Do Pragmatismo Político: Racismo? O que eu tenho a ver com isso? Só porque sou branquinha?”

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Atriz Fernanda Lima, escolhida pela FIFA junto com o marido para substituir Lázaro Ramos e Camila Pitanga no sorteio da Copa comenta polêmica sobre racismo “O que eu tenho a ver com isso? Só porque eu sou branquinha?”

 

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‘Fui convocada e como tal aceitei e vou fazer o meu trabalho. O que eu tenho a ver com isso? Só porque eu sou branquinha?”. Fernanda Lima em entrevista a Mônica Bergamo, na Folha

Por José Renato Baptista

 

Racismo? O que eu tenho a ver com isso?

Só porque eu sou branquinho? Eu pago as minhas contas e meus impostos. O que eu tenho que ver com o racismo? Aliás, onde vocês estão vendo racismo? As pessoas falam estas coisas porque podem ficar anônimas.

Não, eu não estou anônimo. Meu nome é José Renato Baptista. Sou antropólogo e professor universitário.

Então, eu posso confortavelmente falar sobre este assunto. Eu levanto bandeiras. Várias. Contra as injustiças, contra a desigualdade, contra o preconceito. Eu não acho que as coisas não tem a ver comigo. Eu me comprometo com elas. Não tenho uma “imagem pública”, mas uso o espaço público: leciono, dou palestras e conferências, exponho as minhas ideias. Não crio polêmicas porque posso me defender com o anonimato. Polemizo pelas coisas que acredito, porque quero construir uma sociedade e um mundo mais justo.

Então, respondendo à fala da “atriz”/apresentadora Fernanda Lima (saiba mais aqui sobre o veto a Lázaro Ramos e Camila Pitanga), eu digo que sim, você tem tudo a ver com isso. Você que não se questiona, que não se pergunta, que acha que não é com você, você tem tudo a ver com isso. E sim, porque você é branquinha. Porque você ocupa um lugar histórico de opressão neste país há mais de 500 anos. Porque você tem privilégios concedidos pela sua condição de cor há séculos. Ignorar isto é fingir que o mundo é cor de rosa e as relações são fraternas, quando o conflito existe e ameaça e afeta a todos nós, brancos, pretos, quase pretos e brancos pobres que de tão pobres são quase pretos. Ignorar que neste país ser branco, sobretudo nos meios de comunicação, é uma forma de obter privilégios, é como disse uma amiga, virar a cara para o lado, para não ver um elefante no meio de uma kitchenette.

É fingir que não ocorre em nosso país o extermínio continuado de jovens negros, posto que das vítimas de homicídio no Brasil, em cada dez sete são negras. Fingir que não sabe que negros recebem menores salários e tem menos postos de comando e direção na iniciativa privada. Fingir que não sabe que o tempo escolaridade de negros e pardos é inferior ao dos brancos.

Sim, Fernanda, você pode querer não enxergar isto. E achar que é só mais uma polêmica. É justo reconhecer que você, como disse, trabalha há seis anos com a FIFA e, portanto, não tem nada com isso. Mas sim, Fernanda, você tem tudo a ver com isso e tem a ver com a negação histórica da imagem do país. Um país que estabeleceu em sua história políticas públicas visando “embranquecer” a população. Você pode ignorar isto, sim, mas infelizmente, tomando conhecimento não pode negar e dizer que não tem nada com isso.

Fernanda, você pode se achar uma das pessoas mais gentis e atenciosas do mundo, e talvez no trato pessoal até seja. E sim, talvez seja apenas uma invenção de um jornalista. Mas pega mal Fernanda. Pega mal porque reflete toda uma história de racismo de um país que teima em não se ver como racista. Pega mal porque somos o país onde existe discriminação, mas ninguém se assume como racista ou que discrimina alguém. Pega mal porque você reforça uma imagem e um estereótipo racista, uma visão do país “mestiço”, mas que se enxerga como “branco” (ou “branquinho”, se preferir).

Não acho que você deva recusar um trabalho que você conquistou, como diz, há seis anos atrás. Mas convido você a refletir que, às vezes, pode estar muito mais coisa em jogo do que o fato de você “ser branquinha”. Fica o convite à reflexão.

 

 

Do G1: Morre Nelson Mandela, ícone da luta pela igualdade racial

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Presidente da África do Sul entre 1994 e 1999, ele tinha 95 anos.
Líder foi hospitalizado em dezembro para fazer exames de rotina.

 

 

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, segundo a presidência do país. Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa.

“Ele partiu, ele se foi pacificamente na companhia de sua família”, afirmou o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. “Ele agora descansou, ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.”

Mandela vinha sofrendo do problema e estava internado desde junho. Esta foi a quarta internação do ex-presidente desde dezembro. Em abril, as últimas imagens divulgadas do ex-presidente mostraram bastante fragilidade – ele foi visto sentado em uma cadeira, com um cobertor sobre as pernas. Seu rosto não expressava qualquer emoção. No início de março de 2012, o ex-presidente sul-africano havia sido hospitalizado por 24 horas, e o governo informou, na ocasião, que Mandela tinha sido internado para uma bateria de exames rotineira. Em dezembro, porém, ele permaneceu 18 dias hospitalizado, em decorrência de uma infecção pulmonar.

No fim de março de 2013, ele passou 10 dias internado, também por uma infecção pulmonar, provavelmente vinculada às sequelas de uma tuberculose que contraiu durante sua detenção na prisão de Robben Island (ilha de Robben), onde ficou 18 anos preso, de 1964 a 1982.

Conhecido como “Madiba” na África do Sul, ele foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 a 1993.

Ele ficou preso durante 27 anos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, sendo eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais do país. Mandela é alvo de um grande culto em seu país, onde sua imagem e citações são onipresentes. Várias avenidas têm seu nome, suas antigas moradias viraram museu e seu rosto aparece em todos os tipos de recordações para turistas.

Havia algum tempo sua saúde frágil o impedia de fazer aparições públicas na África do Sul – a última foi durante a Copa do Mundo de 2010, realizada no país. Mas ele continuou a receber visitantes de grande visibilidade, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

Mandela passou por uma cirurgia de próstata em 1985, quando ainda estava preso, e foi diagnosticado com tuberculose em 1988. Em 2001, foi diagnosticado com câncer de próstata e hospitalizado por problemas respiratórios, sendo liberado dois dias depois.

Biografia
Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 no clã Madiba no vilarejo de Mvezo, no antigo território de Transkei, sudeste da África do Sul. Seu pai, Henry Gadla Mphakanyiswa, era chefe do vilarejo e teve quatro mulheres e 13 filhos – Mandela nasceu da terceira mulher, Nosekeni. Seu nome original era Rolihlahla Mandela.

Após seu pai morrer em 1927, ele foi acolhido pelo rei da tribo, Jongintaba Dalindyebo. Ele cursou a escola primária no povoado de Qunu e recebeu o nome Nelson de uma professora, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às crianças. Conforme as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental. Na adolescência, praticou boxe e corrida.

Mandela ingressou na Universidade de Fort Hare para cursar artes, mas foi expulso por participar de protestos estudantis. Ele completou os estudos na Universidade da África do Sul. Após terminar os estudos, o rei Jongintaba anunciou que Mandela devia se casar, o que motivou o jovem a fugir e se mudar para Johanesburgo, em 1941.

Em Johanesburgo, ele trabalhou como segurança de uma mina e começou a se interessar por política. Na cidade, Mandela também conheceu o corretor de imóveis Walter Sisulu, que se tornou seu grande amigo pessoal e mentor no ativismo antiapartheid. Por indicação de Sisulu, Mandela começou a trabalhar como aprendiz em uma firma de advocacia e se inscreveu na faculdade de direito de Witwatersrand.

Mandela começou a frequentar informalmente as reuniões do Congresso Nacional Africano (CNA) em 1942. Em 1944, ele fundou a Liga Jovem do Congresso e se casou com a prima de Walter Sisulu, a enfermeira Evelyn Mase. Eles tiveram quatro filhos (dois meninos e duas meninas) – uma das garotas morreu ainda na infância.

Em 1948, ele se tornou secretário nacional do Congresso Nacional Africano (CNA) – no mesmo ano, o Partido Nacional ganhou as eleições do país e começou a implementar a política de apartheid (ou segregação racial). O estudante conheceu futuros colegas da política na faculdade, mas abandonou o curso em 1948, admitindo ter tido notas baixas – ele chegou a retomar a graduação na Universidade de Londres, mas só se formou em 1989 pela Universidade da África do Sul, quando estava preso.

Em 1951, Mandela se tornou presidente do CNA. Em 1952, ele abriu com o amigo Oliver Tambo o primeiro escritório de advocacia do país voltado para negros. No mesmo ano, Mandela foi escolhido como líder da campanha de oposição encabeçada pelo CNA e viajou pelo país, em protesto contra seis leis consideradas injustas. Como reação do governo, ele e 19 colegas foram presos e sentenciados a nove meses de trabalho forçado.

Em 1955, ele ajudou a articular o Congresso do Povo e citava a política pacifista de Gandhi como influência. A reunião uniu a oposição e consolidou as ideias antiapartheid em um documento chamado Carta da Liberdade. No fim do ano, Mandela foi preso juntamente com outros 155 ativistas em uma série de detenções pelo país. Todos foram absolvidos em 1961.
Em 1958, Mandela se divorciou da enfermeira Evelyn Mase e ele se casou novamente, com a assistente social Nomzamo Winnie Madikizela. Os dois tiveram dois filhos.

Em março de 1960, a polícia matou 69 manifestantes desarmados em um protesto contra o governo em Sharpeville. O Partido Nacional declarou estado de emergência no país e baniu o CNA.

Em 1961, Mandela tornou-se líder da guerrilha Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), após ser absolvido no processo da prisão de 1955. Logo após a absolvição, ele e colegas passaram a trabalhar de maneira escondida planejando uma greve geral no país.

Ele deixou o país ilegalmente em 1962, usando o nome de David Motsamayi, para viajar pela África para receber treinamento militar. Mandela ainda visitou a Inglaterra, Marrocos e Etiópia, e foi preso ao voltar, em agosto do mesmo ano.

De acordo com o jornal “Telegraph”, a organização perdeu o ideal de protestos não letais com o tempo e matou pelo menos 63 pessoas em bombardeios nos 20 anos seguintes.

Mandela foi acusado de deixar o país ilegalmente e incentivar greves, sendo condenado a cinco anos de prisão. A pena foi servida inicialmente na prisão de Pretória. Em março de 1963, ele foi transferido à Ilha de Robben, voltando a Pretória em junho. Um mês depois, diversos companheiros de partido foram presos.

Em 1963, Mandela e outras nove pessoas foram julgadas por sabotagem, no que ficou conhecido como Julgamento Rivonia. Sob o risco de ser condenado à pena de morte, Mandela fez um discurso à corte que foi imortalizado.

“Eu lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Este é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”, afirmou.

Em 1964, Mandela e outros sete colegas foram condenados por sabotagem e sentenciados à prisão perpétua. Um deles, Denis Goldberg, foi preso em Pretória por ser branco. Os outros foram levados para a Ilha de Robben.

27 anos de prisão
Mandela passou 18 anos detido na ilha de Robben, na costa da Cidade do Cabo, e nove na prisão Pollsmoor, no continente – a transferência ocorreu em 1982. Enquanto esteve preso, Mandela perdeu sua mãe, que morreu em 1968, e seu filho mais velho, morto em 1969. Ele não foi autorizado a participar dos funerais.

Durante o período em que ficou preso, sua reputação como líder negro cresceu e sedimentou a imagem de liderança do movimento antiapartheid. A partir de 1985, ele iniciou o diálogo sobre sua libertação com o Partido Nacional, que exigia que ele não voltasse à luta armada. Neste ano, ele passou por uma cirurgia na próstata e, ao voltar para a prisão, passou a ser mantido em uma cela sozinho.

Em 1988, Mandela passou por um tratamento contra tuberculose e foi transferido para uma casa na prisão Victor Verster.

Em 2 de fevereiro de 1990, o presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk reinstituiu o Congresso Nacional Africano (CNA). No dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto e, em um evento transmitido mundialmente, disse que continuaria lutando pela igualdade racial no país.

Prêmio Nobel e presidência
Em 1991, Mandela foi eleito novamente presidente do CNA. Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz em 1993, por seus esforços para trazer a paz ao país.

Mandela encabeçou uma série de articulações políticas que culminaram nas primeiras eleições democráticas e multirraciais do país em 27 de abril de 1994.

O CNA ganhou com 62% dos votos, enquanto o Partido Nacional teve 20%. Com o resultado, Mandela tornou-se o primeiro líder negro do país e também o mais velho, com 75 anos. Ele tomou posse em 10 de maio de 1994.

A gestão do presidente foi marcada por políticas antiapartheid, reformas sociais e de saúde.

Em 1996, Mandela se divorciou de Nomzamo Winnie Madikizela por divergências políticas que se tornaram públicas. Em 1998, no dia de seu 80º aniversário, ele se casou com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Em 1999, não se candidatou à reeleição e se aposentou da carreira política. Desde então, ele passou boa parte de seu tempo em sua casa no vilarejo de Qunu, onde passou a infância, na província pobre do Cabo Leste.

Causas sociais
Após o fim da carreira política, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos.

Participou de uma campanha de arrecadação de fundos para combater a Aids que tinha como símbolo o número 46664, que carregava quando esteve na prisão.

Em 2008, a comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows em Londres, que contou com a presença de artistas e celebridades engajadas na campanha. Uma estátua de Mandela foi erguida na Praça do Parlamento, na capital inglesa.

Em novembro de 2009, a ONU anunciou que o dia de seu aniversário seria celebrado em todo o mundo como o Dia Internacional de Mandela, uma iniciativa para estimular todos os cidadãos a dedicar 67 minutos a causas sociais – um minuto por ano que ele dedicou a lutar pela igualdade racial e ao fim do apartheid.

 

 

Do Mega Curioso: Descoberta arqueológica no Nepal pode alterar a data de nascimento do Buda

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Pesquisadores descobriram o que pode vir a ser uma das primeiras evidências que ligam o Buda a um determinado período histórico

 

Escavações inéditas realizadas no Jardim de Secreto de Lumbini, no Nepal – cidade que foi considerada patrimônio mundial pela UNESCO em 1997 por ser o local de nascimento do Buda – revelaram partes de uma estrutura de madeira desconhecida sob uma série de templos construídos com tijolos. Seguindo o mesmo padrão dos templos mais modernos levantados acima, a estrutura apresenta um espaço central aberto que pode estar relacionado às histórias sobre o nascimento do Buda.

“Sabemos muito pouco sobre a vida do Buda, exceto através de fontes textuais e da tradição oral”, explica o arqueólogo Robin Coningham, da Universidade Durham, na Inglaterra. O pesquisador lembra que alguns arqueólogos chegam a apontar que o nascimento do Buda ocorreu no século 3 a. C. “Agora, pela primeira vez, temos uma sequência arqueológica em Lumbini que mostra uma antiga construção do século 6 a. C.”, revela Coningham.

Fonte da imagem: Reprodução/UNESCO

Um pouco de história

De acordo com os relatos históricos mais apurados, Sidarta Gautama – mundialmente conhecido como o Buda – seria filho da Rainha Mayadevi e teria nascido em Lumbini, um distrito de Nepal. O local, que foi redescoberto por arqueólogos nepaleses em 1896, se tornou um dos quatro destinos de peregrinação tradicionalmente associados à vida do Buda.

Estima-se que Sidarta Gautama tenha nascido cerca de 563 a. C. e tenha falecido por volta de 483 a. C. Mas essas datas não são consenso entre a comunidade científica, já que alguns historiadores defendem que o Buda nasceu no século 4 a. C. e morreu, no máximo, por volta de 380 a.C.

A nova escavação feita no Nepal pode se tornar fundamental para reescrever um importante período da história. De acordo com as descobertas de Coningham e sua equipe, o Buda teria nascido no século 6 a.C. Um dos indícios é que o pesquisador acredita que o santuário encontrado tenha servido como inspiração para a construção do templo de tijolos de Mayadevi.

Além disso, a área aberta encontrada no subsolo aponta um espaço onde um dia uma árvore pode ter crescido. Vale notar que a lenda budista conta que Gautama nasceu debaixo de uma árvore na cidade de Lumbini, o que faz com que a descoberta do mais antigo santuário encontrado até hoje seja ainda mais intrigante.

Mais detalhes

De acordo com o National Geographic, a escavação revelou postes de madeira que formavam uma espécie de cerca que circundava o santuário e datam de 550 a. C. A parte central da estrutura não tinha cobertura e o solo continha raízes de árvores mineralizadas e cercadas por argila. Ainda, as raízes das árvores parecem ter sido fertilizadas, um sinal de que ocorreram sacrifícios e oferendas no local conforme manda a tradição indiana. Esse fato confirma que se trata de um santuário.

Para estabelecer o período dos diversos artefatos encontrados – como pedaços de carvão, grãos e areia –, os arqueólogos utilizaram a datação por radiocarbono e técnicas de luminescência estimulada.

A investigação arqueológica foi patrocinada pelo governo do Japão em parceria com o governo do Nepal. Trata-se de um projeto da UNESCO que visa fortalecer a conservação e a administração da cidade de Lumbini. A pesquisa também contou com o apoio das universidades de Durham e Stirling, na Inglaterra, e do Fundo de Exploração Global da National Geographic Society.

Fonte UNESCO National Geographic LiveScience io9

Do Viomundo: Como Estadão e Globo abriram caminho para Aécio Neves

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por Luiz Carlos Azenha

Quando aloprados petistas supostamente tentaram comprar um dossiê contra José Serra, na campanha eleitoral de 2006, e foram pegos em flagrante com dinheiro vivo, a notícia dominou as semanas finais da campanha.

O fato culminou com o vazamento das fotos do dinheiro apreendido para a mídia na antevéspera do primeiro turno, a tempo de estrelar o Jornal Nacional e as capas de jornais.

A mídia não se debruçou sobre os bastidores do acontecimento. Não se apurou se, como sustenta o repórter Amaury Ribeiro Jr., os petistas caíram numa cilada da inteligência da campanha tucana; nem apurou como se deu o vazamento das fotos, da qual a mídia foi co-partícipe.

Não fosse por um certo blog chamado Viomundo, hospedado então na Globo.com, provavelmente a gravação da conversa entre o delegado da Polícia Federal que vazou as fotos e jornalistas jamais teria sido noticiada. Depois que o fizemos, a Globo se sentiu na obrigação de revelar que tinha tido acesso à conversa gravada — e publicou uma transcrição no portal G1. Mas não saiu no Jornal Nacional. Nunca.

Podemos dizer que o mesmo aconteceu quando foi revelada a relação íntima entre o bicheiro — desculpem, empresário do ramo farmacêutico — Carlinhos Cachoeira e a revista Veja. Noticiou-se a prisão do bicheiro e o envolvimento dele com o senador Demóstenes Torres, mas a mídia não ocupou suas manchetes com a relação incestuosa entre fonte e publicação.

Agora, repentinamente, o critério mudou. A mídia se interessa pelos bastidores da investigação do propinoduto que atingiu em cheio o tucanato paulista. Logo isso vai se tornar ainda mais importante que o desvio de centenas de milhões de reais. É só esperar para ver.

As indicações preliminares são de que as investigações do Cade e da Polícia Federal acertaram em cheio o esquema de financiamento de campanha de um certo partido.

A mídia corporativa tem noticiado o escândalo envolvendo Siemens e Alstom, mas com cuidado para não sugerir que chegamos ao caixa das campanhas tucanas em São Paulo.

Aécio Neves, conforme a manchete acima, vem em socorro dos paulistas. Ganha pontos com Geraldo Alckmin e José Serra. E dá o tom para a cobertura midiática, que começou com o Estadão, passou pela Globo e, como se vê acima, chegou à Folha.

A ideia é dizer que o presidente do Cade, que foi assessor do então deputado estadual Simão Pedro, de alguma forma forçou a barra para investigar o propinoduto tucano. Dizer que as instituições federais estão sendo usadas politicamente pelo PT para prejudicar adversários.

A ideia é lançar uma espessa cortina de fumaça, sob a qual José Serra, Geraldo Alckmin e os tucanos paulistas possam bater em retirada. A ideia é simular uma conspiração petista, como se não tivesse havido cartel, nem envolvimento do alto tucanato, nem corrupção, nem desvio de dinheiro público, nem superfaturamento.

Quando eu vi a reportagem abaixo, no Jornal Hoje, da Globo, tive certeza de que a menção ao petista Simão Pedro, bem no miolo, não era de graça!

Leia aqui os detalhes sobre a tentativa de Globo e Estadão de enrolar o PT na denúncia.

Do Viomundo: Globo dá jeito de enrolar PT em denúncia. Estadão fez o mesmo!

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por Conceição Lemes

Estadão publicou hoje reportagem, revelando a investigação de políticos do PSDB, DEM, PMDB,PTB e PPS no  esquema do cartel que fraudava licitações do Metrô de São Paulo e  da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos  – CPTM.

A denúncia consta de relatório do ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, entregue em abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).Ele disse ter documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo, durante os governos dos tucanos  Mário Covas, Geraldo  Alckmin e José Serra.

Como já dissemos aqui, tucano, quando denunciado em manchete, é apenas “político”

Jornal Hoje, da TV Globo, fez o mesmo: Políticos são acusados de envolvimento em cartel.

As semelhanças não param na manchete.

Na tentativa desqualificar a acusação contra os tucanos, o Jornal Hoje, tal qual o Estadão, enrola o PT e Cade na denúncia.

Envolve deputado estadual licenciado Simão Pedro, do PT de São Paulo, atualmente secretário de Serviços da  cidade de São Paulo.

Jornal Hoje afirma:

A reportagem diz ainda que Everton Rheinheimer admite ser o autor da carta anônima enviada em 2008, que deflagrou a investigação do cartel dos trens e que ele teve ajuda de Simão Pedro para se encontrar com o presidente do Cade.

Simão Pedro é deputado estadual do PT de São Paulo. Ele está licenciado e hoje é secretário de Serviços de Fernando Haddad, também do PT.

Segundo a reportagem do O Estado de S. Paulo, Rheinheimer disse que o acordo envolvia a indicação dele para um cargo executivo na Vale. A assessoria da empresa informou que Everton Rheinheimer nunca trabalhou na empresa.

O secretário municipal de Serviços de São Paulo, Simão Pedro, disse que quando era deputado estadual recebeu denúncias de pagamento de propina em contratos da CPTM e do metrô e que encaminhou tudo para o Ministério Público de São Paulo.

A Globo gastou 44s da reportagem de 6m42s  acusando o PT. Um lixo!

O vídeo da reportagem pode ser visto aqui.

Abaixo o texto da matéria do Jornal Hoje.

Edição do dia 21/11/2013

21/11/2013 14h23 – Atualizado em 21/11/2013 14h28

Seis políticos são acusados de envolvimento em formação de cartel

Ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, fez a denúncia. Caso foi revelado em reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

Renato Biazzi, São Paulo

A edição desta quinta-feira (21) do jornal O Estado de S. Paulo revela que um ex-diretor da Siemens envolveu o nome de políticos do PSDB, do DEM , do PMDB e do PPS nas investigações sobre a formação de cartel em licitações do Governo de São Paulo. As licitações foram feitas entre 1998 e 2008.

Segundo a reportagem, em um relatório entregue em abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, disse que tem documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no estado de São Paulo, durante os governos Covas, Alckmin e Serra.

De acordo com Rheinheimer, esse esquema tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa dois do PSDB e do DEM. Ele afirmou que o lobista Artur Teixeira disse que atual secretário da Casa Civil do governo Alckmin, do PSDB, Edson Aparecido, recebia propina das multinacionais suspeitas de participar do cartel dos trens.

O deputado Arnaldo Jardim, do PPS de São Paulo, também é citado como outro beneficiário. Segundo a reportagem, outros quatro políticos são citados pelo ex-diretor da Siemens como envolvidos com a Procint, empresa do lobista Artur Teixeira, suspeita de intermediar a propina a agentes públicos.

Os políticos mencionados são o senador Aloísio Nunes Ferreira, do PSDB, e os secretários estaduais José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, dos Transportes, e Rodrigo Garcia, do Desenvolvimento Econômico.

Ainda de acordo com a matéria, Rheinheimer diz em seu texto que os nomes de Aparecido e Arnaldo Jardim foram mencionados por Artur Teixeira como os destinatários de parte da comissão paga pelas empresas.

Sobre Aloysio Nunes Ferreira, Jurandir Fernandes e Rodrigo Garcia, o ex-diretor afirmou que teve a oportunidade de presenciar o estreito relacionamento deles com Artur Teixeira. Sobre José Aníbal, o ex-executivo disse que Artur Teixeira tratava diretamente com o assessor do político, o vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro.

O ex-diretor da Siemens apontou também o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filipeli, do PMDB, e o ex-governador do estado, José Roberto Arruda, sem partido, como políticos envolvidos com a empresa MGE Transportes, apontada pelo Ministério Público como fornecedora da Siemens e de outras companhias do cartel.

A reportagem diz ainda que Everton Rheinheimer admite ser o autor da carta anônima enviada em 2008, que deflagrou a investigação do cartel dos trens e que ele teve ajuda de Simão Pedro para se encontrar com o presidente do Cade.

Simão Pedro é deputado estadual do PT de São Paulo. Ele está licenciado e hoje é secretário de Serviços de Fernando Haddad, também do PT.

Segundo a reportagem do O Estado de S. Paulo, Rheinheimer disse que o acordo envolvia a indicação dele para um cargo executivo na Vale. A assessoria da empresa informou que Everton Rheinheimer nunca trabalhou na empresa.

O secretário municipal de Serviços de São Paulo, Simão Pedro, disse que quando era deputado estadual recebeu denúncias de pagamento de propina em contratos da CPTM e do metrô e que encaminhou tudo para o Ministério Público de São Paulo.

Defesa

Em nota, o PSDB afirma que se pauta pela ética e repudia as acusações feitas ao partido. Também em nota, o DEM informou que o partido é originado do PFL, mas que não há registros nos dois de nenhuma contribuição proveniente da Siemens.

O secretário Edson Aparecido, chefe da Casa Civil do governo paulista, disse que nunca viu ex-executivo da Siemens e que vai entrar com uma ação criminal por calúnia e difamação contra o secretário municipal Simão Pedro, contra Everton Rheinheimer e contra o Cade. “Vou processar o deputado do PT que está por trás disso, vou processar o presidente do Cade, que não informou à Justiça e não informou também a corregedoria do estado sobre um documento que não faz parte desse acordo de leniência. E vou processar esse bandido, que faz uma denúncia desse tipo, em troca de cargo absolutamente ilegal”, afirma.

O secretário de Transportes disse que esteve com Artur Teixeira em duas ocasiões, em situações profissionais, e que Everton Rheinheimer cita seu nome, mas não o relaciona ao recebimento de propinas. “Meu nome ele cita, mas ele diz: ‘esses aqui apontados não se refere à propina’. No meu caso, não se refere. Ele fala: ‘mantém o relacionamento intenso com o cidadão Artur Teixeira’. Esse ano foram três encontros que ele teve no meu gabinete, totalmente profissional”, defende.

O Cade informou que o acordo de leniência firmado com a Siemens não tem nenhuma irregularidade e que a denúncia de cartel não partiu de uma pessoa e sim da própria empresa Siemens.

O deputado Arnaldo Jardim, do PPS, disse que nunca ouviu falar de Rheinheimer e que estuda processar o ex-executivo da Siemens por calúnia. Afirmou ainda que conhece Artur Teixeira porque os dois são engenheiros e participaram de vários eventos ligados ao setor de transportes, mas nega qualquer relação profissional com ele, ainda mais em esquemas criminosos.

O secretário de Energia do estado de São Paulo, José Anibal, do PSDB, disse que não conhece o ex-executivo da Siemens, nem tem relação com a empresa de Artur Teixeira. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, do DEM, também negou qualquer tipo de relacionamento com Artur Teixeira.

O vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, nega conhecer ou ter qualquer tipo de contato com o autor da denúncia e com a empresa citada pelo denunciante. Disse que vai entrar na Justiça contra o ex-diretor da Siemens.

A assessoria do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, disse que ele nunca se relacionou com a empresa de Artur Teixeira. O senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, disse que conheceu Artur Teixeira quando foi secretário estadual dos Transportes, entre 1991e 1994, mas negou qualquer relação com o empresário.

O ex-vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro, não foi encontrado pela produção de reportagem do Jornal Hoje.

 

 

Do Mega Curioso: Estudo revela que nossos ancestrais se reproduziram com espécies diferentes

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Descoberta foi feita através da análise de genomas de humanos de 30 mil anos atrás

 

Estudo revela que nossos ancestrais se reproduziram com espécies diferentes

Fonte da imagem: Reprodução/Discovery News

Os genomas antigos de um Neandertal e de um grupo humano arcaico diferente, os Denisovans, foram apresentados em uma pesquisa no último dia 18 de novembro em uma reunião na Royal Society, em Londres.

O estudo sugere que eles resultam do cruzamento entre os membros de diversos grupos humanos antigos que viviam na Europa e na Ásia há mais de 30 mil anos, incluindo um ancestral ainda desconhecido da Ásia.

 

Espécie misteriosa

De acordo com a revista Nature, o novo genoma Denisovan indica que esta população enigmática convivia com as outras. David Reich, um geneticista evolucionário da Escola de Medicina de Harvard, disse na reunião que eles cruzaram com neandertais e com os ancestrais das populações humanas que vivem agora na China e em outras partes do leste da Ásia, além de populações da Oceania.

Local das escavações na caverna de Denisova, na SibériaFonte da imagem: Reprodução/Nature

Reich disse que os novos genomas estudados indicam que os Denisovans cruzaram com outra população extinta de humanos arcaicos que viviam na Ásia, mais de 30 mil anos atrás, que não é nem humana nem neandertal. É aí que fica o mistério.

A reunião do Royal Society foi repleta de suposições sobre a verdadeira identidade dessa população de seres humanos. “Nós não temos a menor ideia”, disse Chris Stringer, um paleontólogo do Museu de História Natural de Londres, que não estava envolvido no trabalho.

Ele especula que a população poderia estar relacionada com o Homo heidelbergensis, uma espécie que deixou a África cerca de meio milhão de anos atrás e, mais tarde, deu origem aos Neandertais na Europa.

 

Diversidade genética

“O que o resultado sugere é que nós observamos um mundo parecido com o do filme ‘O Senhor dos Anéis’, em que havia muitas populações de hominídeos diferentes”, disse Mark Thomas, geneticista evolutivo da Universidade de Londres (que também não estava envolvido no estudo), fazendo uma comparação com a famosa saga do cinema.

O primeiro Neandertal e as sequências do genoma Denisovan revolucionaram o estudo da antiga história humana, porque eles mostraram que estes grupos cruzaram com humanos anatomicamente modernos, contribuindo para a diversidade genética de muitas pessoas vivas hoje. Todos os seres humanos cuja ascendência se origina fora da África devem cerca de 2% de seu genoma ao Neandertal.

Além disso, certas populações que vivem na Oceania, como os aborígenes australianos, têm cerca de 4% do seu DNA resultante de cruzamentos entre seus antepassados ​​e Denisovans, que foram nomeados após serem descobertos na caverna nas montanhas Altai, na Sibéria. A caverna contém restos humanos datados de 30 a 50 mil anos atrás.

 

Fonte Nature The Huffington Post

 

Do Pragmatismo Político: A “lista secreta” de artistas e intelectuais da ditadura argentina

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Argentina encontra 1500 arquivos secretos da ditadura com “lista negra de artistas”. Conheça alguns famosos que fizeram parte do grupo de “perigosos ao regime”

 

A Argentina divulgou na última semana que foram encontrados arquivos secretos da ditadura militar no país (1976-1983). Chamada de “lista negra”, os documentos apontam artistas e personalidades como “perigosos ao regime”. Julio Cortázar, Héctor Alterio e Mercedes Sosa – uma das cantoras mais influentes do século XX – foram vigiados pelo governo. No total, são 1500 documentos inéditos, 280 deles com as transcrições de gravações das reuniões da Junta Militar que governou o país entre 1976 e 1983.

O ministro da Defesa, Agustín Rossi, afirma que a documentação foi encontrada na semana passada acidentalmente durante a limpeza do edifício Condor, em Buenos Aires, onde funcionam dependências da Força Aérea argentina. “Encontramos seis pastas originais das atas da junta militar, datadas de 24 de março de 1976 até 10 de dezembro de 1983. São todas as atas secretas da junta militar”, disse Rossi.

Segundo informações da Agência Efe, o ministro detalhou que os documentos estavam agrupados em 1.500 pastas para guardar papéis dentro de duas caixas fortes e dois armários. Rossi destacou que é a primeira vez que se tem acesso a material deste tipo, que informa desde o dia do golpe militar até o dia em que a Argentina retornou à democracia, há trinta anos.

Entre os documentos estão todas as atas secretas das juntas militares, um total de 280 originais nos quais os generais explanam suas posições sobre diferentes assuntos. O ministro ressaltou que a documentação conta com a “vantagem” de estar “ordenada, classificada e até ter um índice temático”.

Também foram encontrados três livros de recepção, onde estavam as comunicações para as forças militares, como pedidos de famílias que queriam saber do paradeiro de seus filhos desaparecidos.

Proibidos até o fim

Quarenta e seis pessoas, entre elas 22 jornalistas, seguiram na lista de pessoas proibidas até o fim da ditadura, em dezembro de 1983, mas listas anteriores chegaram a conter 350 nomes.

Entre os proibidos até o fim do regime apareciam os jornalistas Jacobo Timerman, Andrés Alsina Brea e Rafael de San Martín, que é identificado como o “jornalista-oficial do Exército de Cuba”, o artista plástico brasileiro Juan Scalco, o escritor Julio Cortázar, o músico Miguel Angel Estrella, o cineasta Octavio Getino, o escritor Eduardo Galeano, entre outros.

Os atores Alfredo Alcón, Héctor Alterio, Luis Brandoni, Federico Luppi, Lautaro Murúa, Norma Aleandro, Marilina Ross e Nacha Guevara foram alguns dos que apareciam na primeira lista encontrada, que data de abril de 1979 e contém 285 nomes, todos sob a classificação de “Fórmula 4″.

Entre eles também estavam os jornalistas e escritores Osvaldo Bayer, Tomás Eloy Martínez, Dalmiro Sáez, David Viñas, Rodolfo Puiggrós, Francisco ‘Paco’ Urondo (desaparecido) e músicos como Osvaldo Pugliese, Mercedes Sosa, Horacio Guarany e Atahualpa Yupanqui, além do pintor Antonio Berni.

 

com AFP, EFE e Opera Mundi

 

Do Pragmatismo Político: Comissão de Marco Feliciano aprova 2 projetos contra gays e rejeita 1 a favor

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Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal presidida por Marco Feliciano aprova 2 projetos contra gays e rejeita 1 a favor

 

marco feliciano gay
O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC)

Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara aprovou nesta quarta-feira dois projetos de lei que contrariam interesses de grupos ligados aos direitos dos homossexuais.

Na sessão de hoje, comandada pelo presidente da comissão, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), o colegiado aprovou a tramitação de uma proposta de plebiscito para consultar a população sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e outra matéria que prevê a suspensão da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que tornou legal o casamento gay. Além disso, os deputados barraram a tramitação de um terceiro projeto que garantia mais direitos aos homossexuais.

De autoria do deputado André Zacharow (PMDB-PR), o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 232/2011 propõe a realização de plebiscito na mesma data do primeiro turno das próximas eleições, questionando o eleitorado sobre a realização de casamentos homossexuais. “Você é a favor ou contra a união civil de pessoas do mesmo sexo?”, é a pergunta proposta pelo deputado.

“A realização de um plebiscito sobre o tema permitirá que as apaixonadas posições em torno da união civil de pessoas do mesmo sexo tenham o tempo e a ocasião para colocar seus argumentos para toda a sociedade, promovendo seu esclarecimento e, assim, acatando o resultado que vier das urnas”, disse em seu parecer o relator da proposta na CDH, deputado Marcos Rogério (PDT-RO). O parecer foi aprovado com facilidade, à exceção da deputada Liliam Sá (Pros-RJ).

Na sequência, os membros da CDH aprovaram o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 871/2013, do deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ), que susta os efeitos da Resolução nº 175, do CNJ, que proíbe que as autoridades competentes de recusar a realização de atos destinados ao casamento entre pessoas de mesmo sexo. Em sua justificativa, o autor do projeto afirma que a resolução “extrapola as competências do CNJ e usurpa a competência constitucional do Congresso Nacional, ao exorbitar do poder regulamentar administrativo e não apenas esclarecendo uma determinada lei e sim normatizando como tal”.

Já o Projeto de Lei (PL) 6297/2005, do deputado Maurício Rands (PT-PE), garantia a igualdade jurídica aos homossexuais na declaração como dependentes, para fins previdenciários, de seus companheiros. Ao votar pela rejeição da proposta, o relator Pastor Eurico (PSB-PE) afirmou, em seu parecer, que o princípio de igualdade previsto na Constituição “não afasta a possibilidade de se conceder um direito a apenas um grupo com necessidades e papéis muito bem definidos na sociedade”. “A igualdade não afasta a possibilidade de se identificar diferenças e dar-se ‘privilégios justificáveis’”, argumentou.

“Não é possível equiparar os homossexuais aos companheiros heterossexuais nos aspectos relevantes presumíveis destes e que historicamente justificaram a existência de direito à pensão para estes, qual sejam: reprodução e papel social relevante na criação dedicada dos filhos. Assim, com eventual aprovação do PL em análise, os homossexuais ficariam inseridos diretamente na primeira classe, ao lado do cônjuge e dos filhos, fazendo-os usufruir de subsídio estatal (pensão) sem justificativa intrínseca à condição de companheiros de mero afeto, configurando enriquecimento sem causa, já que dos homossexuais não se presume o mesmo papel social relevante e referenciado”, disse o deputado, cujo parecer foi aprovado pelos demais membros da comissão.

Terra

 

Do Mega Curioso: Pesquisador afirma que o julgamento de Cristo não foi um ato ilegal

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Estudo apresentado por especialista em Direito Romano aponta que as acusações e processo contra Jesus não foram injustos

 

Pesquisador afirma que o julgamento de Cristo não foi um ato ilegal

Fonte da imagem: Wikipédia

De acordo com uma notícia publicada pelo portal The Local, um polêmico estudo apresentado por um pesquisador espanhol apontou que o julgamento e posterior crucificação de Cristo não foram injustos. José María Ribas Alba, o autor da pesquisa — que conta com 300 páginas —, dedicou 25 anos analisando todos os detalhes relacionados ao processo de Jesus, chegando à conclusão de que ele foi um ato perfeitamente legal.

Segundo o pesquisador — que é especialista em Direito Romano e professor na Universidade de Sevilha —, Cristo foi julgado por dois crimes diferentes, um de blasfêmia e o outro por ter insultado um chefe de estado. Isso significa que o processo envolveu um crime de cunho religioso e outro de cunho político, e a sentença aplicada é consistente com os critérios legais vigentes naquela época.

 

Conflito bíblico

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

A conclusão de Alba entra em conflito com os relatos bíblicos, que afirmam que as acusações contra Jesus foram exageradas e que a sua punição foi mais cruel do que o comum. No entanto, o professor comparou o processo de Cristo com julgamentos semelhantes que ocorreram da mesma época, e explicou que os dois aspectos — religioso e político — se mesclavam de forma que hoje em dia não compreendemos muito bem.

 

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

O estudo traz informações detalhadas sobre as figuras-chave envolvidas no processo, incluindo Pôncio Pilatos, prefeito da Judeia e juiz no caso, e Caifás, o sumo sacerdote judaico que teria orquestrado a morte de Jesus. Além disso, a pesquisa também aponta que Cristo primeiro foi julgado pelo conselho judaico — já que seus ensinamentos causaram grande descontentamento entre as autoridades judaicas —, e só depois o caso foi encaminhado aos romanos.

Alba afirma que o julgamento foi um dos eventos mais importantes da História, afinal envolveu uma figura que marcou de forma decisiva a civilização ocidental, contribuindo para configurar a cultura e a mentalidade de nossa sociedade. Contudo, apesar do que sempre se acreditou, tanto as acusações como o processo contra Jesus foram justos.

 

Fonte The Local New York Daily News Time ABC.es

 

Do Mega Curioso: Crânio deformado da Idade das Trevas é encontrado em escavação francesa

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Deformação era feita de maneira proposital e apenas membros da aristocracia podiam apresentá-la

 

Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

Não é todo dia que os arqueólogos encontram esqueletos de pessoas que viveram na Idade Média, mas quando adicionamos o fato de que se trata de um membro da aristocracia, a raridade fica ainda mais evidente. Pois foi isso que arqueólogos encontraram em uma escavação francesa — realizada na região da Alsácia. No local, foram encontradas 38 tumbas de períodos que vão da idade da pedra à “Idade das Trevas”.

E é desse segundo período que surge o protagonista dessa história: um crânio de uma mulher que viveu na aristocracia da França durante o declínio econômico da Europa. O mais curioso é a forma como os historiadores conseguem afirmar que se trata mesmo de uma aristocrata: o crânio encontrado está deformado e há sinais de que isso foi feito propositalmente com ela ainda viva — cerca de 1.650 anos atrás.

Junto com o esqueleto, também foram encontrados muitos objetos de valor. Isso inclui espelhos de bronze, cintos com materiais preciosos para a época, alguns adereços de ouro e outros que revelam o caráter aristocrático dos ossos. Vale dizer que a escavação começou em 2011 quando as tumbas foram encontradas, mas somente em 2013 os arqueólogos foram mais a fundo e localizaram os corpos.

 

Por que a deformação?

Segundo aponta a história da Europa durante a idade média, em alguns períodos da própria Idade das Trevas, as mulheres da aristocracia utilizavam bandagens e outros equipamentos para forçarem a deformação na cabeça. Há grandes probabilidades de que isso era algo permitido apenas para as pessoas mais ricas, pois esses crânios geralmente são encontrados em tumbas com muitos objetos valiosos.

Como historiadores relataram para o Huffington Post, os crânios deformados de mulheres ricas são comumente relacionados à região da Alemanha, França e Leste Europeu, sendo que a tradição teria sido levada do centro da Ásia — graças aos hunos e, mais tarde, aos povos germânicos.

 

Fonte Live Science Huffington Post