Do Pragmatismo Político: Os corpos negros que assustaram o Shopping Vitória

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Shopping Vitória: corpos negros no lugar errado. Presos, achincalhados e sob os aplausos dos ‘consumidores’

 

No dia seguinte ao tumulto que assustou clientes e lojistas por volta das 18 horas de sábado, o movimento no Shopping Vitória estava tranquilo, e em nada parecia com a confusão presenciada menos de 24 horas antes. Mas, nos corredores, o assunto ainda repercutia.

A assessoria de comunicação do Shopping Vitória descartou a ocorrência de um arrastão no interior do estabelecimento e afirma que nenhuma loja foi roubada ou danificada durante o tumulto.

Uma lojista, que pediu para não se identificar, estava nas proximidades da praça de alimentação e presenciou a abordagem dos policiais e conta que viu agressões aos suspeitos. “A maioria dos jovens abordados eram menores de idade. Vi um policial dando um soco, de baixo para cima, em um garoto”, afirma.

confusão racismo shopping vitória
Confusão no Shopping Vitória (Reprodução / Facebook)

O técnico em informática Eduardo Elias estava na praça de alimentação e viu a ação policial. Apesar dos momentos de susto com a invasão do shopping, ele diz que a polícia agiu com truculência. “Parte dos que estavam sendo revistados era menores de idade. Vi um garoto sendo jogado no chão por um policial”, afirma.

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Confira abaixo texto de Douglas Belchior sobre o incidente no Shopping Vitória:

 

Shopping Vitória: corpos negros no lugar errado

Sábado, 30 de novembro, fim de tarde. Várias viaturas da Polícia Militar, Rotam e Batalhão de Missões Especiais cercaram o Shopping Vitória, na Enseada do Suá, no Espírito Santo. Missão: proteger lojistas e consumidores ameaçados por uma gente preta, pobre e funkeira que, “soube-se depois”, não ocuparam o shopping para consumir ou saquear, mas para se proteger da violência da tropa da PM que acabara de encerrar a força o baile Funk que acontecia no Pier ao lado.

Amedrontados, lojistas e consumidores chamaram a polícia e o que se viu foram cenas clássicas de racismo: Nenhum registro de violência, depredação ou qualquer tipo de crime. Absolutamente nada além da presença física. Nada além do corpo negro, em quantidade e forma inaceitável para aquele lugar, território de gente branca, de fala contida, de roupa adequada.

E a fila indiana; e as mãos na cabeça; e o corpo sem roupa, como que a explicitar cicatrizes nas costas ou marcas de ferro-em-brasa, para que assim não se questione a captura.

A narrativa de Mirts Sants, ativista do movimento negro do Espírito Santos nos leva até a cena:

“Em Vitória, a Polícia Militar invadiu um pier onde estava sendo realizado um baile funk, alegando que estaria havendo briga entre grupos. Umas dezenas de jovens fugiram, amedrontados, e se refugiaram num shopping próximo.

Foi a vez, entretanto, de os frequentadores do shopping entrarem em pânico, vendo seu ‘fetiche de segurança’ ameaçado por “indesejáveis, vestidos como num baile funk, de tez escura e fragilizando o limite das vitrines que separam os consumidores de seus desejos”. Resultado: chamaram a PM, acusando os jovens de quererem fazer um arrastão.

A Polícia chegou rapidamente e saiu prendendo todo e qualquer jovem que se enquadrasse no ‘padrão funk’. Fez com que descessem em fila indiana e depois os expôs à execração pública, sentados no chão com as mãos na cabeça. E isso tudo apesar de negar que tenha havido qualquer arrastão, “exceto na versão alarmista dos frequentadores”.

Se chegou a haver algo parecido com uma tentativa de ‘arrastão’ ao que parece é impossível saber. Para alguns dentre os presentes, a negativa da PM teve como motivo “preservar a reputação do shopping como templo de segurança”. Se assim foi, a foto acima, com os jovens sentados no chão sob vigilância, e o vídeo abaixo, mostrando-os sendo forçados a descer em fila indiana sob a mira da Polícia, se tornam ainda mais graves como exemplos de arbítrio, violência e desrespeito aos direitos humanos. E isso só se torna pior quando acontece ainda sob os aplausos dos ‘consumidores’…”

 

 

O suposto disparo, a dita “confusão” e o inevitável corre-corre só houve após a chegada da polícia no baile Funk.

O secretário de Segurança Pública do Estado, André Garcia, mente. Afirma não ter havido abuso. “Havia um tumulto e algumas pessoas relataram furtos na praça de alimentação. A polícia agiu corretamente. A intenção era identificar quem invadiu o shopping”, diz ele.

Invasão? Muitos relatos afirmam que os jovens se “abrigaram” no shopping para se proteger! Testemunhas disseram que as pessoas se assustaram foi com a presença e a forma de atuação da polícia dentro do shopping.

E mente ao dizer que “a polícia entrou no shopping após receber informações de que pessoas armadas estariam no local”, algo que não foi constatado pelas revistas feitas no interior do estabelecimento. Os únicos armados, caro secretário, eram seus homens.

Lojistas e consumidores relataram agressões aos ‘suspeitos’: ” Vi um policial dando um soco, de baixo para cima, em um garoto”; “o clima ficou mais tenso ao serem vistos policiais entrando armados no shopping”; “Parte dos que estavam sendo revistados era menores de idade. Vi um garoto sendo jogado no chão por um policial”.

A própria assessoria de comunicação do Shopping Vitória descartou a ocorrência de um arrastão no interior do estabelecimento e afirmou que nenhuma loja foi roubada ou danificada;

Mas ao final, o Secretário assume sua tarefa racista: “Quando se encontra uma atitude suspeita, a abordagem é uma ação normal. A polícia está autorizada a fazer isso. A população tem que entender”, disse ele a um jornal, afirmando que o critério para uma abordagem depende das circunstâncias, perfil das pessoas e quais queixas são apresentadas.

Sim, e é verdade, “Sr. Secretário”: circunstâncias, perfis e queixas, que sempre tem como principal objeto de provocação o corpo negro. Alguma novidade?

REAÇÃO

Lula Rocha, importante militante do movimento negro do Espírito Santo, em conjunto com diversos outros ativistas e organizações do movimento negro e movimentos sociais da capital prometem reagir e organizar um mega baile funk ao ar livre em frente o Shopping Vitória.

Criminalizado como um dia fora a capoeira, o futebol, o samba a MPB e o RAP, o funk moderno é tão contraditório em seu conteúdo quanto o é resistência em sua forma e estética. E se está servindo também para fazer aflorar o racismo enraizado na alma das elites hipócritas – muito mais vinculadas aos valores da luxuria e ostentação que a turma do funk, declaro pra geral: Sou funkeiro também!

Vídeos:

 

 

 

com NegroBelchior e A Gazeta

 

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Do Pragmatismo Político: 12 mil saíram de casa para detonação de bomba da 2ª Guerra na Alemanha

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Detonação de bomba da II Guerra obriga 12 mil a sair de casa em cidade da Alemanha. Artefato, de 250 quilos, foi descoberto durante obra na cidade de Oranienburg, a 40 km de Berlim

 

A detonação nesta quarta-feira (04/12) de uma bomba de 250 quilos da Segunda Guerra Mundial obrigou a polícia a evacuar praticamente todo o centro da cidade de Oranienburg, que fica a 40 km ao norte de Berlim. Aproximadamente 12 mil pessoas precisaram ser retiradas de casa e a estação central de trens da cidade – ponto final de uma das linhas de trem urbano da capital alemã – precisou ser fechada.

A bomba foi descoberta na segunda-feira (02/11). Na terça (03), detectou-se que ela estava tão danificada que precisaria ser detonada. Inicialmente, a área a ser evacuada era de, somente, 100 metros. Por conta do poder destrutivo do artefato, esse total subiu para 1 km e compreendeu quase todo o centro da cidade, que tem 41 mil habitantes.

Policiais foram de casa em casa para conferir se havia alguém. O comércio da região também foi impedido de abrir e a linha de S-Bahn (trem regional) que sai de Berlim com destino a Oranienburg, interrompida.

Já se tornou parte da rotina da Alemanha descobrir bombas não detonadas da Segunda Guerra Mundial. Só nesta semana, outro artefato foi descoberto na região de Hohen Neuendorf, que faz fronteira com Berlim e está no meio do caminho entre a capital e Oranienburg. Cerca de 1.000 pessoas, segundo a rede de televisão RBB, precisarão sair de casa.

No começo de novembro, uma bomba de 1,8 tonelada foi desarmada em Dortmund, a 600 km de Berlim, e 20 mil pessoas tiveram que sair de casa. Em dezembro de 2011 aconteceu a maior evacuação da história da Alemanha, com cerca de 45 mil pessoas afetadas, devido às tarefas de desativação de um artefato, também de 1,8 tonelada, descoberto na cidade de Koblenz.

bomba alemanha segunda guerra
Bomba encontrada em Dortmund pesava 1,8 tonelada (Efe)

Opera Mundi

 

Do Central da História: Filme – Lemon Tree

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Infelizmente não foi possível disponibilizar o filme em português, mas mesmo assim achei interessante, para aqueles que tiverem uma noção de inglês vale a pena assistir!

 

 

Do História Interativa: Inventados durante a guerra fria!!

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Forno de microondas. INVENTOR – Percy Spencer

PAÍS – Estados Unidos/Guerra fria (1945-1991)

Quando a Segunda Guerra estava no fim, um funcionário da fornecedora militar Raytheon, o engenheiro Percy Spencer, notou que um chocolate em seu bolso derreteu quando ele inspecionava magnétrons, componentes usados em radares. Deduzindo que o chocolate havia derretido por causa do calor gerado pelos magnétrons, Percy criou um aparelho para aquecer comida usando esse princípio. A Raytheon comprou a idéia e lançou o microondas.

CURIOSIDADE – O primeiro microondas pesava 340 quilos e custava de 2 mil a 3 mil dólares! 

Computador. INVENTOR – Engenheiros da Universidade da Pensilvânia

PAÍS – Estados Unidos/Guerra fria (1945-1991)

O primeiro computador, chamado de Eniac, surgiu nos Estados Unidos. Projetado para o Exército americano, o aparelho servia para ajudar nos cálculos de artilharia.  Ficou pronto em 1946 e ajudou nos cálculos para construir a bomba de hidrogênio, testada pelos Estados Unidos em 1952.

CURIOSIDADE – A máquina tinha mais de 2 metros de altura e ocupava uma área de 15 por 9 metros – algo como um armário gigante. Custou em torno de 400 mil dólares.

 

Do História Interativa: Por que o nome Guerra Fria?

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A mais longa guerra dos últimos tempos não teve conflitos armados. Iniciada em 1945, a Guerra Fria foi uma batalha de idéias entre os Estados Unidos e a União Soviética,  disputavam a supremacia ideológica. As duas nações usaram a corrida armamentista, que culminou com o estoque de arsenal nuclear, como forma de ameaçar ao bloco antagônico. O combate armado era improvável porque tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética possuíam arma suficiente para destruir toda a população do planeta. O medo da mútua destruição fazia com que a guerra permanecesse numa “paz fria”.

A explosão da bomba atômica sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, é um dos marcos simbólicos do início da Guerra Fria. Outro marco é a construção do muro de Berlim, que acabou por dividir, em outubro de 1949, a Alemanha em dois países: um influenciado pelos países capitalistas e o outro pelo soviético.

Em 1989, com a queda do muro de Berlim, e em 1990, com o desmantelamento da União Soviética, a guerra esfriou de vez.

 

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Do Walking On History: 15 curiosidades sobre Hitler

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Ao ver assim, percebemos que Hitler havia uma grande mentalidade, sua imaginação era grande! Poderia se esperar de tudo dele, o incrível é que ele poderia ter usado sua “mentalidade” para o bem, pois fazer uma nação acreditar em suas “crenças”, apesar de não ser alemão, conseguiu um grande feito! 

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1. Hitler era austríaco, e não Alemão, como muitos pensam. Ele nasceu numa cidadezinha chamada Braunau am Inn localizada no norte da Áustria, que na época do nascimento de Hitler fazia parte do Império Áutro-Húngaro. Hitler ficou órfão aos 19 anos e em maio de 1913 ele recebeu uma pequena herança do seu pai, e mudou-se para Munique.

2. Hitler foi um sobrenome gerado pelo erro de um padre. Maria Anna Schiklgruber, sua avó, havia sido empregada doméstica na mansão de um barão celibatário e mulherengo do clã Rothschild, em Viena, e por ele engravidada, sendo então, devolvida à casa paterna, onde contraiu núpcias com um trabalhador rural de nome Johan Georg Hiedler, que criou a criança bastarda, de nome Alois Schiklgruber. Somente aos 40 anos, Alois Schiklgruber veio a ser perfilhado por seu tio Johan Nepomuck Hiedler, de quem recebeu o nome de família Hiedler. Alois Hiedler era o pai de Adolf Hitler, assim nomeado por um erro do pároco em seu registro de nascimento.

3. Hitler reprovou um ano e deixou a escola aos 16. Seu pai queria que ele fosse um tipo de servidor público, mas Hitler queria ser pintor. Depois que seu pai morreu, Hitler deixou a escola e foi se aventurar em Viena às custas da pensão que recebia por causa do pai. A Academia de Belas Artes de Viena rejeitou sua filiação duas vezes, argumentando que ele não tinha originalidade e desenhava as pessoas de uma forma estranha. Se Hitler tivesse sido aceito naquela Academia de Belas Artes de Viena, talvez a segunda guerra mundial nunca teria acontecido.

 

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4. Apesar de não ser cidadão Alemão, Hitler desenvolveu um intenso patriotismo pela Alemanha e se alistou como um simples soldado para defender o país quando este entrou na Primeira Guerra Mundial. Em 1918, já no final da guerra, Hitler chegou a um hospital de campanha vítima de um ataque com gás mostarda, que o deixou cego por 3 dias. Ele recebeu uma condecoração por ferimentos de guerra e mais duas medalhas importantes, a Cruz de Ferro e a Cruz de Ferro de Primeira Classe.

5. Hitler foi preso. O Putsch da Cervejaria foi uma malfadada tentativa de golpe de Adolf Hitler e seu Partido Nazista contra o governo da região alemã da Baviera, ocorrida em 9 de novembro de 1923. O objetivo do Führer era tomar as rédeas do governo bávaro para, em seguida, tentar abocanhar o poder em todo o país. Mas a tresloucada ação foi rapidamente controlada pela polícia bávara, sendo que Hitler e vários correligionários – entre eles Rudolf Hess – acabaram presos. Em Abril de 1924 Hitler foi condenado a 5 anos de prisão, mas foi anistiado e passou pouco mais de 6 meses.

6. Enquanto esteve preso, Hitler escreveu um livro chamado Mein Kampf (em português, Minha Luta), um livro de dois volumes, no qual ele expressou suas ideias anti-semitas, racialistas e nacionalistas, então adotadas pelo partido nazista. O primeiro volume foi escrito na prisão e editado em 1925, o segundo foi escrito por Hitler fora da prisão e editado em 1926. Mein Kampf tornou-se um guia ideológico e de ação para os nazistas, e ainda hoje influencia os neonazistas, sendo chamado por alguns de “Bíblia Nazista”.

7. No dia 20 de abril de 1945, enquanto o exército soviético ia entrando em Berlim, Hitler comemorava seu 56º aniversário no seu abrigo. Um de seus generais mandou distribuir chocolates às tropas em honra ao aniversário do Führer.

8. Para garantir que o cianureto que tomaria para se matar era eficiente, Hitler fez um teste em sua querida cachorra, uma Pastor Alemão, chamada Blondi. A coitadinha morreu, é claro.

9. Em termos amorosos, sua maior paixão foi sua sobrinha Geli Raubal, uma jovem de seus vinte e poucos anos. Houve rumores que ela era amante de Hitler, o que ele, furioso, desmentia. Mas fato era que Hitler superprotegia ela, não a deixava sair e ter amigos, restringia sua liberdade, até que ela não aguentou, e um dia se suicidou.

10. Segundo depoimentos de Otto Strasser, Geli tinha participado em sessões sadomasoquistas com Hitler, chegando inclusive a urinar sobre sua cabeça. Otto dizia também que Hitler teria descoberto que ela se tornara amante de um violinista ou professor de música judeu e, temendo ter suas perversões sexuais reveladas, assassinou a jovem ou levou-a a cometer suicídio em seu apartamento, em Munique.  Mas a credibilidade destes acontecimentos é bastante questionável: inicialmente próximo a Hitler e militante ativo do nacional-socialismo, Otto Strasser acabou divergindo de algumas das ideias do nazismo para, finalmente, romper com o partido, fundar seu próprio movimento, a Frente Negra, e acabar se exilando da Alemanha. Por causa disso, o Fürher mandou matar o irmão do ex-companheiro na chamada Noite dos Longos Punhais.  É muito provável, portanto, que a teoria defendida por Strasser esteja profundamente contaminada pelo rancor que ele nutria por Hitler. E, apesar de vários indícios sugerirem que Geli de fato não tirou a própria vida, nada aponta para qualquer perversão sexual em sua relação com o tio.

11.  A sexualidade de Hitler também sempre alimentou as mais estranhas teorias: já se falou que ela era impotente, homossexual não assumido, pervertido, pedófilo e até monórquido (portador de um único testículo). Mas poucos desses rumores encontram sustentação em documentos históricos. O mesmo se pode dizer dos boatos sobre sua impotência ou sobre a deformidade de seus testículos: o médico de família de Hitler, doutor Eduard Bloch, já desmentiu essas teses, afirmando categoricamente que examinou o Führer durante a infância e constatou que ele tinha uma “genitália normal”.

12. Durante toda a década de 30, Hitler relacionou-se com várias mulheres mas ao final sempre voltava aos braços de Eva Braun, com quem se casou na véspera de seu suicídio  Eva Braun foi tão fiel a Hitler, que se matou junto com ele um dia depois de se casarem!

13.  Hitler sobreviveu sem ferimentos graves a 42 atentados contra sua vida.

A Operação Valquíria foi um dos 15 planos elaborados por militares alemães para assassinar Adolf Hitler. A última tentativa de assassiná-lo foi o atentado de 20 de julho de 1944, realizado pelo coronel Claus Schenk Graf von Stauffenberg em nome do movimento da resistência alemã, do qual faziam parte vários oficiais. Hitler saiu apenas levemente ferido da explosão de uma bomba em seu quartel-general, o Wolfsschanze (“Toca do Lobo”). A represália não se fez esperar: mais de quatro mil pessoas, membros e simpatizantes da resistência, foram fuzilados. Tal atentado não impediu Hitler de, menos de uma hora depois, se encontrar em perfeitas condições físicas com o ditador fascista italiano Benito Mussolini.

14. Hitler era canhoto, tinha fotofobia (sensibilidade ou aversão a qualquer tipo de luz), odiava cigarro, era abstêmio e dizia-se também que era vegetariano.

15. O ódio aos Judeus, historicamente manifestado por Adolf Hitler, seria derivado do fato dele pensar que os judeus, assim como os gays, deficientes físicos, negros, testemunhas de jeová e ciganos tornavam a raça alemã impura, suja.

Do História Por Estudantes: O que realmente é o fascismo

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Todo mundo sabe que o termo fascista é hoje pejorativo; um adjetivo frequentemente utilizado para se descrever qualquer posição política da qual o orador não goste.  Não há ninguém no mundo atual propenso a bater no peito e dizer “Sou um fascista; considero o fascismo um grande sistema econômico e social.”

Porém, afirmo que, caso fossem honestos, a vasta maioria dos políticos, intelectuais e ativistas do mundo atual teria de dizer exatamente isto a respeito de si mesmos.

O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.

Tente imaginar algum país cujo governo não siga nenhuma destas características acima.  Tal arranjo se tornou tão corriqueiro, tão trivial, que praticamente deixou de ser notado pelas pessoas.  Praticamente ninguém conhece este sistema pelo seu verdadeiro nome.

É verdade que o fascismo não possui um aparato teórico abrangente.  Ele não possui um teórico famoso e influente como Marx.  Mas isso não faz com que ele seja um sistema político, econômico e social menos nítido e real.  O fascismo também prospera como sendo um estilo diferenciado de controle social e econômico.  E ele é hoje uma ameaça ainda maior para a civilização do que o socialismo completo.  Suas características estão tão arraigadas em nossas vidas — e já é assim há um bom tempo — que se tornaram praticamente invisíveis para nós.

E se o fascismo é invisível para nós, então ele é um assassino verdadeiramente silencioso.  Assim como um parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos.  O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma economia que outrora foi vibrante e dinâmica.

As origens do fascismo

A última vez em que as pessoas realmente se preocuparam com o fascismo foi durante a Segunda Guerra Mundial.  Naquela época, dizia-se ser imperativo que todos lutassem contra este mal.  Os governos fascistas foram derrotados pelos aliados, mas a filosofia de governo que o fascismo representa não foi derrotada.  Imediatamente após aquela guerra mundial, uma outra guerra começou, esta agora chamada de Guerra Fria, a qual opôs o capitalismo ao comunismo.  O socialismo, já nesta época, passou a ser considerado uma forma mais branda e suave de comunismo, tolerável e até mesmo louvável, mas desde que recorresse à democracia, que é justamente o sistema que legaliza e legitima a contínua pilhagem da população.

Enquanto isso, praticamente todo o mundo havia esquecido que existem várias outras cores de socialismo, e que nem todas elas são explicitamente de esquerda.  O fascismo é uma dessas cores.

Não há dúvidas quanto às origens do fascismo.  Ele está ligado à história da política italiana pós-Primeira Guerra Mundial.  Em 1922, Benito Mussolini venceu uma eleição democrática e estabeleceu o fascismo como sua filosofia.  Mussolini havia sido membro do Partido Socialista Italiano.

Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas.  O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas.  Exatamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.

Foi também por isso que o próprio Mussolini usufruiu uma ampla e extremamente favorável cobertura na imprensa durante mais de dez anos após o início de seu governo.  Ele era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo.  Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade planejada.  Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o final da década de 1920 até meados da década de 1930.

Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo?  Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle econômico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções econômicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.

O que distingue a variedade fascista de intervencionismo é a sua recorrência à ideia de estabilidade para justificar a ampliação do poder do estado.  Sob o fascismo, grandes empresários e poderosos sindicatos se aliam entusiasticamente ao estado para obter estabilidade contra as flutuações econômicas, isto é, as expansões e contrações de determinados setores do mercado em decorrência das constantes alterações de demanda por parte dos consumidores.  A crença é a de que o poder estatal pode suplantar a soberania do consumidor e substituí-la pela soberania dos produtores e sindicalistas, mantendo ao mesmo tempo a maior produtividade gerada pela divisão do trabalho.

Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justificativa teórica para suas políticas na obra de John Maynard Keynes.  Keynes alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema garantia ao “espírito animal” dos investidores.  Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.

Keynes propôs eliminar esta instabilidade por meio de um controle estatal mais rígido sobre a economia, com o estado controlando os dois lados do mercado de capitais.  De um lado, um banco central com o poder de inflacionar a oferta monetária por meio da expansão do crédito iria determinar a oferta de capital para financiamento, e, do outro, uma ativa política fiscal e regulatória iria socializar os investimentos deste capital.

Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:

Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os auspícios do governo.  Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito abundante e barato. … Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande confiança por um resultado exitoso.  Imagine o quanto isto significaria não apenas para a prosperidade material dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo. (John Maynard Keynes, “An Open Letter to President Roosevelt,” New York Times, December 31, 1933 in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4 (New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)

Keynes se mostrou ainda mais entusiasmado com a difusão de suas ideias na Alemanha.  No prefácio da edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:

A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes, “Prefácio” da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp. 203?05.)

Controle estatal do dinheiro, do crédito, do sistema bancário e dos investimentos é a base exata de uma política fascista.  Historicamente, a expansão do controle estatal sob o fascismo seguiu um padrão previsível.  O endividamento e a inflação monetária pagaram pelos gastos estatais.  A resultante expansão do crédito levou a um ciclo de expansão e recessão econômica.  O colapso financeiro gerado pela recessão resultou na socialização dos investimentos e em regulamentações mais estritas sobre o sistema bancário, ambos os quais permitiram mais inflação monetária, mais expansão do crédito, mais endividamento e mais gastos.  O subsequente declínio no poder de compra do dinheiro justificou um controle de preços e salários, o qual se tornou o ponto central do controle estatal generalizado.  Em alguns casos, tudo isso aconteceu rapidamente; em outros, o processo se deu de maneira mais lenta.  Porém, em todos os casos, o fascismo sempre seguiu este caminho e sempre descambou no total planejamento centralizado.

Na Itália, local de nascimento do fascismo, a esquerda percebeu que sua agenda anticapitalista poderia ser alcançada com muito mais sucesso dentro do arcabouço de um estado autoritário e planejador.  Keynes teve um papel-chave ao fornecer uma argumentação pseudo-científica contra o laissez-faire do velho mundo e em prol de uma nova apreciação da sociedade planejada.  Keynes não era um socialista da velha guarda.  Como ele próprio admitiu na introdução da edição nazista da Teoria Geral, o nacional-socialismo era muito mais favorável às suas ideias do que uma economia de mercado.

Características

Examinando a história da ascensão do fascismo, John T. Flynn, em seu magistral livro As We Go Marching, de 1944, escreveu:

Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre homens da extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação.  Mas a explicação para este fenômeno aparentemente contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais regulamentação.  As motivações, os argumentos, e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um mesmo objetivo, a saber: o sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle teria de ser exercido pelos grupos produtores.

Flynn escreveu que a direita e a esquerda discordavam apenas quanto a quem seria este ‘grupo de produtores’.  A esquerda celebrava os trabalhadores como sendo os produtores.  Já a direita afirmava que os produtores eram os grandes grupos empresariais.  A solução política de meio-termo — a qual prossegue até hoje, e cada vez mais forte — foi cartelizar ambos.

Sob o fascismo, o governo se torna o instrumento de cartelização tanto dos trabalhadores (desde que sindicalizados) quanto dos grandes proprietários de capital.  A concorrência entre trabalhadores e entre grandes empresas é tida como algo destrutivo e sem sentido; as elites políticas determinam que os membros destes grupos têm de atuar em conjunto e agir cooperativamente, sempre sob a supervisão do governo, de modo a construírem uma poderosa nação.

Os fascistas sempre foram obcecados com a ideia de grandeza nacional.  Para eles, grandeza nacional não consiste em uma nação cujas pessoas estão se tornando mais prósperas, com um padrão de vida mais alto e de maior qualidade.  Não.  Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte.

Em outras palavras, grandeza nacional não é a mesma coisa que a sua grandeza ou a grandeza da sua família ou a grandeza da sua profissão ou do seu empreendimento.  Muito pelo contrário.  Você tem de ser tributado, o valor do seu dinheiro tem de ser depreciado, sua privacidade tem de ser invadida e seu bem-estar tem de ser diminuído para que este objetivo seja alcançado.  De acordo com esta visão, é o governo quem tem de nostornar grandes.

Tragicamente, tal programa possui uma chance de sucesso político muito maior do que a do antigo socialismo.  O fascismo não estatiza a propriedade privada como faz o socialismo.  Isto significa que a economia não entra em colapso quase que imediatamente.  Tampouco o fascismo impõe a igualdade de renda.  Não se fala abertamente sobre a abolição do casamento e da família ou sobre a estatização das crianças.  A religião não é proibida.

Sob o fascismo, a sociedade como a conhecemos é deixada intacta, embora tudo seja supervisionado por um poderoso aparato estatal.  Ao passo que o socialismo tradicional defendia uma perspectiva globalista, o fascismo é explicitamente nacionalista ou regionalista.  Ele abraça e exalta a ideia de estado-nação.

Quanto à burguesia, o fascismo não busca a sua expropriação.  Em vez disso, a classe média é agradada com previdência social, educação gratuita, benefícios médicos e, é claro, com doses maciças de propaganda estatal estimulando o orgulho nacional.

O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários setores da economia, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos.  Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.

Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa.  Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas.  Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing.

O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”.  Ele também disse: “O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objetivos.  Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos.”

O futuro

Não consigo imaginar qual seria hoje uma prioridade maior do que uma séria e efetiva aliança anti-fascista.  De certa maneira, ainda que muito desconcertada, uma resistência já está sendo formada.  Não se trata de uma aliança formal.  Seus integrantes sequer sabem que fazem parte dela.  Tal aliança é formada por todos aqueles que não toleram políticos e politicagens, que se recusam a obedecer leis fascistas convencionais, que querem mais descentralização, que querem menos impostos, que querem poder importar bens sem ter de pagar tarifas escorchantes, que protestam contra a inflação e seu criador, o Banco Central, que querem ter a liberdade de se associar com quem quiserem e de comprar e vender de acordo com termos que eles próprios decidirem, por aqueles que insistem em educar seus filhos por conta própria, por aqueles investidores, poupadores e empreendedores que realmente tornam possível qualquer crescimento econômico e por aqueles que resistem ao máximo a divulgar dados pessoais para o governo e para o estado policial.

Tal aliança é também formada por milhões de pequenos e independentes empreendedores que estão descobrindo que a ameaça número um à sua capacidade de servir aos outros por meio do mercado é exatamente aquela instituição que alega ser nossa maior benfeitora: o governo.

Quantas pessoas podem ser classificadas nesta categoria?  Mais do que imaginamos.  O movimento é intelectual.  É cultural.  É tecnológico.  Ele vem de todas as classes, raças, países e profissões.  Não se trata de um movimento meramente nacional; ele é genuinamente global.  Não mais podemos prever se os membros se consideram de esquerda, de direita, independentes, libertários, anarquistas ou qualquer outra denominação.  O movimento inclui pessoas tão diversas como pais adeptos do ensino domiciliar em pequenas cidades e pais em áreas urbanas cujos filhos estão encarcerados por tempo indeterminado e sem nenhuma boa razão.

E o que este movimento quer?  Nada mais e nada menos do que a doce liberdade.  Ele não está pedindo que a liberdade seja concedida ou dada.  Ele apenas pede a liberdade que foi prometida pela própria vida, e que existiria na ausência do estado leviatã que nos extorque, escraviza, intimida, ameaça, encarcera e mata.  Este movimento não é efêmero.  Somos diariamente rodeados de evidências que demonstram que ele está absolutamente correto em suas exigências.  A cada dia, torna-se cada vez mais óbvio que o estado não contribui em absolutamente nada para o nosso bem-estar.  Ao contrário, ele maciçamente subtrai nosso padrão de vida.

Nos anos 1930, os defensores do estado transbordavam de ideias grandiosas.  Eles possuíam teorias e programas de governo que gozavam o apoio de vários intelectuais sérios.  Eles estavam emocionados e excitados com o mundo que iriam criar.  Eles iriam abolir os ciclos econômicos, criar desenvolvimento social, construir a classe média, curar todas as doenças, implantar a seguridade universal, acabar com a escassez e fazer vários outros milagres.  O fascismo acreditava em si próprio.

Hoje o cenário é totalmente distinto.  O fascismo não possui nenhuma ideia nova, nenhum projeto grandioso — nem mesmo seus partidários realmente acreditam que podem alcançar os objetivos almejados.  O mundo criado pelo setor privado é tão mais útil e benevolente do que qualquer coisa que o estado já tenha feito, que os próprios fascistas se tornaram desmoralizados e cientes de que sua agenda não possui nenhuma base intelectual real.

É algo cada vez mais amplamente reconhecido que o estatismo não funciona e nem tem como funcionar.  O estatismo é e continua sendo a maior mentira do milênio.  O estatismo nos dá o exato oposto daquilo que promete.  Ele nos promete segurança, prosperidade e paz.  E o que ele nos dá é medo, pobreza, conflitos, guerra e morte.  Se queremos um futuro, teremos nós mesmos de construí-lo.  O estado fascista não pode nos dar nada.  Ao contrário, ele pode apenas atrapalhar.

Por outro lado, também parece óbvio que o antigo romance dos liberais clássicos com a ideia de um estado limitado já se esvaneceu.  É muito mais provável que os jovens de hoje abracem uma ideia que 50 anos atrás era tida como inimaginável: a ideia de que a sociedade está em melhor situação sem a existência de qualquer tipo de estado.

Eu diria que a ascensão da teoria anarcocapitalista foi a mais dramática mudança intelectual ocorrida em minha vida adulta.  Extinta está a ideia de que o estado pode se manter limitado exclusivamente à função de vigilante noturno, mantendo-se como uma entidade pequena que irá se limitar a apenas garantir direitos essenciais, adjudicar conflitos, e proteger a liberdade.  Esta visão é calamitosamente ingênua.  O vigia noturno é o sujeito que detém as armas, que possui o direito legal de utilizar de violência, que controla todas as movimentações das pessoas, que possui um posto de comando no alto da torre e que pode ver absolutamente tudo.  E quem vigia este vigia?  Quem limita seu poder?  Ninguém, e é exatamente por isso que ele é a fonte dos maiores males da sociedade.  Nenhuma lei, nenhuma constituição bem fundamentada, nenhuma eleição, nenhum contrato social irá limitar seu poder.

Com efeito, o vigia noturno adquiriu poderes totais.  É ele quem, como descreveu Flynn, “possui o poder de promulgar qualquer lei ou tomar qualquer medida que lhe seja mais apropriada”.  Enquanto o governo, continua Flynn, “estiver investido do poder de fazer qualquer coisa sem nenhuma limitação prática às suas ações, ele será um governo totalitário.  Ele possui o poder total”.

Este é um ponto que não mais pode ser ignorado.  O vigia noturno tem de ser removido e seus poderes têm de ser distribuídos entre toda a população, e esta tem de ser governada pelas mesmas forças que nos trazem todas as bênçãos possibilitadas pelo mundo material.

No final, esta é a escolha que temos de fazer: o estado total ou a liberdade total.  O meio termo é insustentável no longo prazo.  Qual iremos escolher?  Se escolhermos o estado, continuaremos afundando cada vez mais, e no final iremos perder tudo aquilo que apreciamos enquanto civilização.  Se escolhermos a liberdade, poderemos aproveitar todo o notório poder da cooperação humana, o que irá nos permitir continuar criando um mundo melhor.

Na luta contra o fascismo, não há motivos para se desesperar.  Temos de continuar lutando sempre com a total confiança de que o futuro será nosso, e não deles.

O mundo deles está se desmoronando.  O nosso está apenas começando a ser construído.  O mundo deles é baseado em ideologias falidas.  O nosso é arraigado na verdade, na liberdade e na realidade.  O mundo deles pode apenas olhar para o passado e ter nostalgias daqueles dias gloriosos.  O nosso olha para frente e contempla todo o futuro que estamos construindo para nós mesmos.  O mundo deles se baseia no cadáver do estado-nação.  O nosso se baseia na energia e na criatividade de todas as pessoas do mundo, unidas em torno do grande e nobre projeto da criação de uma civilização próspera por meio da cooperação humana pacífica.

É verdade que eles possuem armas grandes e poderosas.  Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras.  Já nós possuímos a única arma que é genuinamente imortal: a ideia certa.  E é isso que nos levará à vitória.

Como disse Mises,

No longo prazo, até mesmo o mais tirânico dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade, não é páreo para um combate contra ideias.  No final, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano.  E então os vários oprimidos irão se elevar em uma rebelião e destronar seus senhores.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1343

Do História Mutante: O Brasil na Guerra Fria

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Sabemos que a Guerra Fria que tomou conta do mundo pós-Segunda Guerra foi desenvolvida por meio de negociações diplomáticas e atos públicos que deveriam demonstrar a qual bloco político e ideológico cada uma das nações do mundo estaria alinhada.
Com relação aos Estados Unidos, bem sabemos que sua função de líder do bloco capitalista lhe impeliu de acompanhar de perto os eventos políticos que se desenrolavam nos demais Estados americanos. Tal preocupação se agravou nos fins da década de 1950, quando a Revolução Cubana impôs uma séria ameaça à hegemonia do bloco capitalista no continente americano.

Dessa forma, observamos a imposição de mecanismos de controle cada vez mais rígidos sobre os governos latino-americanos.
Nesse período, enquanto o país vivia sob a incógnita postura política dos regimes populistas, autoridades norte-americanas enviaram propostas que desejavam saber mais claramente sobre o direcionamento político brasileiro.
Trecho de uma carta, de 1960, do presidente John F. Kennedy endereçada a João Goulart, que na época ocupava o posto de vice-presidente da República. Retirada diretamente dos arquivos pessoais desse estadista brasileiro, o documento continha a seguinte orientação:
“… Espero que nestas circunstâncias V. Exa. sentirá que o seu país deseja unir-se ao nosso, expressando os seus sentimentos ultrajados frente a esse comportamento cubano e soviético e que V. Exa. achará por bem expressar publicamente os sentimentos do seu povo.” (…) Quero convidar V. Exa. para que suas autoridades militares possam conversar com os meus militares sobre a possibilidade da participação em alguma base apropriada com os Estados Unidos e outras forças do hemisfério em qualquer ação militar que se torne necessária pelo desenvolvimento da situação em Cuba…”
Nessa pequena citação, podemos observar claramente quais as reações esperadas pelo governo americano no que se refere à deflagração da Revolução Cubana. Além de presumir que o Estado brasileiro se sinta “ultrajado” pelo episódio cubano, John Kennedy também recomenda que esse repúdio seja, na medida do possível, exposto para o restante da população brasileira. Com isso, notamos que a preocupação com as posições políticas eram visivelmente acompanhadas pela exposição das mesmas.
Não bastando essas primeiras sugestões, o documento também abre espaço para o desenvolvimento de uma possível cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos. Em certo sentido, a consolidação dessas alianças militares funcionaria como outro meio de simbolizar a aliança do Brasil ao bloco capitalista.

 

Do Word Of History: A primeira lei referente a censura no Brasil

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A primeira lei de censura do Brasil surgiu durante a República Velha, um momento em que o governo do país contava com características militares. O decreto 85A foi criado com o objetivo de censurar a mídia e as artes.

Esse decreto é considerado a primeira lei de imprensa do país. A medida foi assinada em 1889 pelo marechal Manoel Deodoro da Fonseca, e determinava que se criasse no país uma comissão militar para julgar crimes de conspiração contra a República e seu governo.

Depois disso, Deodoro da Fonseca assinou outro decreto, o de número 295, em 1890, para punir todos os responsáveis por falsas notícias e boatos alarmantes dentro ou fora do país. Esses decretos oficializaram a censura nos primeiros meses de instalação do regime republicano brasileiro.

Pelo decreto de 23 de dezembro de 1889, o governo passou a ter uma junta militar que poderia processar e julgar tudo o que fosse considerado como abuso da manifestação do pensamento. O decreto 85A foi apelidado de decreto rolha.

Essa lei configurou a primeira censura à imprensa desde o Primeiro Reinado de D. Pedro I. A revogação do decreto 85A aconteceu em 22 de novembro de 1890.

 

Do História Pra Boi Dormir IFMG: Fotógrafo compra câmera e encontra imagens da Primeira Guerra!

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Fotografia da Primeira Guerra encontrada pelo fotógrafo Chris A. Hughes (Foto: Chris A. Hughes)

Ao comprar uma câmera fotográfica francesa Richard Verascope de 1914, o fotógrafoChris A. Hughes encontrou no estojo dois pacotes de slides. Após um exame mais atento, ele descobriu que as fotos foram capturadas por um soldado francês durante a Primeira Guerra Mundial.

Todos os slides tinham “metadados” rabiscados neles, com datas e locais onde foram tiradas, e notas aleatórias escritas à mão pelo fotógrafo. Algumas fotografias mostram o cotidiano do soldado, enquanto outras são imagens de morte e destruição. O conjunto de imagens pode ser visto no site de Hughes.

As fotografias aparecem duplicadas devido a câmera utilizada, um modelo estereoscópico, que cria duas imagens da mesma cena, e quando as imagens são vistas por um visualizador adequado, dão a sensação de que a foto é tridimensional.

 

Fotografias 'duplas' foram feitas por câmera francesa de 1914 (Foto: Chris A. Hughes)
Uma das fotografias mostram soldados em uma trincheira (Foto: Chris A. Hughes)Uma das fotografias mostram soldados em uma trincheira

Após este interessante ‘achado’, Hughes desenvolveu o que ele chama de uma “estranha obsessão” para encontrar filmes. Ele já era um ávido colecionador de câmeras antigas com mais de 300 câmeras em sua coleção que datam de 1847, mas agora ele mudou seu foco para a busca de câmeras em que o filme ainda esteja dentro do equipamento.

Os resultados estão publicados em seu site em que ele mostra a imagem da câmera comprada e o filme encontrado.

 

Câmera 'Richard Verascope' que foi comprada por Chris A. Hughes (Foto: Chris A. Hughes)Câmera ‘Richard Verascope’ que foi comprada por Chris A. Hughes