Plano de Guadalupe (1913-1914)

#PesquisafazHistória

“Paralelamente ao crescimento das forças camponesas comandadas por Villa e seus generais, começavam a gestar-se as forças revolucionárias que apoiariam a chegada de Venustiano Carranza ao primeiro posto político do país”. (MEDINA, 2008, p. 102).

Venustiano CarranzaOs constitucionalistas foram um grupo surgido em 1910 na tentativa de depor o então presidente Porfírio Díaz ou vencê-lo nas eleições daquele ano. O movimento pretendia retomar a Constituição de 1856, mas posteriormente visou a criação de uma nova constituição, algo que ocorreria em 1917. Os constitucionalistas como ficaram chamados, tendo como principal líder o empresário e político Venustiano Carranza(1860-1920), o qual reuniu os líderes revolucionários do Norte em 1913 para atacar Huerta o qual havia deposto o presidente Madero e o assassinado em seguida, para usurpar o poder. Nessa época, Carranza era o governador de Coahuila, estado em que nascera, possuía grande prestígio e influência na região, e usou seu poder para atacar o usurpador e novo…

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A Naturalização do Processo Nazista e Autoritário

Retrospecta

      O Nazismo e o Facismo são movimentos políticos e filosóficos que faz prevalecer os conceitos da nação e raça, sobre os valores individuais, sendo representado por um governo autocrático, centralizado na figura de um ditador. O facismo se iniciou no entre guerras e retorna em vários outros momentos com diversos modelos. Um exemplo, é o nazismo, que se desenvolveu na Alemanha, sob liderança de Adolf Hitler entre 1939 à 1945. O nazismo, pregava a superioridade da raça ariana e o processo de naturalizaçao ocorreu através das artes de das propagandas.
O professor Daniel Diniz, solicitou que assistíssemos o documentário: “Arquitetura da destruição” e a partir de tal, construíssemos um outro documentário. Os grupos Retrospecta e História, se juntaram e produziram um novo, chamado: “A naturalizaçao do processo nazista e autoritário ao longo do tempo” disponível no link logo abaixo.
Para a realizaçao, contamos com a ajuda do…

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A transição do nazismo de Hitler que persiste na sociedade atual

História em foco

O nazismo foi uma ideologia que erradicou pela Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Acreditavam que o povo precisava de um líder forte para comandar o país. Estabeleciam uma hierarquia entre as raças e acreditavam que os alemães eram superiores a qualquer outra raça. Os africanos, ciganos, judeus e homossexuais eram os mais discriminados, sendo chamados pelos nazistas como “raças inferiores”. Enquanto estavam no poder exterminaram os membros desses grupos.

Subjugados e humilhados no pós guerra, o povo alemão sofreu com as dificuldades políticas, econômicas e sociais e culpavam o governo por tal situação.

Com isso, surgiu o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais conhecido como Partido Nazista.

Em 1919, aproveitando-se da situação instável do país os nazistas tomaram o poder e governaram entre 1933 e 1945.

Fazendo com que a população acreditasse que a Alemanha decairia dia após dia, Hitler usou de seu  partido para impor o medo…

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Culpado ou Inocente?

Historicamente Atualizados

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Maximilien Marie Isidore de Robespierre foi um advogado e político nascido na franca do século XVIII, sua influência foi de grande importância para com a revolução francesa, pois foi um dos lideres da organização política denominada jacobinos, estes que eram antes moderados, passaram a ser extremamente radicais após o comando de Robespierre.

Após a sua liderança, que deu origem a fase do terror,ele foi condenado a pena de morte, sendo então guilhotinado em 1794, aos gritos de morte ao tirano.

Como Robespierre foi morto sem um devido julgamento, decidimos assim ,em aula,fazer um a análise dos fatos o intuito de chegar a uma decisão, culpado ou inocente?

Portanto a sala foi dividida em três grupos. O primeiro ficou responsável por defender o réu, o segundo por ataca-lo e o ultimo foi o juri, que se responsabilizaria em decidir,se de fato Robespierre deveria ser condenado ou não. Foram apresentados pelo ataque…

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ROBESPIERRE

Guardiões da História

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Naquela época a França estava mergulhada no Absolutismo e o rei governava com poder absoluto, apoiado pela nobreza e pelo clero que gozavam de privilégios. Cresce, porém, no fim do século o descontentamento dos camponeses e da burguesia, começam os protestos pelo fim dos privilégios e um clima de revolta se estabelece . Incapaz de encontrar solução para o estado de calamidade econômica e social, Luiz XVI convoca os Estados Gerais para resolver a falência das finanças. Ele não sabia ainda que seu fim estava perto.

O jovem advogado Maximilien François Marie Isidore de Robespierre (1758-1794) pretendia mudar o destino da França. Ele ajudou a fundar e foi líder do Partido Jacobino na Convenção Nacional. Seus discursos captavam o espírito da França revolucionária. Os ideais da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – compunham seu slogan predileto. Robespierre tornou-se famoso como político sério e “incorruptível”. Seu objetivo era eliminar os…

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Entretenimento (Era Nazista)

#PesquisafazHistória

  • Olga (2004)

O longa-metragem dirigido por Jayme Monjardim narra a biografia de Olga Benário Prestes, uma militante alemã que é deportada para Alemanha durante o governo Vargas, após o fracasso da Intentona Comunista.

A jovem tem uma filha na prisão, fruto do relacionamento com o líder comunista Luís Carlos Prestes, sendo enviada para um campo de concentração, onde passa anos sofrendo maus tratos e termina morta na câmara de gás. Baseado em fatos reais, o filme tem Camila Morgado, Caco Ciocler, Osmar Prado e Fernanda Montenegro no elenco.

  • O Pianista (2002)

O filme conta a história do pianista judeu-polonês Wladyslaw Szpilman, que se depara com a invasão da Polônia pelos nazistas em 1939. Após escapar da ida ao Gueto de Varsóvia, que segregou cerca de 380.000 poloneses, Szpilman passa a se esconder em prédios abandonados e casas de amigos não-judeus, em busca de alimentos e proteção. Ele testemunha o levante de…

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Entre no último bunker secreto usado por Hitler na 2ª Guerra Mundial

#PesquisafazHistória

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2f0cae5000000578-0-image-a-7_1449229054430 Dentro desta fortaleza secreta, Adolf Hitler armou a invasão da Inglaterra e uma série de outros ataque a países europeus contrários aos interesses nazistas. Situado em uma floresta, na França, o endereço foi o último centro de comando Nazi fora da Alemanha.

2f0cae2800000578-0-image-a-1_1449229027357 Fotografias clicadas recentemente pelo fotógrafo parisiense Marc Askat desvendam a localização e a condição do prédio histórico – abandonado, em ruínas e tomado por plantas, fungos e mofos. O endereço permaneceu desconhecido durante muitos anos, pois as redondezas do local passaram a servir como campo de treinamento do exército francês.

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2f0cae9500000578-0-image-a-13_1449229092465 Ao cruzar as portas enferrujadas, o interior revela corredores e salas de concreto maciço. Entre as surpresas da construção estratégica, estão túneis que se estende ao longo de 9,6 quilômetros, localizados 30 metros abaixo do solo. Os telhados e as estruturas em decadência podem ser vistos como uma metáfora, que representa a queda dos ideais do ditador assassino.

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Alemanha nazista: a arte como ferramenta de disseminação ideológica

Hora de História

Documentário “Alemanha nazista: a arte como ferramenta de disseminação ideológica” baseado no documentário “Arquitetura da Destruição” produzido pelos alunos do IFMG-OP do curso de Administração III. 

O documentário foi produzido com objetivo de analisar o uso da arte pelo partido nazista para disseminação da ideologia do partido.
O vídeo se inicia com a peça “Und der regen rinnt” de Ilse Weber, que foi uma vítima do regime e compunha dentro dos campos de concentração. A melodia é acompanha de imagens do nazismo na Alemanha e da segunda parte da música, onde um diálogo sensível é estabelecido entre mãe e filhos separados pelo regime autoritário. Logo após a canção, é apresentado um trecho do livro escrito por Hitler, onde o mesmo aponta para os esforços que seriam feitos para a construção de uma Alemanha forte e superior.  Também, é feito um breve paralelo entre a vida particular e frustrada Hitler com…

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Curiosidade Sobre a Bastilha

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“Grande parte do que se escreveu sobre os horrores da Bastilha foi uma invenção dos revolucionários. A crítica era tão poderosa que quando a fortaleza foi tomada, os invasores ficaram decepcionados com o que encontraram: apenas sete prisioneiros, nenhum condenado enterrado vivo, nenhum cadáver insepulto preso a correntes, como se dizia. As celas da Bastilha não eram claustrofóbicas, ao contrário, as celas octogonais tinham cerca de 5 m de diâmetro com janelas acessíveis ao prisioneiro. Dispunham de cama com cortinado, uma ou duas mesas, várias cadeiras, fogão ou estufa. Os prisioneiros podiam levar seus pertences e também cães e gatos para acabar com ratos e insetos. A comida variava de acordo com a condição social do prisioneiro, os mais pobres recebiam sopas guarnecidas com uma fatia de toucinho ou presunto, pão, vinho e queijo. Permitiam-se álcool e tabaco, jogos de cartas para detentos que partilhassem a cela e uma mesa…

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A questão da Venezuela Sobre um Ponto de Vista Pró Maduro

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Em defesa da Venezuela

“Estou chocado com a parcialidade da comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, sobre a crise da Venezuela.”

“A Venezuela vive um dos momentos mais críticos da sua história. Acompanho crítica e solidariamente a revolução bolivariana desde o início. As conquistas sociais das últimas duas décadas são indiscutíveis. Para o provar basta consultar o relatório da ONU de 2016 sobre a evolução do índice de desenvolvimento humano. Diz o relatório: “O índice de desenvolvimento humano (IDH) da Venezuela em 2015 foi de 0.767 — o que colocou o país na categoria de elevado desenvolvimento humano —, posicionando-o em 71.º de entre 188 países e territórios. Tal classificação é partilhada com a Turquia.” De 1990 a 2015, o IDH da Venezuela aumentou de 0.634 para 0.767, um aumento de 20.9%. Entre 1990 e 2015, a esperança de vida ao nascer subiu 4,6 anos, o período médio de escolaridade aumentou 4,8 anos e os anos de escolaridade média geral aumentaram 3,8 anos. O rendimento nacional bruto (RNB) per capita aumentou cerca de 5,4% entre 1990 e 2015. De notar que estes progressos foram obtidos em democracia, apenas momentaneamente interrompida pela tentativa de golpe de Estado em 2002 protagonizada pela oposição com o apoio ativo dos EUA.

A morte prematura de Hugo Chávez em 2013 e a queda do preço do petróleo em 2014 causou um abalo profundo nos processos de transformação social então em curso. A liderança carismática de Chávez não tinha sucessor, a vitória de Nicolás Maduro nas eleições que se seguiram foi por escassa margem, o novo Presidente não estava preparado para tão complexas tarefas de governo e a oposição (internamente muito dividida) sentiu que o seu momento tinha chegado, no que foi, mais uma vez, apoiada pelos EUA, sobretudo quando em 2015 e de novo em 2017 o Presidente Obama considerou a Venezuela como uma “ameaça à segurança nacional dos EUA”, uma declaração que muita gente considerou exagerada, se não mesmo ridícula, mas que, como explico adiante, tinha toda a lógica (do ponto de vista dos EUA, claro). A situação foi-se deteriorando até que, em dezembro de 2015, a oposição conquistou a maioria na Assembleia Nacional. O Tribunal Supremo suspendeu quatro deputados por alegada fraude eleitoral, a Assembleia Nacional desobedeceu, e a partir daí a confrontação institucional agravou-se e foi progressivamente alastrando para a rua, alimentada também pela grave crise econômica e de abastecimentos que entretanto explodiu. Mais de cem mortos, uma situação caótica. Entretanto, o Presidente Maduro tomou a iniciativa de convocar uma Assembleia Constituinte (AC) para o dia 30 de Julho e os EUA ameaçam com mais sanções se as eleições ocorrerem. É sabido que esta iniciativa visa ultrapassar a obstrução da Assembleia Nacional dominada pela oposição.

Em 26 de maio passado assinei um manifesto elaborado por intelectuais e políticos venezuelanos de várias tendências políticas, apelando aos partidos e grupos sociais em confronto para parar a violência nas ruas e iniciar um debate que permitisse uma saída não violenta, democrática e sem ingerência dos EUA. Decidi então não voltar a pronunciar-me sobre a crise venezuelana. Por que o faço hoje? Porque estou chocado com a parcialidade da comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, sobre a crise da Venezuela, um enviesamento que recorre a todos os meios para demonizar um governo legitimamente eleito, atiçar o incêndio social e político e legitimar uma intervenção estrangeira de consequências incalculáveis. A imprensa espanhola vai ao ponto de embarcar na pós-verdade, difundindo notícias falsas a respeito da posição do Governo português. Pronuncio-me animado pelo bom senso e equilíbrio que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, tem revelado sobre este tema. A história recente diz-nos que as sanções econômicas afetam mais os cidadãos inocentes que os governos. Basta recordar as mais de 500.000 crianças que, segundo o relatório da ONU de 1995, morreram no Iraque em resultado das sanções impostas depois da guerra do Golfo Pérsico. Lembremos também que vive na Venezuela meio milhão de portugueses ou lusodescendentes. A história recente também nos diz que nenhuma democracia sai fortalecida de uma intervenção estrangeira.

Os desacertos de um governo democrático resolvem-se por via democrática, e ela será tanto mais consistente quanto menos interferência externa sofrer. O governo da revolução bolivariana é democraticamente legítimo e ao longo de muitas eleições nos últimos 20 anos nunca deu sinais de não respeitar os resultados destas. Perdeu várias e pode perder a próxima, e só será de criticar se não respeitar os resultados. Mas não se pode negar que o Presidente Maduro tem legitimidade constitucional para convocar a Assembleia Constituinte. Claro que os venezuelanos (incluindo muitos chavistas críticos) podem legitimamente questionar a sua oportunidade, sobretudo tendo em mente que dispõem da Constituição de 1999, promovida pelo Presidente Chávez, e têm meios democráticos para manifestar esse questionamento no próximo domingo. Mas nada disso justifica o clima insurrecional que a oposição radicalizou nas últimas semanas e que tem por objetivo, não corrigir os erros da revolução bolivariana, mas sim pôr-lhe fim e impor as receitas neoliberais (como está a acontecer no Brasil e na Argentina), com tudo o que isso significará para as maiorias pobres da Venezuela. O que deve preocupar os democratas, embora tal não preocupe os media globais que já tomaram partido pela oposição, é o modo como estão a ser selecionados os candidatos. Se, como se suspeita, os aparelhos burocráticos do partido do governo sequestrarem o impulso participativo das classes populares, o objetivo da AC de ampliar democraticamente a força política da base social de apoio à revolução terá sido frustrado.

Para compreendermos por que provavelmente não haverá saída não violenta para a crise da Venezuela temos de saber o que está em causa no plano geoestratégico global. O que está em causa são as maiores reservas de petróleo do mundo existentes na Venezuela. Para os EUA, é crucial para o seu domínio global manter o controlo das reservas de petróleo do mundo. Qualquer país, por mais democrático, que tenha este recurso estratégico e não o torne acessível às multinacionais petrolíferas, na maioria, norte-americanas, põe-se na mira de uma intervenção imperial. A ameaça à segurança nacional, de que fala o Presidente dos EUA, não está sequer apenas no acesso ao petróleo, está sobretudo no facto de o comércio mundial do petróleo ser denominado em dólares, o verdadeiro núcleo do poder dos EUA, já que nenhum outro país tem o privilégio de imprimir as notas que bem entender sem isso afetar significativamente o seu valor monetário. Foi por esta razão que o Iraque foi invadido e o Médio Oriente e a Líbia arrasados (neste último caso, com a cumplicidade ativa da França de Sarkozy). Pela mesma razão, houve ingerência, hoje documentada, na crise brasileira, pois a exploração do petróleo do pré-sal estava nas mãos dos brasileiros. Pela mesma razão, o Irão voltou a estar em perigo. Pela mesma razão, a revolução bolivariana tem de cair sem ter tido a oportunidade de corrigir democraticamente os graves erros que os seus dirigentes cometeram nos últimos anos. Sem ingerência externa, estou seguro de que a Venezuela saberia encontrar uma solução não violenta e democrática. Infelizmente, o que está no terreno é usar todos os meios para virar os pobres contra o chavismo, a base social da revolução bolivariana e os que mais beneficiaram com ela. E, concomitantemente com isso, provocar uma ruptura nas Forças Armadas e um consequente golpe militar que deponha Maduro. A política externa da Europa (se de tal se pode falar) podia ser uma força moderadora se, entretanto, não tivesse perdido a alma.”

Texto redigido por: Boaventura Sousa Santos.

Publicado em: 29/07/2017; 6:34.

Disponível no seguinte endereço: https://www.publico.pt/2017/07/29/mundo/noticia/em-defesa-da-venezuela-1780518