rituais da Igreja Católica. Elas cultuavam a terra e as divindades pagãs da religião Antiga. Em algumas doutrinas essa mulheres eram consideradas iguais aos homens podendo ter os mesmos direitos que eles.

O conceito de criança ou infância era inexistente. Considerados adultos em miniatura, eram tirados desde cedo do colo das mães para seguir os pais nos campos e a mães nos afazeres domésticos. Ainda meninas aprendiam a fiar, tecer, cuidar e utilizar a terra para a cura de doenças, ou seja, aprendiam os rituais utilizando a própria natureza como poder de cura, em uma época de total abandono do Estado aos mais pobres. Muitas eram parteiras, curandeiras, enfermeiras e assistentes, era como se fossem as médicas de uma sociedade que se encontrava a margem, como nos mostra Michelete:

Nunca, nesse tempo, uma mulher admitiria consultar-se com um homem, entregar-se a ele, confiar-lhe todos os seus segredos. As feiticeiras examinavam-se sozinhas e foram, para as mulheres principalmente, o único médico. O que melhor sabemos da medicina aplicada pelas feiticeiras é que empregavam – para os mais variados fins,para acalmar, estimular – uma grande família de ervas, misteriosa, perigosas, mas de grande utilidade.( MICHELE apud ARRUDA E PILETTI, 2005, p. 144)

As curandeiras eram uma alternativa para aqueles que necessitavam, pois estudavam a natureza, aprendiam com as anciãs da comunidade. As bruxas praticavam cura e exerciam uma grande liderança espiritual. Essas bruxas nada mais eram que as médicas do período medieval, como afirma Angelin (2005):

Ao analisarmos o contexto histórico da Idade Média, vemos que bruxas eram as parteiras, as enfermeiras e as assistentes. Conheciam e entendiam sobre o emprego de plantas medicinais para curar enfermidades e epidemias nas comunidades em que viviam e, conseqüentemente, eram portadoras de um elevado poder social. Estas mulheres eram, muitas vezes, a única possibilidade de atendimento médico para mulheres e pessoas pobres. Elas foram por um longo período médicas sem título. Aprendiam o ofício umas com as outras e passavam esse conhecimento para suas filhas, vizinhas e amigas.

Além disso, com a medicina ascendendo entre os jovens nobres, não era interessante para eles terem as bruxas como suas concorrentes, como observa Cabot: “… a profissão médica também se interessou na perseguição das bruxas e das curandeiras que ofereciam uma alternativa às práticas médicas ensinadas nas universidades da época.” (Cabot, 1992, p.83)

Com todo esse conhecimento e poder, sabendo exatamente a diferença entre a dose e o veneno, elas arriscavam-se muito, pois se encontrada determinadas ervas em seu poder elas corriam os risco das mortes mais cruéis pela Inquisição.

A Inquisição era uma espécie de tribunal religioso para condenar aqueles que não praticavam os dogmas da Igreja Católica, sendo considerados hereges, praticantes de bruxaria ou de outras religiões. Instituído no ano de 1233, pelo Papa Gregório IX, ela era “uma massiva campanha judicial realizada pela Igreja e pela classe dominante contra as mulheres da população rural”. (Ehrenreich&English,1984 apud Angelin 2005). Seu objetivo era eliminar os hereges e os que não praticavam o catolicismo, pois tornavam-se uma ameaça a doutrina cristã.Calcula-se que 9 milhões de pessoas foram acusadas, julgadas e mortas, destes 80% eram mulheres, moças e meninas.

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Curiosidades sobre a Alemanha

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  1. A Fanta foi inventada na Alemanha como resultado da Segunda guerra mundial devido à proibição da importação do xarope usado na receita da coca-cola no país. A filial alemã resolveu então criar um produto próprio para o mercado nacional e assim surgiu a Fanta
  2. A educação superior na Alemanha é gratuita até mesmo para estudantes estrangeiros
  3. Mais de 800 milhões de currywurst amidos na Alemanha todos os anos.  Trata-se de um prato de fast-food alemão que é basicamente uma salsicha de porco temperada com ketchup e Curry e normalmente servida com fritas.
  4. O alemão quando chega em uma mesa com vários amigos,  costuma bater 3 vezes na mesa como cumprimento, e todos respondem batendo 3 vezes na mesa.
  5. O silêncio é sagrado para os alemães,  principalmente aos domingos. Se você passar do limite ou do horário 99% de  Certeza que alguém vai bater na sua porta para reclamar, e pasmem, até mesmo a polícia. Na  Alemanha é comum avisar os vizinhos que vai fazer uma festa e receber os amigos, já pedindo desculpas pela eventual barulho.
  6. muitos alemães adoram tirar a roupa nos parques,   praias saunas públicas. a cultura do Corpo Livre é bastante praticada aqui. É  natural e como você encontrar pessoas tomando sol e se banhando nas águas do rio Isar(em Munique) como vieram ao mundo sem nenhum tipo de constrangimento para os demais.
  7. a Alemanha é o segundo maior consumidor de cerveja da Europa atrás apenas da República Tcheca
  8. A Oktoberfest de Munique é o maior festival folk do mundo.
  9.  Qualquer forma de discriminação contra homossexuais é crime e casais gays São permitidos por lei adotar crianças.

Documentário: Os alemães-Robert Blum e a revolução

A trajetória do liberal republicano Robert Blum e o contexto político dos estados alemães durante a Revolução de 1848.

Mulheres que marcaram a História

1 – Marie Curie

Marie Curie (1867-1934) foi uma cientista polonesa. Descobriu e isolou os elementos químicos, o polônio e o rádio, junto com Pierre Curie. Foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Física e a primeira mulher a lecionar na Sorbonne.

2 – Anne Frank

Annelies Marie Frank (12 de junho de 1929 – fevereiro de 1945) foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto. Ela se tornou uma das figuras mais discutidas do século XX após a publicação do Diário de Anne Frank (1947), que tem sido a base para várias peças de teatro e filmes ao longo dos anos. Nascida na cidade de Frankfurt am Main, na República de Weimar, ela viveu grande parte de sua vida em Amsterdã, capital dos Países Baixos, onde perdeu sua cidadania alemã. Sua fama póstuma deu-se graças aos documentos em que relata suas experiências enquanto vivia escondida num quarto oculto, ao longo da ocupação alemã nos Países Baixos, durante a Segunda Guerra Mundial.

3 – Tarsila do Amaral

Instagram/tarsiladoamaraloficial

Ela é autora da pintura brasileira mais valorizada da história, o Abaporu (que ultrapassa os US$ 2,5 milhões). Tarsila é um dos nomes centrais da primeira fase do modernismo artístico no Brasil e foi uma das responsáveis pela organização da revolucionária Semana da Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo.

 

4 – Elza Soares

Divulgação

Por causa da infância pobre, Elza foi forçada a casar aos 12 anos e já era mãe aos 13. Na mesma época, surpreendeu todo mundo ao cantar num programa de calouros, mas só conseguiu seguir carreira depois de ficar viúva, aos 21 anos. Mesmo com a fama, sofreu muito por ser acusada de acabar com o casamento do jogador Garrincha e chegou receber ameaças de morte na época. Deu a volta por cima e é hoje uma lenda viva da MPB.

O calvário das viúvas da ocupação (28 fotos)

O calvário das viúvas da ocupação 01
Após a liberação dos territórios ocupados pelos alemães dos países europeus, milhares de mulheres que tinham relacionamentos com soldados alemães foram expostas a execuções humilhantes e brutais nas mãos de seus próprios concidadãos. Era a “Épuration Légale” (“purga legal“), a onda de julgamentos oficiais que se seguiu à liberação da França e da queda do Regime de Vichy. Estes julgamentos foram realizados em grande parte entre 1944 e 1949, com ações legais que perduraram por décadas depois.

Ao contrário dos Julgamentos de Nuremberg, a “Épuration Légale” foi conduzida como um assunto interno francês. Aproximadamente 300.000 casos foram investigados, alcançando os mais altos níveis do governo colaboracionista de Vichy. Mais da metade foram encerrados sem acusação. De 1944 a 1951, os tribunais oficiais na França condenaram 6.763 pessoas à morte por traição e outros crimes. Apenas 791 execuções foram efetivamente realizadas. No entanto, 49.723 pessoas foram condenadas a “degradação nacional”, que consistia na perda total de direitos civis.

A campanha para identificar e massacrar os colaboracionistas do regime alemão puniu cerca de 30.000 mulheres com humilhação pública, por suspeita de que tiveram ligações ou porque eram prostitutas e se relacionaram com os alemães. Algumas vezes, a coisa toda não passava de briga de vizinhas -uma denunciando a outra como acerto de contas pessoais- ou então uma denúncia vazia de participantes realmente ativos, que dessa forma tentavam salvar sua pele desviando a atenção de sua cooperação com as autoridades da ocupação.

O caso é que muitas coitadas que tiveram algum tipo de relacionamento com os soldados e oficiais alemães não tinham culpa, o que elas iriam fazer? Elas eram reféns de um estado ocupado. Mas a ira e a necessidade de encontrar bruxas para caçar não permitia o razoamento, se houvesse um indício qualquer, a coitada tinha sua cabeça raspada e era exposta em público como desgraça da nação. Muitas vezes só raspar a cabeça não bastava, eram despidas, abusadas, desenhavam a suástica nos seus rostos, ou queimavam a marca com ferro em brasa na testa.

Estas mulheres foram reconhecidas como “nacionalmente indignas” e sofreram, além da degradante humilhação em público, penas de seis meses a um ano de prisão, seguida da perda total de direitos civis por mais um ano, quando ainda eram violentadas e insultadas nas ruas. Muitas não suportaram a vergonha daquela situação e sucumbiram cometendo suicídio.

Nisso tudo há ainda um aspecto que permaneceu vergonhosamente nas sombras por décadas: as crianças nascidas de soldados alemães. De acordo com várias estimativas, nasceram ao menos 200 mil dos chamados “filhos da ocupação“, mas estes sofreram menos que as mães, quando o governo limitou-se a proibir nomes alemães e o estudo da língua alemã. Entretanto não foram poucos os casos de “filhos da ocupação” que sofreram algum tipo de ataque e segregação.

A perseguição não se limitou a França, quase todos os países do bloco europeu de aliados fizeram o mesmo. Na Noruega, cinco mil moças que deram à luz filhos de alemães, foram condenadas a um ano e meio de trabalho forçado. Quase todas as crianças foram declararas pelo governo como deficientes mentais e enviadas para uma casa para retardados, onde foram mantidas até os anos 60.

Infelizmente não é tudo, a União Norueguesa para as Crianças da Guerra depois declarou que a “desova nazista“, como chamavam estas crianças, foi usada indiscriminadamente para testar medicamentos não aprovados. Somente em 2005, o parlamento norueguês publicou um pedido formal de desculpas a essas vítimas inocentes e aprovou a compensação para as experiências no valor de 3 milhões de euros. Este valor pode aumentar se a vítima fornecer provas documentais de que tenha sofrido algum tipo de discriminação racial diante do ódio, medo e desconfiança por causa de sua origem.

Curiosidades sobre a Segunda Guerra Mundial

 

1 – Após a Alemanha invadir a Polônia — no dia 1º de setembro de 1939 —, os britânicos e os franceses não demoraram em declarar guerra contra os nazistas. No entanto, nada aconteceu durante os oito meses seguintes. Nenhuma batalha, movimento militar… nada!

2– Paris foi liberada no dia 25 de agosto de 1944, quando as tropas aliadas livraram a cidade da ocupação nazista. Contudo, os militares não teriam conseguido sucesso se não fosse pela ação da resistência francesa — que já havia expulsado a maioria dos soldados alemães quando os oficiais chegaram.

3– Contudo, algo triste aconteceu após a Liberação de Paris. No dia seguinte à rendição dos nazistas, enquanto as tropas aliadas desfilavam pela Champs-Élysées, mulheres suspeitas de se relacionarem com soldados alemães durante a ocupação foram arrastadas às ruas e tiveram suas cabeças raspadas em público.

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 4– A bomba atômica que explodiu em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945 emitiu uma onda de calor 40 vezes mais quente do que o Sol, matou 80 mil pessoas instantaneamente e destruiu 70% da cidade. As únicas coisas que se encontravam próximas ao local onde a bomba caiu e que sobreviveram à explosão foram algumas árvores da família do gingko que continuam vivas até hoje.

 

 

 

 

A participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial

 

A seção ‘Arquivo S’, publicada pelo Jornal do Senado , resgata uma parte pouco conhecida da história do Brasil: a participação do país na Primeira Guerra Mundial. O jornalista Marcelo Monteiro, autor do livro U-93 – A Entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial, e a professora de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Christiane Laidler analisam os fatos que levaram o país a decretar guerra contra o Império Alemão três anos após o início do conflito na Europa. De acordo com eles, Ruy Barbosa, no Senado, teve uma influência crucial na decisão brasileira. Veja a reportagem Ricardo Westin.

Documentário: Revolução Francesa

A Revolução francesa é mostrada de forma detalhada. Os produtores aceitaram o desafio de cobrir a totalidade do período revolucionário e, portanto, todos os seus eventos principais.