Do Jornal Ciência: TOP 10 incríveis descobertas arqueológicas de todos os tempos

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A arqueologia é uma ciência fascinante; quanto mais ela descobre, mais mistérios ela revela.

 

Quanto mais respostas ela dá, mais perguntas surgem. Mas isso só nos dá o estímulo para continuar tentando desvendar os segredos do passado. Esta lista investiga dez das mais importantes e incríveis descobertas arqueológicas da história.

 

10 – Bula de Baruk

Baruk ben Neriá foi um escriba na Bíblia que era o secretário (e parente de sangue) do profeta Jeremias. Além de escrever todas as profecias de Jeremias que foram ditadas a ele pelo próprio profeta, Baruch também escreveu seu próprio Livro Bíblico (você pode lê-lo aqui http://www.drbo.org/chapter/30001.htm, em inglês).

Ele foi removido das bíblias protestantes nos anos 1500, mas pode ser encontrado em bíblias ortodoxas e católicas. Ele é uma pessoa muito reverenciada na história dos judeus e também pelo cristianismo. Então por que este item aqui está na lista? Em 1975, uma bula de argila foi descoberta em um mercado de antiguidades que trazia não só o nome de Baruch, mas também sua impressão digital. Se for autêntico, essa pequena bula de argila contém tanto a assinatura quanto a impressão digital não só do braço direito de um profeta bíblico, mas também de um homem que foi um profeta por si só.

 

9 – Pedra de Roseta

 

A descoberta da Pedra de Roseta desvendou os segredos mais profundos dos antigos hieróglifos egípcios. A pedra traz um decreto de 196 a.C. do Rei Ptolomeu V Epifânio, mas diferentemente de todos os outros decretos antes deste, ele foi escrito em três línguas: antigos hieróglifos egípcios, demótico e grego antigo.

Ela foi descoberta em 15 de julho de 1799 por soldados de Napoleão e logo foi levada a Alexandria. Os hieróglifos e a habilidade de lê-los ou escrevê-los acabaram em 396 d.C.

Essa era até hoje a chave para finalmente entender a língua que intrigou o homem por mais de um milênio. Ao usar o texto grego, Jean-François Champollion conseguiu decifrar o texto em egípcio antigo e melhorar consideravelmente a nossa compreensão de demótico, também. Desde que a pedra foi descoberta, diversas inscrições similares em várias línguas foram descobertas.

 

8 – Biblioteca de Nag Hammadi

Em 1945, na cidade egípcia de Nag Hammadi, uma incrível descoberta aconteceu. Mohammed Ali Samman, um camponês local, descobriu doze códices de papiros encadernados em couro dentro de uma grande jarra.

Os objetos eram 52 textos, a maior parte gnóstica, que eram desconhecidos ou conhecidos apenas pelos comentários dos padres da Igreja. As práticas e escritas gnósticas foram banidas pelo Bispo Atanásio em 367 d.C. e todos os textos gnósticos foram destruídos – exceto a biblioteca de Nag Hammadi que foi obviamente guardada em segredo por alguém querendo preservá-la para a história.

O conteúdo desses papiros nos oferecem quase tudo que sabemos sobre os gnósticos – uma facção cristã condenada que começou nos anos formativos da Igreja. Sua importância para a história social e bíblica é imensa. Os livros incluem vários evangelhos e outros textos relacionados aos movimentos dos Apóstolos após a morte de Cristo e outros trabalhos extra-bíblicos que em alguns casos corroboram e em outros contradizem a Bíblia.

 

7 – Pompéia

 

Pompéia, a antiga cidade romana, foi enterrada durante uma erupção vulcânica em 79 d.C., quando o Monte Vesúvio explodiu. Ela foi perdida por quase 1700 anos e os danos causados à cidade foram tão graves que até o nome dela desapareceu da história.

Em 1738, Herculano – uma cidade próxima também perdida – foi descoberta e dez anos depois o engenheiro militar Rocque Joaquin de Alcubierre descobriu Pompéia. Enquanto procurava em escavações posteriores, Giuseppe Fiorelli descobriu que algumas das grandes bolhas na lama vulcânica eram moldes perfeitamente formados por homens que morreram lá.

Ele injetou gesso nas bolhas e deu ao mundo moderno a primeira visão de verdadeiros habitantes da Roma Antiga. Interessante notar que a cidade estava cheia de arte e objetos eróticos (muitos dos quais eram escondidos até 2000 d.C.) e pichações encontradas numa parede de Pompéia chamavam a cidade de “Sodoma e Gomorra”, levando muitos cristãos a acreditar que a cidade foi destruída por Deus em resposta a suas perversões sexuais.

 

6 – A Pedra de Pilatos

 

A pedra de Pilatos (provavelmente o objeto menos conhecido desta lista) foi descoberta em junho de 1961 num local próximo a Cesária (parte de Judeia, em Israel) pelo Dr. Antônio Frova quando ele e sua equipe de arqueólogos estavam escavando um teatro da época da República Romana, construído por Herodes, o Grande, em 30 a.C.

A pedra foi reutilizada no século IV como parte de uma nova escadaria que foi adicionada mais tarde. O que é importante sobre esta pedra é o que os arqueólogos encontraram inscrito nela: “Ao Divino Augusto (este) Tiberio…Pôncio Pilatos…prefeito de Judeia…dedicou (este)”.

Esta foi a primeira vez que evidências físicas da existência do Pôncio Pilatos, famoso personagem bíblico, foram encontradas. Sua autenticidade é universalmente reconhecida pelo mundo arqueológico.

 

5 – Manuscritos do Mar Morto

 

Os Manuscritos do Mar Morto são 972 documentos bíblicos descobertos em uma caverna na costa do Mar Morto em 1946-1947. Eles são datados do século II d.C.; para entender a importância da data, a única outra cópia existente e relevante da Bíblia Hebraica hoje é do século IX d.C.

Isso deu aos estudiosos da Bíblia uma chance de entender de verdade a história translacional da Bíblia de meros duzentos anos depois de Cristo até os dias de hoje. Unidos às outras duas grandes cópias bíblicas do texto (escritas em grego e datadas do século IV), eles criam uma chance incrível de entender como as versões hebraicas e gregas podem ser comparadas através da história e nos contar sobre as alterações feitas em ambas por vários povos em várias épocas.

 

4 – Fósseis de dinossauros

 

É difícil dizer quando os primeiros ossos de dinossauros foram encontrados, mas nós sabemos ao menos que os primeiros cientificamente lembrados foram os do megalossauro – descrito em 1842 por William Buckland.

O iguanodonte foi descoberto dois anos antes por Gideon A. Mantell, mas não foi descrito até um ano depois. Dadas as fortes convicções religiosas da sociedade ocidental na época, essas descobertas iriam sacudir as crenças de muitas pessoas numa Bíblia literal de uma maneira nunca antes vista desde as descobertas de Copérnico e Galileu.

Algumas pessoas estavam convencidas de que essas primeiras descobertas de dinossauros se tratavam dos ossos de gigantes bíblicos (alguns ainda acham, na verdade), mas com o tempo a maioria acabou enxergando que o nosso incrível planeta foi o lar de criaturas muito antes do homem habitar a Terra.

 

3 – A Caverna de Altamira

 

Quando a Caverna de Altamira, na Espanha, foi descoberta, ela iria gerar uma controvérsia mundial que duraria décadas. Nesta caverna, o arqueólogo amador Marcelino Sanz de Sautuola, levado por sua filha de doze anos, viu pela primeira vez desde os tempos paleolíticos, desenhos criados por homens que antes não eram considerados capazes de tal façanha.

Suas implicações para a sociologia e a arqueologia eram assombrosas. Quando as pinturas foram finalmente consideradas autênticas vinte anos depois, elas mudaram para sempre a percepção dos seres humanos pré-históricos. É difícil imaginar como Marcelino deve ter se sentido quando ele olhou as pinturas pela primeira vez.

 

2 – Tutancâmon

 

A princípio eu não conseguia ver nada, o ar quente que saía da câmara fazia a chama da vela tremer, mas depois, conforme meus olhos se acostumavam à luz, detalhes de dentro da sala emergiam lentamente da névoa, animais estranhos, estátuas, e ouro – em todos os lugares, o brilho do ouro. Naquele momento – uma eternidade deve ter sido para os outros que estavam lá – eu estava emudecido de incredulidade”.

Estas são as palavras de Howard Carter – o homem que descobriu a tumba do Rei Tutancâmon. Elas exprimem bem melhor do que qualquer tentativa de explicar o deslumbramento desta que é a mais importante descoberta egípcia dos tempos modernos. A importância desta descoberta para a compreensão da história do Antigo Egito é provavelmente a maior que existe.

 

1 – Garganta de Olduvai

Foram encontradas ferramentas, evidência de necrofagia (marcas de dentes humanos em ossos em vez de marcas de cortes) e caça, além de evidência de interações sociais humanas numa época muito primitiva.A Garganta de Olduvai percorre o leste da África e é provavelmente a mais importante região arqueológica do planeta. Ela contém os restos de humanos de 1,9 milhão de anos e, devido à sua constante ocupação ao longo dos milênios, ela mostra o progresso da evolução do homem.

Também há exemplos de arte nas rochas da área. Devido à quantidade de restos e aos sinais de interação humana, esta foi possivelmente uma das primeiras cidades do homem (por assim dizer).

 

 

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Do Pragmatismo Político: Os corpos negros que assustaram o Shopping Vitória

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Shopping Vitória: corpos negros no lugar errado. Presos, achincalhados e sob os aplausos dos ‘consumidores’

 

No dia seguinte ao tumulto que assustou clientes e lojistas por volta das 18 horas de sábado, o movimento no Shopping Vitória estava tranquilo, e em nada parecia com a confusão presenciada menos de 24 horas antes. Mas, nos corredores, o assunto ainda repercutia.

A assessoria de comunicação do Shopping Vitória descartou a ocorrência de um arrastão no interior do estabelecimento e afirma que nenhuma loja foi roubada ou danificada durante o tumulto.

Uma lojista, que pediu para não se identificar, estava nas proximidades da praça de alimentação e presenciou a abordagem dos policiais e conta que viu agressões aos suspeitos. “A maioria dos jovens abordados eram menores de idade. Vi um policial dando um soco, de baixo para cima, em um garoto”, afirma.

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Confusão no Shopping Vitória (Reprodução / Facebook)

O técnico em informática Eduardo Elias estava na praça de alimentação e viu a ação policial. Apesar dos momentos de susto com a invasão do shopping, ele diz que a polícia agiu com truculência. “Parte dos que estavam sendo revistados era menores de idade. Vi um garoto sendo jogado no chão por um policial”, afirma.

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Confira abaixo texto de Douglas Belchior sobre o incidente no Shopping Vitória:

 

Shopping Vitória: corpos negros no lugar errado

Sábado, 30 de novembro, fim de tarde. Várias viaturas da Polícia Militar, Rotam e Batalhão de Missões Especiais cercaram o Shopping Vitória, na Enseada do Suá, no Espírito Santo. Missão: proteger lojistas e consumidores ameaçados por uma gente preta, pobre e funkeira que, “soube-se depois”, não ocuparam o shopping para consumir ou saquear, mas para se proteger da violência da tropa da PM que acabara de encerrar a força o baile Funk que acontecia no Pier ao lado.

Amedrontados, lojistas e consumidores chamaram a polícia e o que se viu foram cenas clássicas de racismo: Nenhum registro de violência, depredação ou qualquer tipo de crime. Absolutamente nada além da presença física. Nada além do corpo negro, em quantidade e forma inaceitável para aquele lugar, território de gente branca, de fala contida, de roupa adequada.

E a fila indiana; e as mãos na cabeça; e o corpo sem roupa, como que a explicitar cicatrizes nas costas ou marcas de ferro-em-brasa, para que assim não se questione a captura.

A narrativa de Mirts Sants, ativista do movimento negro do Espírito Santos nos leva até a cena:

“Em Vitória, a Polícia Militar invadiu um pier onde estava sendo realizado um baile funk, alegando que estaria havendo briga entre grupos. Umas dezenas de jovens fugiram, amedrontados, e se refugiaram num shopping próximo.

Foi a vez, entretanto, de os frequentadores do shopping entrarem em pânico, vendo seu ‘fetiche de segurança’ ameaçado por “indesejáveis, vestidos como num baile funk, de tez escura e fragilizando o limite das vitrines que separam os consumidores de seus desejos”. Resultado: chamaram a PM, acusando os jovens de quererem fazer um arrastão.

A Polícia chegou rapidamente e saiu prendendo todo e qualquer jovem que se enquadrasse no ‘padrão funk’. Fez com que descessem em fila indiana e depois os expôs à execração pública, sentados no chão com as mãos na cabeça. E isso tudo apesar de negar que tenha havido qualquer arrastão, “exceto na versão alarmista dos frequentadores”.

Se chegou a haver algo parecido com uma tentativa de ‘arrastão’ ao que parece é impossível saber. Para alguns dentre os presentes, a negativa da PM teve como motivo “preservar a reputação do shopping como templo de segurança”. Se assim foi, a foto acima, com os jovens sentados no chão sob vigilância, e o vídeo abaixo, mostrando-os sendo forçados a descer em fila indiana sob a mira da Polícia, se tornam ainda mais graves como exemplos de arbítrio, violência e desrespeito aos direitos humanos. E isso só se torna pior quando acontece ainda sob os aplausos dos ‘consumidores’…”

 

 

O suposto disparo, a dita “confusão” e o inevitável corre-corre só houve após a chegada da polícia no baile Funk.

O secretário de Segurança Pública do Estado, André Garcia, mente. Afirma não ter havido abuso. “Havia um tumulto e algumas pessoas relataram furtos na praça de alimentação. A polícia agiu corretamente. A intenção era identificar quem invadiu o shopping”, diz ele.

Invasão? Muitos relatos afirmam que os jovens se “abrigaram” no shopping para se proteger! Testemunhas disseram que as pessoas se assustaram foi com a presença e a forma de atuação da polícia dentro do shopping.

E mente ao dizer que “a polícia entrou no shopping após receber informações de que pessoas armadas estariam no local”, algo que não foi constatado pelas revistas feitas no interior do estabelecimento. Os únicos armados, caro secretário, eram seus homens.

Lojistas e consumidores relataram agressões aos ‘suspeitos’: ” Vi um policial dando um soco, de baixo para cima, em um garoto”; “o clima ficou mais tenso ao serem vistos policiais entrando armados no shopping”; “Parte dos que estavam sendo revistados era menores de idade. Vi um garoto sendo jogado no chão por um policial”.

A própria assessoria de comunicação do Shopping Vitória descartou a ocorrência de um arrastão no interior do estabelecimento e afirmou que nenhuma loja foi roubada ou danificada;

Mas ao final, o Secretário assume sua tarefa racista: “Quando se encontra uma atitude suspeita, a abordagem é uma ação normal. A polícia está autorizada a fazer isso. A população tem que entender”, disse ele a um jornal, afirmando que o critério para uma abordagem depende das circunstâncias, perfil das pessoas e quais queixas são apresentadas.

Sim, e é verdade, “Sr. Secretário”: circunstâncias, perfis e queixas, que sempre tem como principal objeto de provocação o corpo negro. Alguma novidade?

REAÇÃO

Lula Rocha, importante militante do movimento negro do Espírito Santo, em conjunto com diversos outros ativistas e organizações do movimento negro e movimentos sociais da capital prometem reagir e organizar um mega baile funk ao ar livre em frente o Shopping Vitória.

Criminalizado como um dia fora a capoeira, o futebol, o samba a MPB e o RAP, o funk moderno é tão contraditório em seu conteúdo quanto o é resistência em sua forma e estética. E se está servindo também para fazer aflorar o racismo enraizado na alma das elites hipócritas – muito mais vinculadas aos valores da luxuria e ostentação que a turma do funk, declaro pra geral: Sou funkeiro também!

Vídeos:

 

 

 

com NegroBelchior e A Gazeta

 

Do Pragmatismo Político: 12 mil saíram de casa para detonação de bomba da 2ª Guerra na Alemanha

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Detonação de bomba da II Guerra obriga 12 mil a sair de casa em cidade da Alemanha. Artefato, de 250 quilos, foi descoberto durante obra na cidade de Oranienburg, a 40 km de Berlim

 

A detonação nesta quarta-feira (04/12) de uma bomba de 250 quilos da Segunda Guerra Mundial obrigou a polícia a evacuar praticamente todo o centro da cidade de Oranienburg, que fica a 40 km ao norte de Berlim. Aproximadamente 12 mil pessoas precisaram ser retiradas de casa e a estação central de trens da cidade – ponto final de uma das linhas de trem urbano da capital alemã – precisou ser fechada.

A bomba foi descoberta na segunda-feira (02/11). Na terça (03), detectou-se que ela estava tão danificada que precisaria ser detonada. Inicialmente, a área a ser evacuada era de, somente, 100 metros. Por conta do poder destrutivo do artefato, esse total subiu para 1 km e compreendeu quase todo o centro da cidade, que tem 41 mil habitantes.

Policiais foram de casa em casa para conferir se havia alguém. O comércio da região também foi impedido de abrir e a linha de S-Bahn (trem regional) que sai de Berlim com destino a Oranienburg, interrompida.

Já se tornou parte da rotina da Alemanha descobrir bombas não detonadas da Segunda Guerra Mundial. Só nesta semana, outro artefato foi descoberto na região de Hohen Neuendorf, que faz fronteira com Berlim e está no meio do caminho entre a capital e Oranienburg. Cerca de 1.000 pessoas, segundo a rede de televisão RBB, precisarão sair de casa.

No começo de novembro, uma bomba de 1,8 tonelada foi desarmada em Dortmund, a 600 km de Berlim, e 20 mil pessoas tiveram que sair de casa. Em dezembro de 2011 aconteceu a maior evacuação da história da Alemanha, com cerca de 45 mil pessoas afetadas, devido às tarefas de desativação de um artefato, também de 1,8 tonelada, descoberto na cidade de Koblenz.

bomba alemanha segunda guerra
Bomba encontrada em Dortmund pesava 1,8 tonelada (Efe)

Opera Mundi

 

Do Pragmatismo Político: Racismo? O que eu tenho a ver com isso? Só porque sou branquinha?”

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Atriz Fernanda Lima, escolhida pela FIFA junto com o marido para substituir Lázaro Ramos e Camila Pitanga no sorteio da Copa comenta polêmica sobre racismo “O que eu tenho a ver com isso? Só porque eu sou branquinha?”

 

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‘Fui convocada e como tal aceitei e vou fazer o meu trabalho. O que eu tenho a ver com isso? Só porque eu sou branquinha?”. Fernanda Lima em entrevista a Mônica Bergamo, na Folha

Por José Renato Baptista

 

Racismo? O que eu tenho a ver com isso?

Só porque eu sou branquinho? Eu pago as minhas contas e meus impostos. O que eu tenho que ver com o racismo? Aliás, onde vocês estão vendo racismo? As pessoas falam estas coisas porque podem ficar anônimas.

Não, eu não estou anônimo. Meu nome é José Renato Baptista. Sou antropólogo e professor universitário.

Então, eu posso confortavelmente falar sobre este assunto. Eu levanto bandeiras. Várias. Contra as injustiças, contra a desigualdade, contra o preconceito. Eu não acho que as coisas não tem a ver comigo. Eu me comprometo com elas. Não tenho uma “imagem pública”, mas uso o espaço público: leciono, dou palestras e conferências, exponho as minhas ideias. Não crio polêmicas porque posso me defender com o anonimato. Polemizo pelas coisas que acredito, porque quero construir uma sociedade e um mundo mais justo.

Então, respondendo à fala da “atriz”/apresentadora Fernanda Lima (saiba mais aqui sobre o veto a Lázaro Ramos e Camila Pitanga), eu digo que sim, você tem tudo a ver com isso. Você que não se questiona, que não se pergunta, que acha que não é com você, você tem tudo a ver com isso. E sim, porque você é branquinha. Porque você ocupa um lugar histórico de opressão neste país há mais de 500 anos. Porque você tem privilégios concedidos pela sua condição de cor há séculos. Ignorar isto é fingir que o mundo é cor de rosa e as relações são fraternas, quando o conflito existe e ameaça e afeta a todos nós, brancos, pretos, quase pretos e brancos pobres que de tão pobres são quase pretos. Ignorar que neste país ser branco, sobretudo nos meios de comunicação, é uma forma de obter privilégios, é como disse uma amiga, virar a cara para o lado, para não ver um elefante no meio de uma kitchenette.

É fingir que não ocorre em nosso país o extermínio continuado de jovens negros, posto que das vítimas de homicídio no Brasil, em cada dez sete são negras. Fingir que não sabe que negros recebem menores salários e tem menos postos de comando e direção na iniciativa privada. Fingir que não sabe que o tempo escolaridade de negros e pardos é inferior ao dos brancos.

Sim, Fernanda, você pode querer não enxergar isto. E achar que é só mais uma polêmica. É justo reconhecer que você, como disse, trabalha há seis anos com a FIFA e, portanto, não tem nada com isso. Mas sim, Fernanda, você tem tudo a ver com isso e tem a ver com a negação histórica da imagem do país. Um país que estabeleceu em sua história políticas públicas visando “embranquecer” a população. Você pode ignorar isto, sim, mas infelizmente, tomando conhecimento não pode negar e dizer que não tem nada com isso.

Fernanda, você pode se achar uma das pessoas mais gentis e atenciosas do mundo, e talvez no trato pessoal até seja. E sim, talvez seja apenas uma invenção de um jornalista. Mas pega mal Fernanda. Pega mal porque reflete toda uma história de racismo de um país que teima em não se ver como racista. Pega mal porque somos o país onde existe discriminação, mas ninguém se assume como racista ou que discrimina alguém. Pega mal porque você reforça uma imagem e um estereótipo racista, uma visão do país “mestiço”, mas que se enxerga como “branco” (ou “branquinho”, se preferir).

Não acho que você deva recusar um trabalho que você conquistou, como diz, há seis anos atrás. Mas convido você a refletir que, às vezes, pode estar muito mais coisa em jogo do que o fato de você “ser branquinha”. Fica o convite à reflexão.

 

 

Do Central da História: Filme – Lemon Tree

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Infelizmente não foi possível disponibilizar o filme em português, mas mesmo assim achei interessante, para aqueles que tiverem uma noção de inglês vale a pena assistir!

 

 

Do G1: Morre Nelson Mandela, ícone da luta pela igualdade racial

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Presidente da África do Sul entre 1994 e 1999, ele tinha 95 anos.
Líder foi hospitalizado em dezembro para fazer exames de rotina.

 

 

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, segundo a presidência do país. Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa.

“Ele partiu, ele se foi pacificamente na companhia de sua família”, afirmou o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. “Ele agora descansou, ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.”

Mandela vinha sofrendo do problema e estava internado desde junho. Esta foi a quarta internação do ex-presidente desde dezembro. Em abril, as últimas imagens divulgadas do ex-presidente mostraram bastante fragilidade – ele foi visto sentado em uma cadeira, com um cobertor sobre as pernas. Seu rosto não expressava qualquer emoção. No início de março de 2012, o ex-presidente sul-africano havia sido hospitalizado por 24 horas, e o governo informou, na ocasião, que Mandela tinha sido internado para uma bateria de exames rotineira. Em dezembro, porém, ele permaneceu 18 dias hospitalizado, em decorrência de uma infecção pulmonar.

No fim de março de 2013, ele passou 10 dias internado, também por uma infecção pulmonar, provavelmente vinculada às sequelas de uma tuberculose que contraiu durante sua detenção na prisão de Robben Island (ilha de Robben), onde ficou 18 anos preso, de 1964 a 1982.

Conhecido como “Madiba” na África do Sul, ele foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 a 1993.

Ele ficou preso durante 27 anos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, sendo eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais do país. Mandela é alvo de um grande culto em seu país, onde sua imagem e citações são onipresentes. Várias avenidas têm seu nome, suas antigas moradias viraram museu e seu rosto aparece em todos os tipos de recordações para turistas.

Havia algum tempo sua saúde frágil o impedia de fazer aparições públicas na África do Sul – a última foi durante a Copa do Mundo de 2010, realizada no país. Mas ele continuou a receber visitantes de grande visibilidade, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

Mandela passou por uma cirurgia de próstata em 1985, quando ainda estava preso, e foi diagnosticado com tuberculose em 1988. Em 2001, foi diagnosticado com câncer de próstata e hospitalizado por problemas respiratórios, sendo liberado dois dias depois.

Biografia
Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 no clã Madiba no vilarejo de Mvezo, no antigo território de Transkei, sudeste da África do Sul. Seu pai, Henry Gadla Mphakanyiswa, era chefe do vilarejo e teve quatro mulheres e 13 filhos – Mandela nasceu da terceira mulher, Nosekeni. Seu nome original era Rolihlahla Mandela.

Após seu pai morrer em 1927, ele foi acolhido pelo rei da tribo, Jongintaba Dalindyebo. Ele cursou a escola primária no povoado de Qunu e recebeu o nome Nelson de uma professora, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às crianças. Conforme as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental. Na adolescência, praticou boxe e corrida.

Mandela ingressou na Universidade de Fort Hare para cursar artes, mas foi expulso por participar de protestos estudantis. Ele completou os estudos na Universidade da África do Sul. Após terminar os estudos, o rei Jongintaba anunciou que Mandela devia se casar, o que motivou o jovem a fugir e se mudar para Johanesburgo, em 1941.

Em Johanesburgo, ele trabalhou como segurança de uma mina e começou a se interessar por política. Na cidade, Mandela também conheceu o corretor de imóveis Walter Sisulu, que se tornou seu grande amigo pessoal e mentor no ativismo antiapartheid. Por indicação de Sisulu, Mandela começou a trabalhar como aprendiz em uma firma de advocacia e se inscreveu na faculdade de direito de Witwatersrand.

Mandela começou a frequentar informalmente as reuniões do Congresso Nacional Africano (CNA) em 1942. Em 1944, ele fundou a Liga Jovem do Congresso e se casou com a prima de Walter Sisulu, a enfermeira Evelyn Mase. Eles tiveram quatro filhos (dois meninos e duas meninas) – uma das garotas morreu ainda na infância.

Em 1948, ele se tornou secretário nacional do Congresso Nacional Africano (CNA) – no mesmo ano, o Partido Nacional ganhou as eleições do país e começou a implementar a política de apartheid (ou segregação racial). O estudante conheceu futuros colegas da política na faculdade, mas abandonou o curso em 1948, admitindo ter tido notas baixas – ele chegou a retomar a graduação na Universidade de Londres, mas só se formou em 1989 pela Universidade da África do Sul, quando estava preso.

Em 1951, Mandela se tornou presidente do CNA. Em 1952, ele abriu com o amigo Oliver Tambo o primeiro escritório de advocacia do país voltado para negros. No mesmo ano, Mandela foi escolhido como líder da campanha de oposição encabeçada pelo CNA e viajou pelo país, em protesto contra seis leis consideradas injustas. Como reação do governo, ele e 19 colegas foram presos e sentenciados a nove meses de trabalho forçado.

Em 1955, ele ajudou a articular o Congresso do Povo e citava a política pacifista de Gandhi como influência. A reunião uniu a oposição e consolidou as ideias antiapartheid em um documento chamado Carta da Liberdade. No fim do ano, Mandela foi preso juntamente com outros 155 ativistas em uma série de detenções pelo país. Todos foram absolvidos em 1961.
Em 1958, Mandela se divorciou da enfermeira Evelyn Mase e ele se casou novamente, com a assistente social Nomzamo Winnie Madikizela. Os dois tiveram dois filhos.

Em março de 1960, a polícia matou 69 manifestantes desarmados em um protesto contra o governo em Sharpeville. O Partido Nacional declarou estado de emergência no país e baniu o CNA.

Em 1961, Mandela tornou-se líder da guerrilha Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), após ser absolvido no processo da prisão de 1955. Logo após a absolvição, ele e colegas passaram a trabalhar de maneira escondida planejando uma greve geral no país.

Ele deixou o país ilegalmente em 1962, usando o nome de David Motsamayi, para viajar pela África para receber treinamento militar. Mandela ainda visitou a Inglaterra, Marrocos e Etiópia, e foi preso ao voltar, em agosto do mesmo ano.

De acordo com o jornal “Telegraph”, a organização perdeu o ideal de protestos não letais com o tempo e matou pelo menos 63 pessoas em bombardeios nos 20 anos seguintes.

Mandela foi acusado de deixar o país ilegalmente e incentivar greves, sendo condenado a cinco anos de prisão. A pena foi servida inicialmente na prisão de Pretória. Em março de 1963, ele foi transferido à Ilha de Robben, voltando a Pretória em junho. Um mês depois, diversos companheiros de partido foram presos.

Em 1963, Mandela e outras nove pessoas foram julgadas por sabotagem, no que ficou conhecido como Julgamento Rivonia. Sob o risco de ser condenado à pena de morte, Mandela fez um discurso à corte que foi imortalizado.

“Eu lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Este é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”, afirmou.

Em 1964, Mandela e outros sete colegas foram condenados por sabotagem e sentenciados à prisão perpétua. Um deles, Denis Goldberg, foi preso em Pretória por ser branco. Os outros foram levados para a Ilha de Robben.

27 anos de prisão
Mandela passou 18 anos detido na ilha de Robben, na costa da Cidade do Cabo, e nove na prisão Pollsmoor, no continente – a transferência ocorreu em 1982. Enquanto esteve preso, Mandela perdeu sua mãe, que morreu em 1968, e seu filho mais velho, morto em 1969. Ele não foi autorizado a participar dos funerais.

Durante o período em que ficou preso, sua reputação como líder negro cresceu e sedimentou a imagem de liderança do movimento antiapartheid. A partir de 1985, ele iniciou o diálogo sobre sua libertação com o Partido Nacional, que exigia que ele não voltasse à luta armada. Neste ano, ele passou por uma cirurgia na próstata e, ao voltar para a prisão, passou a ser mantido em uma cela sozinho.

Em 1988, Mandela passou por um tratamento contra tuberculose e foi transferido para uma casa na prisão Victor Verster.

Em 2 de fevereiro de 1990, o presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk reinstituiu o Congresso Nacional Africano (CNA). No dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto e, em um evento transmitido mundialmente, disse que continuaria lutando pela igualdade racial no país.

Prêmio Nobel e presidência
Em 1991, Mandela foi eleito novamente presidente do CNA. Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz em 1993, por seus esforços para trazer a paz ao país.

Mandela encabeçou uma série de articulações políticas que culminaram nas primeiras eleições democráticas e multirraciais do país em 27 de abril de 1994.

O CNA ganhou com 62% dos votos, enquanto o Partido Nacional teve 20%. Com o resultado, Mandela tornou-se o primeiro líder negro do país e também o mais velho, com 75 anos. Ele tomou posse em 10 de maio de 1994.

A gestão do presidente foi marcada por políticas antiapartheid, reformas sociais e de saúde.

Em 1996, Mandela se divorciou de Nomzamo Winnie Madikizela por divergências políticas que se tornaram públicas. Em 1998, no dia de seu 80º aniversário, ele se casou com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Em 1999, não se candidatou à reeleição e se aposentou da carreira política. Desde então, ele passou boa parte de seu tempo em sua casa no vilarejo de Qunu, onde passou a infância, na província pobre do Cabo Leste.

Causas sociais
Após o fim da carreira política, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos.

Participou de uma campanha de arrecadação de fundos para combater a Aids que tinha como símbolo o número 46664, que carregava quando esteve na prisão.

Em 2008, a comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows em Londres, que contou com a presença de artistas e celebridades engajadas na campanha. Uma estátua de Mandela foi erguida na Praça do Parlamento, na capital inglesa.

Em novembro de 2009, a ONU anunciou que o dia de seu aniversário seria celebrado em todo o mundo como o Dia Internacional de Mandela, uma iniciativa para estimular todos os cidadãos a dedicar 67 minutos a causas sociais – um minuto por ano que ele dedicou a lutar pela igualdade racial e ao fim do apartheid.

 

 

Do História Por Estudantes: EUA planejavam detonar bomba atômica na Lua durante a Guerra Fria

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De acordo com jornais britânicos, os Estados Unidos desejavam demonstrar seu poder de fogo com explosões nucleares no solo lunar.

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A explosão deveria intimidar a União Soviética durante a Guerra Fria .

De acordo com o físico Leonard Reiffe, que teria participado do “Projeto A119″, como era conhecido, esse plano daria aos Estados Unidos o ânimo que precisavam depois de terem visto os adversários colocarem em órbita o primeiro satélite artificial do mundo, em 1957.

Já o jornal The Sun alega que, para a realização desse plano, os EUA usariam uma bomba atômica, pois a bomba de hidrogênio seria pesada demais. Entre as pessoas que colaboraram com cálculos avaliados pelo governo americano estava o astrônomo Carl Sagan que, na época, era bastante jovem.

Os militares abandonaram essa ideia, que deveria ter acontecido em 1959, por temer os efeitos colaterais que a Terra poderia sofrer no caso de algo dar errado. Os documentos secretos que comprovam a existência do plano foram mantidos em segredo por quase 45 anos e os EUA nunca confirmaram formalmente o seu envolvimento nesse estudo.

Em vez de explodir bombas na Lua, o país resolveu, então, apostar na corrida espacial contra a União Soviética, o que levou os Estados Unidos a enviarem o primeiro ser humano para a Lua, em julho de 1969.

Do História Por Estudantes: Você sabia que os EUA já tentaram cercar a Terra com agulhas de cobre?

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A ideia era aprimorar a comunicação por ondas de rádio durante a Guerra Fria. Milhões de agulhas foram enviadas ao espaço e algumas circulam por lá até hoje.

 

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Imagine o cenário da Guerra Fria, envolto em longas disputas entre os EUA e a União Soviética, mas sem, ainda, muita tecnologia de comunicação e espionagem. Em 1958, a Força Aérea Norte-americana pediu para que alguns cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolvessem um sistema de comunicação internacional. Esse sistema, porém, deveria enviar milhões de agulhas para o espaço.

 

O projeto: Sistema de dispersão das agulhas

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Já se sabia, por exemplo, que uma região no alto da atmosfera terrestre tem uma camada ionizada pela radiação ultravioleta do Sol, e as partículas ionizadas dessa região são capazes de refletir, refratar ou absorver ondas de rádio. Não se sabia ao certo se isso permitiria a realização de transmissão de rádio ou se interferiria nessas transmissões – a quantidade de ionização poderia variar.

ideia era enviar 480 milhões de microagulhas de cobre, com menos de 1 cm de comprimento, para a órbita terrestre. Isso poderia equilibrar o nível de ionização da camada capaz de realizar transmissões de rádio. Em 1961 foi realizada a primeira tentativa, mas sem sucesso, já que as agulhas não se espalharam como era esperado.

Do Mega Curioso: Descoberta arqueológica no Nepal pode alterar a data de nascimento do Buda

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Pesquisadores descobriram o que pode vir a ser uma das primeiras evidências que ligam o Buda a um determinado período histórico

 

Escavações inéditas realizadas no Jardim de Secreto de Lumbini, no Nepal – cidade que foi considerada patrimônio mundial pela UNESCO em 1997 por ser o local de nascimento do Buda – revelaram partes de uma estrutura de madeira desconhecida sob uma série de templos construídos com tijolos. Seguindo o mesmo padrão dos templos mais modernos levantados acima, a estrutura apresenta um espaço central aberto que pode estar relacionado às histórias sobre o nascimento do Buda.

“Sabemos muito pouco sobre a vida do Buda, exceto através de fontes textuais e da tradição oral”, explica o arqueólogo Robin Coningham, da Universidade Durham, na Inglaterra. O pesquisador lembra que alguns arqueólogos chegam a apontar que o nascimento do Buda ocorreu no século 3 a. C. “Agora, pela primeira vez, temos uma sequência arqueológica em Lumbini que mostra uma antiga construção do século 6 a. C.”, revela Coningham.

Fonte da imagem: Reprodução/UNESCO

Um pouco de história

De acordo com os relatos históricos mais apurados, Sidarta Gautama – mundialmente conhecido como o Buda – seria filho da Rainha Mayadevi e teria nascido em Lumbini, um distrito de Nepal. O local, que foi redescoberto por arqueólogos nepaleses em 1896, se tornou um dos quatro destinos de peregrinação tradicionalmente associados à vida do Buda.

Estima-se que Sidarta Gautama tenha nascido cerca de 563 a. C. e tenha falecido por volta de 483 a. C. Mas essas datas não são consenso entre a comunidade científica, já que alguns historiadores defendem que o Buda nasceu no século 4 a. C. e morreu, no máximo, por volta de 380 a.C.

A nova escavação feita no Nepal pode se tornar fundamental para reescrever um importante período da história. De acordo com as descobertas de Coningham e sua equipe, o Buda teria nascido no século 6 a.C. Um dos indícios é que o pesquisador acredita que o santuário encontrado tenha servido como inspiração para a construção do templo de tijolos de Mayadevi.

Além disso, a área aberta encontrada no subsolo aponta um espaço onde um dia uma árvore pode ter crescido. Vale notar que a lenda budista conta que Gautama nasceu debaixo de uma árvore na cidade de Lumbini, o que faz com que a descoberta do mais antigo santuário encontrado até hoje seja ainda mais intrigante.

Mais detalhes

De acordo com o National Geographic, a escavação revelou postes de madeira que formavam uma espécie de cerca que circundava o santuário e datam de 550 a. C. A parte central da estrutura não tinha cobertura e o solo continha raízes de árvores mineralizadas e cercadas por argila. Ainda, as raízes das árvores parecem ter sido fertilizadas, um sinal de que ocorreram sacrifícios e oferendas no local conforme manda a tradição indiana. Esse fato confirma que se trata de um santuário.

Para estabelecer o período dos diversos artefatos encontrados – como pedaços de carvão, grãos e areia –, os arqueólogos utilizaram a datação por radiocarbono e técnicas de luminescência estimulada.

A investigação arqueológica foi patrocinada pelo governo do Japão em parceria com o governo do Nepal. Trata-se de um projeto da UNESCO que visa fortalecer a conservação e a administração da cidade de Lumbini. A pesquisa também contou com o apoio das universidades de Durham e Stirling, na Inglaterra, e do Fundo de Exploração Global da National Geographic Society.

Fonte UNESCO National Geographic LiveScience io9

Do Mega Curioso: Estas 15 fotografias têm um valor histórico impressionante. Confira!

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As imagens que você vai ver a seguir ilustram passagens importantes de momentos particulares e sociais

 

Como você sabe, uma fotografia tirada no momento certo muitas vezes consegue expressar mais do que um longo relato. É exatamente o caso das imagens a seguir, totalmente emocionantes e cheias de significado. Confira:

1 – Libertação

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Momento no qual prisioneiros judeus foram libertos de um campo de treinamento chamado “Trem da morte”, em 1945, perto do Rio Elba.

2 – Despedida

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Eles são da mesma família, mas um vive na Coreia do Norte e o outro na do Sul. A foto, feita no dia 31 de outubro de 2010, registra o momento da despedida após um almoço entre familiares das duas Coreias. Na ocasião, 436 sul-coreanos tiveram permissão para passar três dias na Coreia do Norte para encontrar seus familiares, dos quais eles estavam separados desde a década de 1950.

3 – Reencontro

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Um homem encontra seu cachorro depois do tsunami de 2011 no Japão.

4 – O beijo no asfalto

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

O australiano Scott Jones beija a namorada. A moça foi jogada ao chão por policiais durante manifestações populares no Canadá.

5 – Final feliz

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Phyllis Siegel, de 76 anos, e Connie Kopelov, de 84, formam o primeiro casal do mesmo sexo a se casar no escriturário de Manhattan, em 2011.

6 – Tristeza

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Em tempos de Segunda Guerra Mundial, este francês chorava ao saber que os nazistas tinham ocupado Paris.

7 – Ajuda

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Durante um grande incêndio na região de Vitória, na Austrália, em 2009, este bombeiro parou para dar água a um coala.

8 – Amizade

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

A pequena Tanisha Blevin, de apenas cinco anos, segurava a mão de Nita LaGarde, 105, enquanto as duas eram retiradas das áreas de risco em Nova Orleans, depois da passagem do furacão Katrina.

9 – Saudade

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Depois de servir no Iraque, Terri Gurrola reencontrou sua filha.

10 – Susto

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Essa foi a expressão de Harold Whittles ao ouvir pela primeira vez na vida, depois de um implante auricular.

11 – Família

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Um prisioneiro de guerra alemão foi liberto pela União Soviética e reencontrou sua filha, que tinha visto o pai pela última vez quando tinha apenas um ano.

12 – De longe

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

O astronauta William Anders fez esse registro durante a missão Apolo 8, em 1968.

13 – Abraço

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Um tornado em março de 2012 destruiu a casa de Greg Cook, no Alabama. Felizmente, ele encontrou sua cachorrinha Coco, escondida no interior da residência.

14 – Falta

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Irmãs posando para a mesma foto, em três períodos diferentes de suas vidas.

15 – História

Fonte da imagem: Reprodução/Thearcanefront

Soldado veterano russo se ajoelha diante do tanque que comandou durante a guerra e que agora é um monumento.